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Retratos da cidade

Leilane Menezes - Colunista Publicação:06/12/2012 16:22Atualização:06/12/2012 17:16
 (Raimundo Sampaio/ Encontro/ D.A Press)

OBRA INTERMINÁVEL


Ofuscada por tapumes, a beleza da Catedral está parcialmente escondida dos olhares de brasilienses e turistas há mais de dois anos. O monumento entrou em reforma quando Brasília completou 50 anos. A promessa do governo local era finalizar a intervenção a tempo da festa, em 21 de abril de 2010. A troca dos vitrais coloridos foi concluída e o templo ganhou nova pintura. Outros reparos que não estavam previstos inicialmente atrasaram a conclusão dos trabalhos, pois precisaram de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Administração de Brasília. A Fundação Ricardo Franco, responsável pela obra, prometeu retirar os tapumes em 18 de dezembro. A revitalização custou R$ 21 milhões. Todo ano, cerca de 800 mil pessoas visitam a Catedral.

 (Raimundo Sampaio/ Encontro/ D.A Press)
MIRAGEM AZUL


Estacionado sobre a grama, na avenida das Nações, perto do Clube Nippo, um grande barco azul e branco chama a atenção dos que passam por ali. Afinal, são raros os lugares em que se vê uma embarcação desse tamanho, em terra firme, no meio da cidade. O barco está ali há dois anos, para ser renovado. Foi batizado como Tôa Tôa pelo dono e durante anos serviu como cenário para festas, passeios e até ajudou em projetos de educação ambiental referentes ao lago Paranoá. Ele deve voltar a navegar até o fim do ano, segundo um dos trabalhadores envolvidos na reforma.

 (Raimundo Sampaio/ Encontro/ D.A Press)
MÚSICA VERDE


Passear no Parque da Cidade aos domingos é um dos programas preferidos de muitos brasilienses. A cada 15 dias, os frequentadores do local são presenteados com apresentações gratuitas do projeto Música na Árvore, criado pelo compositor Geraldo Carvalho. A ideia de fazer shows à sombra da vegetação surgiu em junho deste ano, durante uma caminhada no Eixão Sul, em um domingo, quando a via é entregue ao lazer. Geraldo notou a beleza de uma árvore e sentiu vontade de sentar-se ali e dedilhar o violão. O projeto mudou-se para o parque depois da terceira edição, quando o evento se tornou quinzenal. Ganhou também convidados como poetas e DJs. A próxima edição está marcada para 2 de dezembro, a partir das 10h, no estacionamento 13, perto da administração do parque.


HEROÍNAS RECONHECIDAS


Quem fizer uma visita ao Panteão da Pátria, na praça dos Três Poderes, dificilmente saberá, mas há dois meses nomes femininos foram incluídos no Livro de Aço, também conhecido como Livro dos Heróis da Pátria. É a primeira vez que mulheres figuram nessa lista. Em meio a dezenas de nomes masculinos, agora estão os de Anita Garibaldi, que lutou, entre outras batalhas, na Guerra dos Farrapos, e Ana Nery, pioneira brasileira da enfermagem. A inscrição nesse livro confere status de herói ou heroína nacional. Entre os homenageados estão o ativista ambiental Chico Mendes e Alberto Santos Dumont. Para incluir pessoas nesse patamar, é preciso aprovação da Presidência da República – no caso, foi obra da presidente. O livro fica exposto no segundo andar do Panteão, de terça-feira a domingo, das 8h às 18h.

 (Raimundo Sampaio/ Encontro/ D.A Press)

CANTINHO DE PRESENTE


Uma área do Salão Verde, na Câmara dos Deputados, muitas vezes passa despercebida por funcionários e visitantes do local. É o espaço reservado para guardar souvenirs trazidos de vários países, por líderes mundiais, para presentear a presidência da Casa. Os itens fazem parte do acervo da Câmara. Diante de tantas outras atrações grandiosas, como painéis de Athos Bulcão e pinturas de Di Cavalcanti, alguns não percebem a riqueza e o encanto dos detalhes das peças expostas à esquerda da escada que dá acesso a esse salão. Dentro de vitrines, estão coloridos vasos chineses, esculturas africanas e pratos decorativos turcos, espanhóis e portugueses, para citar exemplos. Chamam a atenção a caixa de joias em madrepérola dada por Yasser Arafat, à época líder palestino, e o vaso dado pelo presidente sírio, Bashar Al Assad, em 2010.
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017