Remo: em uma hora de prática é possível perder até 600 calorias
Prática exige muito esforço por trabalhar a maior parte dos grupos musculares
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Considerado um esporte completo, a prática ainda é pouco conhecida na capital. “Muitos não sabem que a modalidade existe na cidade e tem atraído aqueles que procuram qualidade de vida em meio à natureza”, comenta o educador físico e proprietário do Clube de Regatas Afonso Ligório, Augustus César Ligório. A escola fica na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. Augustus explica que o remo é um dos desportos mais antigos e um dos que envolvem um maior esforço físico. “Estudos comprovam que a prática é, juntamente com a natação, o esporte que proporciona melhor desenvolvimento físico geral, usando a maior parte dos grupos musculares do corpo humano: pernas, músculos abdominais, peito, costas e braços”, ressalta.
Com aulas às terças, quintas e sábados, os alunos, apaixonados confessos pelo remo, contam que encontraram no exercício paz e tranquilidade para a mente, saúde para o espírito e qualidade de vida. Para se ter uma ideia, muitos chegam a fazer aulas mesmo debaixo de chuva, tamanha a fidelidade ao esporte. “Meu médico me proibiu de parar”, diverte-se Celedônio de Souza Santos, de 82 anos. Natural da Ilha da Madeira, em Portugal, Celedônio está no Brasil há 37 anos e recorda que, quando era mais jovem, praticava as remadas. Há cinco anos voltou às águas e, quem o vê, aposta alto que sua idade não chega aos 70. “Quando estou remando, sinto que estou em um nível superior da minha mente. Tenho total sensação de liberdade”, diz satisfeito.
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Uma remada exercita as pernas e braços, além do abdômen. O engenheiro Jefferson Vianna Bandeira, de 69, afirma que o melhor é estar em meio à natureza. “Aqui é um lugar maravilhoso. Quando estamos na aula nos esquecemos de tudo.”
De acordo com o educador físico, para a prática não há um limite certo de idade, exceto no casos das crianças. “ Só aceitamos alunos maiores de 12 anos, porque são jovens que estão em fase de crescimento e a prática pode atrapalhar o processo.” Já para os adultos, é necessário, antes de tudo, saber nadar e, depois, um atestado médico para a liberação do exercício.
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INÍCIO
A aula dura em média uma hora, sendo que os primeiros 15 minutos são dedicados ao alongamento do corpo. “Um iniciante vai aprender, primeiro, as técnicas básicas, como o manuseio do remo. Depois, aprenderá a manobrar o barco”, conta Augustus, que diz ainda que, atualmente, há 30 alunos na escola e a mensalidade varia de R$ 200 a R$ 350, conforme a quantidade de aulas feitas por semana.
Elas são mais disciplinadas
Se antigamente elas eram minoria na prática, hoje as mulheres estão no mesmo nível dos homens e a procura delas pelo remo está na mesma quantidade. Consideradas mais disciplinadas, elas têm ainda como fator atrativo os contornos que a prática traz para o corpo. “Infelizmente, faço apenas uma vez por semana. Não vivo sem minhas remadas. Estou aqui desde 2011 e sinto saudades quando não venho”, comenta Carmen Lúcia Alves, de 51. Ela e a amiga Ariadne Gomes de Lagos Ferreira, de 50, contam que chegam aos sábados às 6h e não perdem as aulas por nada.
“Saímos do Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste. Sempre fui uma mulher sedentária e, no ano passado, me identifiquei com o remo. Além do prazer, a atividade me impulsionou a ir para a musculação, já que para não sofrer lesão tenho que estar com os músculos preparados”, comenta Ariadne.
As duas já chegaram até a participar de competição. “A alta taxa de consumo de calorias, o aumento da massa muscular, o incremento da resistência física, da flexibilidade e da coordenação motora fazem do remo a melhor opção para quem busca no esporte uma fonte de saúde, sem contar que a prática não polui o meio ambiente”, defende Augustus, que sonha em ver a despoluição da Lagoa da Pampulha, para que o remo volte a ser praticado também por lá.