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No poder »

Brasilienses por adoção

Denise Rothenburg - Colunista Publicação:04/12/2012 14:18Atualização:04/12/2012 14:43

 (Minervino Júnior/ Encontro/ D.A Press)
A maioria dos parlamentares federais fica três dias em Brasília e, na quinta-feira, retorna à terra natal para se dividir entre as chamadas "bases" e a família. O gaúcho Darcísio Perondi, do PMDB, fez diferente. Desde 1995, quando estreou na política e assumiu seu primeiro mandato de deputado federal, mudou-se de Ijuí (RS) para a capital da República com a mulher, Regina, e os filhos. Na época, Júlia (na foto com os pais) tinha 15 anos. Bernardo, atualmente morador do Rio de Janeiro, 12.

"Ele não iria nos fazer companhia nos fins de semana, tinha de percorrer os municípios da região. Então, preferimos vir para cá e manter a família junta durante a semana", conta Regina."Foi ótimo, porque tomávamos café da manhã juntos e eu ainda tinha um tempo de levar os filhos na escola", diz Perondi.

O início não foi fácil, mas, olhando para esses quase 20 anos na cidade, o casal tem a certeza de que valeu o esforço. "Eu larguei uma vida agitada em Ijuí para acompanhá-lo. Foi difícil, mas disse a mim mesma que não ficaria parada, chorando de saudades da família e dos amigos. Conheci todos os museus da cidade. Fiz voluntariado e, com o tempo, ingressei na vida partidária também", diz Regina, secretária-geral do PMDB Mulher. Hoje, Perondi está no quinto mandato e nem precisa mais passar todos os fins de semana longe da família. Vai ao Sul a cada duas ou três semanas. Caso raro.


 (Cadu Gomes/ CB/ D.A Press)

Plano da situação

 

A onda de jantares da presidente Dilma com os partidos aliados ao seu governo rendeu alguns alinhamentos também no Distrito Federal. O PMDB, por exemplo, continua com a vaga de vice (hoje ocupada por Michel Temer) na chapa presidencial para 2014. Sendo assim, repete-se a aliança no DF com Tadeu Filippelli (à dir., na foto com Michel Temer), do PMDB, repetindo a parceria com o governador Agnelo Queiroz, do PT.

 (Minervino Júnior/ Encontro/ D.A Press)
Plano da oposição

 

A deputada distrital Liliane Roriz, do PSD, virou a “noiva” de vários potenciais candidatos a governador do Distrito Federal para 2014. Do PSB aos partidos mais alinhados ao ex-governador Joaquim Roriz, muitos cogitam em convidá-la para vice. A conferir.

Vale observar

No papel de coordenador da bancada do Distrito Federal, o deputado Luiz Pittman (foto), do PMDB, tenta algo inédito em termos de emendas ao Orçamento da União para o ano que vem: concentrar todos os recursos das propostas a que cada deputado teria direito num único projeto, a construção do hospital do câncer do DF. São R$ 100 milhões. Melhor do que pulverizar tudo em emendas que nunca saem do papel.

Usina de ideias I

Da penúltima vez em que esteve no hospital, o arquiteto Oscar Niemeyer não deixava de fazer planos para seu aniversário de 105 anos. Falou, inclusive, que estava devendo uma homenagem póstuma ao ex-ministro da Cultura de De Gaulle, André Malraux (na foto, com Juscelino Kubitschek), que visitou Brasília em 1959, quando estava no cargo. Encantou-se. No famoso discurso que proferiu falando da cidade, Malraux se referiu ao Brasil como o país da esperança e criou o slogan que ecoa nos dias de hoje por aqui: “Brasília, capital da esperança”.

 (Arquivo Público - DF)
Usina de ideias II

 

A homenagem, comentou, no hospital, Niemeyer, tem ainda outros motivos. Foi Malraux quem pediu a Charles de Gaulle que editasse um decreto de forma a permitir que Oscar trabalhasse como arquiteto em Paris, no período de exílio.

Pelo que se viu, a idade não tirou de Niemeyer a memória e nem a gratidão aos amigos.


Contruções em alta

Escolhida sede da Copa das Confederações, Brasilia virou um canteiro de obras, não só com o estádio, mas hotéis e até centros médicos. A Odebrecht, por exemplo, investe nessa área destinada a profissionais de saúde.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017