Após declarar que mulheres ricas fazem aborto em clínicas, Ministra da Saúde do Chile renuncia
Chile proíbe aborto em qualquer situação
AFP - Agence France-Presse
Publicação:31/12/2014 10:37Atualização: 31/12/2014 10:45
A ministra chilena da Saúde, Helia Molina, renunciou nesta terça-feira (30/12) devido à polêmica envolvendo declarações sobre o aborto entre as filhas das famílias ricas do Chile. "Devemos informar que a ministra Molina apresentou sua renúncia para evitar gerar polêmicas desnecessárias que possam prejudicar o governo", disse o porta-voz oficial do governo, Álvaro Elizalde.
O Chile é um dos poucos países do mundo onde o aborto segue proibido, sob qualquer forma.
Bachelet prometeu enviar até o final do ano um projeto de lei que prevê a autorização para abortar em caso de estupro, risco de vida para a mãe e inviabilidade do feto.
Na entrevista, Molina garantiu que o projeto será enviado ao Congresso em meados de janeiro.
Até 1989 e por mais de 50 anos, o aborto foi permitido no Chile em casos de risco de morte para a mãe ou inviabilidade do feto, mas antes de deixar o poder, o então ditador Augusto Pinochet proibiu a prática.
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Helia Molina
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Em entrevista ao jornal La Segunda, Molina declarou que "em todas as clínicas cuicas (da elite) as famílias conservadoras realizam abortos em suas filhas". Molina é a primeira ministra do governo de Michelle Bachelet a abandonar o cargo, dez meses após a posse da presidente socialista.- Óbitos em clínicas clandestinas de aborto estimulam debate sobre o tema
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O Chile é um dos poucos países do mundo onde o aborto segue proibido, sob qualquer forma.
Bachelet prometeu enviar até o final do ano um projeto de lei que prevê a autorização para abortar em caso de estupro, risco de vida para a mãe e inviabilidade do feto.
Na entrevista, Molina garantiu que o projeto será enviado ao Congresso em meados de janeiro.
Até 1989 e por mais de 50 anos, o aborto foi permitido no Chile em casos de risco de morte para a mãe ou inviabilidade do feto, mas antes de deixar o poder, o então ditador Augusto Pinochet proibiu a prática.