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Decoração »

De portas abertas

Quatro profissionais da cidade abrem suas casas e revelam um pouco do estilo de cada um

Vanessa Aquino - Redação Publicação:01/11/2012 13:50Atualização:01/11/2012 14:13
Arquiteta com formação modernista, Sara Volpato elaborou para a própria casa um projeto que agrega arquitetura e natureza. 'Tem cara de urbana, mas está inserida no cerrado', define. A preocupação era aproveitar a vista e integrar a casa às características da região. 'Estava bem claro o que eu queria: algo sem frescura e sem problemas de manutenção.'O interior da casa não tem repartições - exceto o espaço reservado aos quartos e anheiros. 'Gosto de receber amigos e não existem barreiras na minha casa', diz. A ambientação, composta por peças trazidas de viagem e adquiridas em antiquários, marca forte presença em cada canto da casa. (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Arquiteta com formação modernista, Sara Volpato elaborou para a própria casa um projeto que agrega arquitetura e natureza. "Tem cara de urbana, mas está inserida no cerrado", define. A preocupação era aproveitar a vista e integrar a casa às características da região. "Estava bem claro o que eu queria: algo sem frescura e sem problemas de manutenção."O interior da casa não tem repartições - exceto o espaço reservado aos quartos e anheiros. "Gosto de receber amigos e não existem barreiras na minha casa", diz. A ambientação, composta por peças trazidas de viagem e adquiridas em antiquários, marca forte presença em cada canto da casa.
O modernismo da arquitetura de Brasília é uma forte marca visual, a ponto de diferenciar a capital do país de todas as outras. A força da obra de Lucio Costa e Oscar Niemeyer é tanta que chega a influenciar um aspecto em particular no trabalho dos arquitetos e designers de interiores: a preservação dos projetos, sem que estes prevaleçam, contudo, sobre a personalidade dos donos.

Assim como Brasília, a casa dos profissionais privilegia o espaço, evidencia o estilo, seja clássico seja contemporâneo, mas deixa à mostra a história e as experiências de vida de cada um. Móveis, objetos, lembranças de viagens, vista para o cerrado e a presença de elementos marcantes da capital, como os cobogós, são marcas presentes no jeito de morar de Sara Volpato, Walléria Teixeira, May Moura e Marcela Passamani.

Quando Walléria Teixeira pensou em um novo apartamento para morar com a família, a história do local pesou na escolha. A quadra modelo, 308 Sul, e o prédio com azulejos de Athos Bulcão chamaram a atenção da arquiteta e designer de interiores. 'Gosto de ambientes amplos e da história do lugar. Mantive os pisos e as persianas de aço porque gosto do antigo misturado com o novo', esclarece. O apartamento de Walléria é caracterizado pela alorização do espaço. Para chegar ao resultado de salas amplas e cozinha integrada, o apartamento passou por reformas, perdeu paredes e ganhou mais espaço para circulação. Peças com design moderno entram em harmonia com cobogós e os antigos janelões, que são marcas registradas dos prédios da superquadra considerada referência do projeto de Brasília.  (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Quando Walléria Teixeira pensou em um novo apartamento para morar com a família, a história do local pesou na escolha. A quadra modelo, 308 Sul, e o prédio com azulejos de Athos Bulcão chamaram a atenção da arquiteta e designer de interiores. "Gosto de ambientes amplos e da história do lugar. Mantive os pisos e as persianas de aço porque gosto do antigo misturado com o novo", esclarece. O apartamento de Walléria é caracterizado pela alorização do espaço. Para chegar ao resultado de salas amplas e cozinha integrada, o apartamento passou por reformas, perdeu paredes e ganhou mais espaço para circulação. Peças com design moderno entram em harmonia com cobogós e os antigos janelões, que são marcas registradas dos prédios da superquadra considerada referência do projeto de Brasília.


O apartamento da designer de interiores May Moura representa bem o estilo da moradora. Elegante e versátil, May decorou o lar com objetos que a acompanharam em vários momentos da vida e que agregam algum significado, como a peça de vidro murano que trouxe de uma viagem a Milão ou a estatueta sobre a mesa de centro que remete ao nome da filha. Os ambientes possibilitam aos visitantes a interação visual com todos os espaços. Obras de arte e antiguidades aparecem em perfeita harmonia, sem excluir as inovações tecnológicas. May Moura acredita que, para ser harmônica, uma casa deve estar livre de modismos e representar o perfil do morador. Quando se mudou para o novo apartamento, manteve as peças que carregam a memória de lugares por onde esteve e as histórias da família.  (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
O apartamento da designer de interiores May Moura representa bem o estilo da moradora. Elegante e versátil, May decorou o lar com objetos que a acompanharam em vários momentos da vida e que agregam algum significado, como a peça de vidro murano que trouxe de uma viagem a Milão ou a estatueta sobre a mesa de centro que remete ao nome da filha. Os ambientes possibilitam aos visitantes a interação visual com todos os espaços. Obras de arte e antiguidades aparecem em perfeita harmonia, sem excluir as inovações tecnológicas. May Moura acredita que, para ser harmônica, uma casa deve estar livre de modismos e representar o perfil do morador. Quando se mudou para o novo apartamento, manteve as peças que carregam a memória de lugares por onde esteve e as histórias da família.


A casa da arquiteta e designer de interiores Marcela Passamani é marcada pelo aconchego e pela sofisticação. 'Casa para mim não é casa para ostentar. Casa para mim é casinha gostosa, é realidade. Não quero uma casa que pareça casa de arquiteto. Casa tem de ser feita para usar', diz. Marcela trouxe para o lar a vivência que adquiriu com as experiências profissionais e referências de viagens e da família. 'Nada é aleatório. As peças têm uma proposta, são coisas que me dão prazer', explica ao mostrar os antigos sinos tibetanos, marcados pelo tempo, que uma amiga trouxe de viagem para ela. Na sala de Marcela, ganham destaque peças adquiridas em leilão e feiras de antiguidade, como um carrinho de avião e a mesa de marceneiro. O espaço gourmet mescla eletrodomésticos de alta tecnologia com móveis clássicos e contemporâneos, como a mesa desenhada por Marcela.  (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
A casa da arquiteta e designer de interiores Marcela Passamani é marcada pelo aconchego e pela sofisticação. "Casa para mim não é casa para ostentar. Casa para mim é casinha gostosa, é realidade. Não quero uma casa que pareça casa de arquiteto. Casa tem de ser feita para usar", diz. Marcela trouxe para o lar a vivência que adquiriu com as experiências profissionais e referências de viagens e da família. "Nada é aleatório. As peças têm uma proposta, são coisas que me dão prazer", explica ao mostrar os antigos sinos tibetanos, marcados pelo tempo, que uma amiga trouxe de viagem para ela. Na sala de Marcela, ganham destaque peças adquiridas em leilão e feiras de antiguidade, como um carrinho de avião e a mesa de marceneiro. O espaço gourmet mescla eletrodomésticos de alta tecnologia com móveis clássicos e contemporâneos, como a mesa desenhada por Marcela.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017