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Decoração »

Das passarelas para sua casa

A aproximação com a moda, a preservação dos recursos naturais e o uso da tecnologia deixam os ambientes mais bonitos e tornam os decorados mais aconchegantes e confortáveis

Publicação:01/11/2012 13:36Atualização:01/11/2012 16:35
Nos últimos anos e, principalmente em 2012, o cinza e o nude tiveram de ceder espaço para uma paleta de cores nem um pouco sóbrias. Azul, laranja, rosa, amarelo e outros tons mpliam a cartela de opções para o quarto, a sala e a cozinha da casa. Mesmo que estejam colorindo apenas detalhes: uma porta, uma parede ou um móvel. Também vale destacar o sucesso de tintas com efeito de revestimentos - camurça, cimento queimado, entre outros - no ercado. Tecidos estampados de autoria de estilistas do Brasil e de fora diversificaram poltronas, almofadas e paredes.  (Clausem Bonifácio/Divulgação)
Nos últimos anos e, principalmente em 2012, o cinza e o nude tiveram de ceder espaço para uma paleta de cores nem um pouco sóbrias. Azul, laranja, rosa, amarelo e outros tons mpliam a cartela de opções para o quarto, a sala e a cozinha da casa. Mesmo que estejam colorindo apenas detalhes: uma porta, uma parede ou um móvel. Também vale destacar o sucesso de tintas com efeito de revestimentos - camurça, cimento queimado, entre outros - no ercado. Tecidos estampados de autoria de estilistas do Brasil e de fora diversificaram poltronas, almofadas e paredes.
Um olho no futuro e o outro no presente. Essa é a postura adotada pelas mostras nacionais de arquitetura e de decoração apresentadas neste ano. Enquanto inovações tecnológicas ditam soluções práticas para espaços pequenos, por exemplo, referências no cenário da moda e em práticas sustentáveis abraçam projetos que consideram a estética e o uso de materiais recicláveis duas prioridades deste momento. Em Brasília, a 6ª edição da Morar Mais por Menos, realizada em agosto passado, e a 21ª Casa Cor, aberta ao público até 6 de novembro, são exemplos de eventos que evidenciam inovação, moda, sustentabilidade e funcionalidade como tendências do design de interiores.

Já imaginou tomar banho e poder ouvir música, atender ao telefone, passar por uma sessão de cromoterapia, enquanto é massageado por jatos de água em todas as direções? Pois é, essa é somente uma das novidades criadas para se ter ainda mais vontade de permanecer no lar, doce lar. Além desse luxo, ambientes automatizados comandados por iPad, iluminações a base de LED, leitor biométrico de impressão digital são benvindos nas mostras de arquitetura e de decoração. (Clausem Bonifácio/Divulgação)
Já imaginou tomar banho e poder ouvir música, atender ao telefone, passar por uma sessão de cromoterapia, enquanto é massageado por jatos de água em todas as direções? Pois é, essa é somente uma das novidades criadas para se ter ainda mais vontade de permanecer no lar, doce lar. Além desse luxo, ambientes automatizados comandados por iPad, iluminações a base de LED, leitor biométrico de impressão digital são benvindos nas mostras de arquitetura e de decoração.

A aproximação entre moda e decoração foi uma das mais comentadas no ano. Não à toa, muitas tendências em cores e estampas saltaram das passarelas diretamente para projetos de casas e apartamentos. Um dos motivos para esse diálogo, na opinião do designer paulista José Marton, é o trabalho de empresas que"caçam" tendências para ambos os segmentos. Tanto a moda quanto a decoração assimilam elementos em comum, como a mesma paleta de cores. Para a estilista Mariana Rocha, professora de moda da Faculdade Santa Marcelina em São Paulo, a proximidade dessas duas linguagens ainda abrange outro valor da moda em casa. "Tanto que hoje se vê arara de roupas na sala ou vestidos pendurados nas paredes como artigos de decoração. Essa é uma tendência pontual que também expõe a valorização da moda como arte", analisa.

Nada é descartável, tudo é reaproveitável. Da garrafa de vinho que pode servir de luminária até a cadeira velha que, reformada, ganha lugar na sala, outros elementos descartados ganham uma segunda chance graças à criatividade de artesãos, arquitetos e designers. 
O que vale é a imaginação para reutilizar peças enferrujadas e desgastadas pelo tempo. Também é sustentável pensar na economia de água das torneiras, do vaso sanitário, da energia e de outros aspectos da casa a fim de provocar um menor impacto no meio ambiente.  (Clausem Bonifácio/Divulgação)
Nada é descartável, tudo é reaproveitável. Da garrafa de vinho que pode servir de luminária até a cadeira velha que, reformada, ganha lugar na sala, outros elementos descartados ganham uma segunda chance graças à criatividade de artesãos, arquitetos e designers. O que vale é a imaginação para reutilizar peças enferrujadas e desgastadas pelo tempo. Também é sustentável pensar na economia de água das torneiras, do vaso sanitário, da energia e de outros aspectos da casa a fim de provocar um menor impacto no meio ambiente.

Sem limitar-se à questão estética, o design de interiores ainda abrange outra característica contemporânea: a preservação do meio ambiente e de recursos naturais. Para isso, a criatividade dos profissionais da área tornou-se indispensável. Jardins verticais tomaram a cena, bem como grandes janelas (para entrada de luz e ventilação natural), revestimentos que imitam pedras como o mármore, piso vinílico com efeito de madeira, caixas de fruta servem como prateleiras. E os exemplos não param por aí. William Brandão, organizador da edição brasiliense da Morar Mais por Menos, mostra pioneira em aliar o conceito de sustentabilidade à estética do morar bem, afirmou esse compromisso em ambientes que não dispensaram o lado conceitual e também assimilaram soluções ecologicamente corretas.

A metragem cada vez menor dos apartamentos impulsionou a criação de ambientes práticos e funcionais. Dividir espaços com persianas que imitam efeito de cortina ou mesmo com contemporâneos cobogós - de cores e estilos diversos - foram algumas das soluções encontradas para a divisão de ambientes que compartilham o mesmo espaço. Soluções de marcenaria e móveis multiuso - cama que se transforma em sofá com prateleiras para livros - fazem a vez de peças-curinga na decoração. (Clausem Bonifácio/Divulgação)
A metragem cada vez menor dos apartamentos impulsionou a criação de ambientes práticos e funcionais. Dividir espaços com persianas que imitam efeito de cortina ou mesmo com contemporâneos cobogós - de cores e estilos diversos - foram algumas das soluções encontradas para a divisão de ambientes que compartilham o mesmo espaço. Soluções de marcenaria e móveis multiuso - cama que se transforma em sofá com prateleiras para livros - fazem a vez de peças-curinga na decoração.

Além da vertente fashion e da pegada ecológica, a tecnologia alia-se aos projetos que, mais caros aos bolsos, permitem maior conforto aos proprietários. Coifas internas e não mais expostas deixam livre o visual que separa cozinha americana da sala; televisões e outros aparelhos embutidos em armários e paredes cedem um espaço essencial para a circulação nos ambientes; além da automação da casa como investimento em segurança, economia de energia e em outros aspectos. Ao juntar a inovação às outras tendências, a Casa Cor acertou em cheio. Uma das organizadoras do evento, Sheila de Podestá, explica que o tema do ano - Moda, Sustentabilidade e Tecnologia - foi base para a criação dos 43 ambientes da mostra. "Sem restringirmos o trabalho autoral dos profissionais, pretendemos dar à Casa Cor deste ano esses três eixos, e acho que conseguimos", aposta.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017