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Membros da copa

Participar do maior evento do futebol mundial é o sonho de mais de 8 mil brasilienses. Candidatos a voluntários contam aqui a razão de tanto interesse

Rodrigo Craveiro - Redação Publicação:01/11/2012 09:48Atualização:01/11/2012 10:06
A mascote tatu-bola,na Esplanada: dias depois, foi alvo de vândalos (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
A mascote tatu-bola,na Esplanada: dias depois, foi alvo de vândalos
Trabalhar até 10 horas por dia, durante 20 dias seguidos, sem direito a folga. E sem ganhar um centavo por isso. Entre 21 de agosto e 21 de setembro, 130.919 jovens de mais de 125 países se inscreveram no Programa de Voluntários do Comitê Organizador Local (COL), que inclui a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e os sorteios dos dois eventos. Desse total, 8.496 são jovens moradores do Distrito Federal. De classes sociais e formações diversas, todos são movidos pela experiência única de intercâmbio com as mais diferentes culturas e de participar do maior evento ligado ao futebol, uma verdadeira paixão nacional. 

“Fizemos um apelo para que a população brasileira e do mundo todo abraçasse a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, por meio do Programa de Voluntários, e isso ocorreu desde o primeiro dia. O trabalho é duro, mas a recompensa de fazer parte do time que realizou esses eventos no seu país é muito maior”, afirma o ex-atacante Ronaldo, membro do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL). “Os brasileiros amam futebol, sabem que esse momento será muito especial e não querem ficar de fora.” O Brasil atendeu ao pedido do craque e já entra para a história com o maior número de candidatos a voluntários, superando a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006 (48 mil inscritos); e da África do Sul, em 2010 (70 mil).

Para Sérgio Graça, coordenador do Comitê Organizador Brasília 2014, a participação de brasilienses no programa da Fifa é fundamental. “Tanto que coordenamos o programa Gol de Educação, com o Centro Interescolar de Línguas (CIL) e a Secretaria de Educação. Estamos capacitando jovens em diversas línguas para atuarem como voluntários”, comenta. Ele acredita que a oportunidade de trabalhar num evento como a Copa do Mundo é capaz de promover uma mudança pessoal e profissional nesses jovens. “É uma oportunidade de aproximação e interação com pessoas do mundo inteiro. Além de poder praticar idiomas e conhecer diferentes culturas”, atesta.

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Por que eu quero ser voluntário?

Quem: Rafaella Gonçalves
de Castro, 16 anos |
Onde mora: Ceilândia |
O que pode ajudá-la na seleção: 
trabalhou como voluntária 
na Copa Internacional 
de Vôlei Feminino, em julho 
de 2011, e na recepção 
aos jovens embaixadores 
dos Estados Unidos, 
em agosto de 2012. |
Estratégia: mostrar 
força de vontade, 
disponibilidade integral 
de tempo e interesse para
 trabalhar em qualquer área (MinervinoJúnior/Encontro/DA Press )
Quem: Rafaella Gonçalves de Castro, 16 anos | Onde mora: Ceilândia | O que pode ajudá-la na seleção: trabalhou como voluntária na Copa Internacional de Vôlei Feminino, em julho de 2011, e na recepção aos jovens embaixadores dos Estados Unidos, em agosto de 2012. | Estratégia: mostrar força de vontade, disponibilidade integral de tempo e interesse para trabalhar em qualquer área

“Para mim, é uma realização pessoal a ser alcançada. Eu traço metas e me esforço para conquistá-las. Talvez seja uma oportunidade para fazer contato ou conhecer alguém que me abra as portas lá fora. Minha expectativa para a Copa do Mundo de 2014 é ouvir que o visitante estrangeiro saiu com uma boa impressão do Brasil e do Distrito Federal. Também receber elogios por algo que estou me esforçando muito desde agora.”

Quem: Lucas 
Azevedo, 16 anos |
Onde mora: Lago Sul |
O que pode ajudá-lo na seleção: 
já trabalha como voluntário 
na evangelização de jovens 
carentes, adora esporte, 
é comunicativo, tem fluência 
no inglês e no espanhol. |
Estratégia: interagir 
bem nas dinâmicas 
e demonstrar que é capaz 
de fazer um trabalho 
bem feito, sem receber 
nada material em troca (MinervinoJúnior/Encontro/DA Press )
Quem: Lucas Azevedo, 16 anos | Onde mora: Lago Sul | O que pode ajudá-lo na seleção: já trabalha como voluntário na evangelização de jovens carentes, adora esporte, é comunicativo, tem fluência no inglês e no espanhol. | Estratégia: interagir bem nas dinâmicas e demonstrar que é capaz de fazer um trabalho bem feito, sem receber nada material em troca

“Quando a gente gosta de futebol e quer participar de um evento grandioso como esse vale qualquer sacrifício. Ter a chance de ser escolhido entre tantos voluntários seria uma honra. Quero adquirir experiência, conviver com pessoas de outras culturas e fazer parte da festa do futebol. Imagine só quantas pessoas gostariam de estar lá! E quantas histórias eu poderei contar para os meus filhos, um dia.”

Quem: Wilson 
Macedo, 19 anos |
Onde mora: Ceilândia Sul |
O que pode ajudá-lo na 
seleção: faz curso 
técnico de enfermagem, 
trunfo para trabalhar 
na área médica |
Estratégia: ganhar 
fluência no inglês para 
conseguir se comunicar 
bem e passar as 
informações corretas (MinervinoJúnior/Encontro/DA Press )
Quem: Wilson Macedo, 19 anos | Onde mora: Ceilândia Sul | O que pode ajudá-lo na seleção: faz curso técnico de enfermagem, trunfo para trabalhar na área médica | Estratégia: ganhar fluência no inglês para conseguir se comunicar bem e passar as informações corretas

“Não vejo como trabalho, mas como uma oportunidade de ter contato com outras culturas e línguas, e praticar o que aprendemos e treinamos na sala de aula do Centro Interescolar de Línguas (CIL). Também acho que será muito divertido e deve melhorar nossas relações sociais. Quando você se dá bem com estrangeiros, que foram criados de modo diferente e tem costumes diferentes dos seus, a probabilidade de você se dar bem com as pessoas de seu próprio país também aumenta.”

Quem: Ellen 
Galvão, 23 anos |
Onde mora: Sudoeste |
O que pode ajudá-la
na seleção: fala inglês 
e espanhol fluentemente |
Estratégia: mostrar 
sua experiência 
internacional. 
Já morou em Madri 
(Espanha) e em Dublin 
(Irlanda). Fez intercâmbio 
e viajou no esquema 
%u2018mochilão%u2019 para o exterior (MinervinoJúnior/Encontro/DA Press )
Quem: Ellen Galvão, 23 anos | Onde mora: Sudoeste | O que pode ajudá-la na seleção: fala inglês e espanhol fluentemente | Estratégia: mostrar sua experiência internacional. Já morou em Madri (Espanha) e em Dublin (Irlanda). Fez intercâmbio e viajou no esquema %u2018mochilão%u2019 para o exterior

“Gosto muito de coisas que integram jovens de todo o mundo e que inspiram as pessoas. Pretendo aprender, aprender e aprender. Nunca participei de nada tão grande e com o nível de organização que exige um evento desse porte. Imagine quantas pessoas de todas as partes do mundo podemos conhecer! Pessoas interessantes, envolvidas com projetos e com esporte, que se desafiam diariamente e que têm muito a acrescentar, pela diversidade de trabalho e de interesses. É uma oportunidade incrível ser parte de algo desse tamanho.”

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O trabalho

Os voluntários trabalharão nos estádios e em outros locais oficiais da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, em áreas como serviços de transmissão, alimentação, transporte, protocolo, credenciamento, tecnologia da informação, operações de imprensa, hospitalidade, serviços médicos, entre outros.

A escolha

O programa de voluntários vai selecionar 15 mil jovens para a Copa do Mundo
de 2014 e 7 mil para a Copa das Confederações, em junho do próximo ano.

O principal pré-requisito é estar com 18 anos ou mais em 13 de março de 2013.
    
A seleção será feita por um corpo técnico do COL. Em novembro, começa
a convocação dos inscritos para a próxima fase de seleção, que inclui entrevistas
e dinâmicas de grupo, inicialmente para a Copa das Confederações.

Não existe um perfil definido de voluntário ideal. O Comitê Organizador Local (COL) busca jovens motivados e dispostos a darem sua contribuição, valorizando
sempre a diversidade da sociedade brasileira. 

Os primeiros treinamentos dos voluntários escolhidos serão on-line e devem começar em dezembro. Depois da capacitação pela internet, haverá treinamento presencial, quando as pessoas conhecerão os seus locais de trabalho e receberão instruções específicas.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017