No Dia Nacional da Imunização, infectologistas defendem vacinas para erradicar doenças

Pessoas vacinadas têm menos riscos de adoecer. Famílias brasileiras têm deixado de vacinar suas crianças contra a caxumba

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Redação - Saúde Plena Publicação:09/06/2016 13:00Atualização:08/06/2016 18:38
O Brasil e demais países da América Latina conseguiram, por exemplo, erradicar a poliomielite desde 1994, mas em alguns lugares do mundo a doença ainda é transmitida e, por essa razão, as crianças ainda continuam sendo vacinadas (	Karlos Geromy/OIMP/D.A Press)
O Brasil e demais países da América Latina conseguiram, por exemplo, erradicar a poliomielite desde 1994, mas em alguns lugares do mundo a doença ainda é transmitida e, por essa razão, as crianças ainda continuam sendo vacinadas
No Dia Nacional de Imunização, celebrado em 9 de junho, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alerta para a importância das vacinas na erradicação de doenças, principal objetivo da política de imunização do país. O Brasil e demais países da América Latina conseguiram, por exemplo, erradicar a poliomielite desde 1994, mas em alguns lugares do mundo a doença ainda é transmitida e, por essa razão, as crianças ainda continuam sendo vacinadas.

A varíola, outra enfermidade erradicada, também é um exemplo bem-sucedido de campanhas de vacinação. “Se as campanhas tiverem o auxilio da população, bem como os calendários forem seguidos em todas as idades, o controle de outras doenças será atingido. Para a erradicação ocorrer, o esforço tem que ser mundial”, afirma a coordenadora do Comitê Científico de Imunizações da SBI, Lessandra Michelin. Na lista diversas doenças podem ser evitadas estão as gripes (influenzas, H1N1), caxumba, rubéola, tuberculose, pneumonia, meningites, sarampo, hepatites.

O surgimento de movimentos que pregam a não vacinação preocupa a especialista. Para ela, deixar de seguir o calendário oficial de imunização do Ministério da Saúde pode colocar toda a população em risco de surtos e epidemias. “As correntes antivacinas tem como fundamento de argumentação o medo, o desconhecimento, situações políticas ou religiosas. Raramente apresentam argumentos científicos robustos para tais objeções à aplicação de vacinas”, afirma.

Europa e Estados Unidos puxam esse movimento antivacinação e têm visto ressurgir doenças já erradicadas como o sarampo. “O mesmo estamos vivendo no Brasil em relação à caxumba”, diz. Para ela, é a baixa adesão a campanhas de vacinação e aos calendários regulares que fazem com que ainda hoje no país existam casos de sarampo, rubéola, varicela, caxumba, gripe e HPV. “O que é uma pena, pois a vacina para a faixa etária de maior risco é gratuita”, pondera.

A infectologista lembra ainda que os reforços de vacina devem ser feitos para se manter a proteção na população, como no caso do tétano. “Lembramos que cada vacina tem sua recomendação de doses que devem ser seguidas para estarmos realmente protegidos contra doenças imunopreviníveis”, salienta.

Calendário vacinação
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação, que inclui orientação para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Há também as vacinas especiais de acordo com fatores de risco, como doenças associadas, exposições ocupacionais e viagens – como a febre amarela, por exemplo.

Clique aqui e conheça o calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde 

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