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Vida Digital I Coluna »

À prova de cerveja

Fred Bottrel - Colunista Publicação:19/12/2012 14:55Atualização:19/12/2012 15:11

Na era do Instagram, Marinho Isaías do Carmo tira fotos e imprime 
na hora: ele registra pessoas nos bares de Brasília  desde 1991 (Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
Na era do Instagram, Marinho Isaías
do Carmo tira fotos e imprime
na hora: ele registra pessoas
nos bares de Brasília desde 1991
Câmera em punho, olhar simpático, boina na cabeça, impressora a tiracolo. Quem não dispensa um bom bar no Plano Piloto corre o risco de topar com Marinho Isaías do Carmo – ele bate ponto de terça a sábado, em estabelecimentos das Asas Norte e Sul. O business card desse senhor de 77 anos exala perseverança com o slogan “registrando pessoas nos bares de Brasília desde 1991”. Se hoje não há mais o espanto dos tempos da Polaroid, a originalidade da ideia da pequena impressora que ele carrega em uma bolsa costuma agradar.

Mas o ofício de retratista-impressor não é moleza. Especialmente na era Instagram, o aplicativo-sensação que passa dos 80 milhões de adeptos mundo afora na tentativa de agregar algum valor à profusão de imagens digitais, justamente com filtros vintage.
Sobre as mesas dos bares, os celulares repousam. Ele se aproxima e oferece o serviço; faz a foto e imprime na hora. Depois de desembolsar R$ 10, o cliente leva a cópia para a casa.

O lucro não é mais o mesmo – já chegou a cobrar 250 cruzeiros por uma foto que lhe custava 50. Nascido em Morrinhos (GO), teve a ideia de fazer dinheiro com fotos em bares quando morava em Manaus, em 1986. Atualmente, ele não faz mais que 300 fotos por mês. Na época da Polaroid eram 700. A impressora que ele usa hoje custou R$ 2 mil, financiados.

O avanço das resoluções nas câmeras de celulares parece não abalar a certeza de Marinho: “As pessoas preferem a foto para guardar. No telefone, o cara vai lá, mexe e apaga; se não imprimir, fica sem a foto. Essa daqui é para a eternidade”. Marinho interrompe o papo, pega o copo e, para comprovar, derrama a cerveja, sem dó: “Agora é só passar o guardanapo e está sequinha”.


 (Divulgação)
Teste Encontro

 

As soluções para a vergonha da bateria do iPhone já viraram filão. Na esteira de vencer o maior problema do celular mais queridinho do planeta, muitas ideias já apareceram. O Mophie Juice Pack Air, com o case-bateria que recarrega o aparelho, parece, à primeira vista, das mais interessantes. Há, de cara, o ônus de aumentar o tamanho e o peso do smartphone, com capinha que embute espécie de bateria extra. O acessório também precisa ser recarregado na tomada (uma solução solar seria ideal).

Indicadores de LED, no verso da capinha, mostram a carga. O case é plugado ao telefone e, quando a bateria do iPhone descarrega, é só acionar a da capinha. Para situações emergenciais, é quebra-galho, longe de ser a solução definitiva do problema – essa, infelizmente, continua guardada pelos marqueteiros da Apple.

Tem que baixar

123D - Criar formas em 3D, tarefa das mais complexas, fica fácil com esse - que traz biblioteca de formas pré-moldadas. Ainda dá para compartilhar as criações no Flickr, Facebook, Dropbox ou YouTube.
Para: iPad
Preço: Gratuito

ResolveAí
- Pedir táxi pelo aplicativo do celular já é uma realidade – embora em fase beta – em Brasília. Como o Google não funciona 100%, é preciso dar um empurrãozinho, complementando o cadastro com um ponto de referência.
Para: iPhone
Preço: Gratuito

Maluuba
- A melhor alternativa para a Siri, a assistente pessoal do iPhone, este app tem layout parecido com o Windows Phone. A principal vantagem é integração das tarefas com redes sociais e Google Calendar.
Para: Android
Preço: Gratuito

 (Agência Brasil/Divulgação)

Ligado na tomada


Em testes nas vias de Brasília pelos próximos dois meses, o ônibus elétrico quase não chama a atenção: não faz barulho nem solta fumaça. Ele chega à velocidade máxima de 80 km/h. O conjunto de baterias garante autonomia média de 150 km (com o ar-condicionado ligado) e leva 3h para completar a recarga. Os testes podem embasar plano para uma futura fábrica dos veículos no DF.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017