Bactéria letal é detectada na parte externa de laboratório de alta segurança nos Estados Unidos

A população não corre nenhum risco, mas as dimensões da contaminação ainda são ignoradas

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AFP - Agence France-Presse Publicação:02/03/2015 13:02Atualização:02/03/2015 14:09
Macacos infectados pela superbactéria foram sacrificados (Reprodução USA Today)
Macacos infectados pela superbactéria foram sacrificados
As autoridades do estado da Louisiana, nos Estados Unidos, analisam como uma perigosa e potencialmente letal bactéria foi encontrada na parte externa do laboratório de um centro de pesquisas de alta segurança, informa o jornal USA Today. Segundo a publicação, a população não corre nenhum risco, mas ainda ignoram as dimensões da contaminação. O incidente aconteceu no National Primate Research Center de Tulane, que fica a 80 km de Nova Orleans e trabalha em uma vacina contra esta bactéria, em novembro de 2014 ou antes.

A bactéria em questão é chamada 'Burkholderia pseudomallei' ou bacilo de Whitmore. É encontrada principalmente no sudeste asiático e norte da Austrália. Pode ser transmitida a humanos ou animais por contato com o solo ou com água contaminada.

A bactéria está incluída na categoria de agentes que podem ser utilizados no bioterrorismo.

As autoridades informaram que a bactéria não foi detectada nos terrenos que pertencem ao centro, mas quatro macacos que estavam em uma área externa ficaram enfermos e dois deles foram sacrificados, segundo o USA Today.

Uma inspetora federal que visitou o centro também ficou doente, mas é possível que tenha sido exposta à bactéria antes, já que fez várias viagens ao exterior.

Segundo o centro de pesquisas, os macacos teriam sido infectados durante um tratamento no hospital veterinário do complexo. O diretor do local, Andrew Lackner, afirmou que 39 mostras do solo e 13 mostras de água provenientes dos terrenos do estabelecimento foram analisadas, sem que nenhum vestígio da bactéria tenha sido detectado.

Mas de acordo com o USA Today as mostras foram insuficientes para descartar completamente a presença da bactéria, que é muito difícil de ser detectada. As investigações devem prosseguir, segundo os cientistas.

"O fato de que as autoridades não conseguem estabelecer como aconteceu a difusão da bactéria é muito preocupante", disse ao jornal Richard Ebright, especialista em segurança biológica da Rutgers University, em Nova Jersey.

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