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Retratos da Cidade »

No embalo do redódromo

Leilane Menezes - Colunista Publicação:30/10/2012 14:05Atualização:01/11/2012 11:17
 (Minervino Junior/Encontro/D.A Press)
É no balanço da rede, à sombra de mangueiras, que estudantes e funcionários da Universidade de Brasília (UnB) descansam entre uma aula e outra ou nos horários de folga do serviço. Precisou de pouco, quase nada, para agradar: só alguns troncos de árvores, ganchos pendurados neles e meia dúzia de redes. Assim nasceu o espaço batizado como Redódromo, em homenagem a Darcy Ribeiro, um dos fundadores da UnB, que tanto gostava de acrescentar o sufixo "ódromo" às expressões (como o Beijódromo). A área está pronta há seis meses, mas só agora começou a ser usada. Por entender que seria anti-higiênico dividi-las, a direção decidiu que quem quiser descansar deve carregar a própria rede ou comprá-la no campus. É só chegar, pendurá-la e ser feliz.

 (Minervino Junior/Encontro/D.A Press)

A fantástica fábrica dos monges

Com seus hábitos cor de terra e semblantes tranquilos, monges do Mosteiro São Bento, no Lago Sul, passam dias entre rezas e meditações, em busca do equilíbrio. Eles, entretanto, não vivem somente de preces e paciência. Nas dependências do mosteiro, fabricam-se produtos artesanais como biscoitos, licores e pães. Tudo é vendido na lojinha na entrada do mosteiro, o único espaço, além da capela, que pode ser frequentado por qualquer visitante. Do portão para dentro, dá para entrar somente com rara autorização do monge superior. O carro-chefe das vendas é o biscoito Bricelet, feito com raspas de limão, açúcar, manteiga, óleo, leite, trigo e sal. "Cada pacote sai a R$3,50". É preciso ser um bom artesão para produzir o Bricelet, ter serenidade e jeito, conta o monge Pedro Furtado.

 (Minervino Junior/Encontro/D.A Press)

Faça seu pedido

Uma festa de aniversário mobilizará a 108/308 Sul, em setembro de 2013. Falta um bocado de tempo até lá, mas o convite já está pendurado na lateral da Super Banca de Revistas, que há mais de 50 anos abastece os lares da vizinhança com muito além de jornais e outras publicações. Um banner verde na parede diz: 13 de setembro de 2012. 50 anos do fícus italiano (espécie de árvore). "Perdoem o erro da data, pois o evento será em 2013. Foi um pequeno lapso de memória", justifica Lourivaldo Marques, 75 anos, o homem que plantou os dois fícus mais famosos de Brasília e dono da banca de revista localizada atrás das árvores. Ele conta que direcionou as árvores para crescerem de maneira que formassem um tipo de portal entre os caules. Desde então, quem passa por ali atravessa o vão e faz pedidos. Sempre que vai à banca tomar sorvete, Manuela Vilhena, de 6 anos, passa no portal dos desejos. Aprendeu com Lourivaldo a guardar segredo sobre o que pede à natureza. "Não pode contar de jeito nenhum."

 (Minervino Junior/Encontro/D.A Press)

A Asa Norte está para peixe

Com o pôr do sol alaranjado que dá fama e beleza a Brasília como companhia, dezenas de famílias vão ao píer, conhecido como Calçadão da Asa Norte, para brincar de pescador. Sentam-se no chão de tábuas, estendem toalhas de piquenique e aproveitam o fim de cada dia. No início da manhã, também é possível encontrar alguns visitantes. Eles pegam peixes como tilápia, carpa, traíra e, eventualmente, até tucunarés. Esse é um dos programas preferidos do produtor de vídeos Luciano Rodrigues e seu filho Mateus. "Valorizo nosso tempo que ficamos juntos. Esse lugar (o calçadão) se tornou uma ótima opção", diz Luciano.

 (Minervino Junior/Encontro/D.A Press)

Relaxe só de olhar

Observar a satisfação de quem ganha uma massagem no Parque da Cidade faz esquecer por alguns minutos o barulho do trânsito, o ritmo acelerado da cidade e todos os problemas. Estar em uma das 10 tendas espalhadas no maior e mais democrático complexo verde de Brasília é garantia de um dia mais leve. Frequentadores de várias idades não resistem à presença das camas de massagem, alguns recorrem a elas logo após praticarem esportes. "Se vierem antes, não conseguem correr depois da massagem, pois ficam totalmente relaxados. No fim do exercício é o momento ideal", explica a massoterapeuta Isabel Helena. As sessões de 30 min e 1 h custam, respectivamente, R$ 30 e R$ 50. O massagista pioneiro do Parque da Cidade é conhecido como Tião Magu, que há 42 anos levou mais essa atração para o local.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017