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MÚSICA | Mais que hermano

José Carlos Vieira - Publicação:19/12/2012 15:42Atualização:19/12/2012 15:57
 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
Marcelo Camelo é um dos principais representantes da nova música brasileira. É claro que muita gente vai insistir em rotulá-lo como roqueiro do Los Hermanos, mas o multi-instrumentista prova no palco sua versatilidade sonora.

O repertório inclui músicas suas gravadas por outros intérpretes, como Maria Rita, Erasmo Carlos, Roberta Sá e Ivete Sangalo. Mas ele não se esquece de apresentar antigos sucessos de sua carreira-solo e canções da banda carioca. O toque especial fica a cargo do rabequista Thomas Rohrer, além, é claro, dos arranjos modernosos criados por Camelo.

A apresentação será em 16 de dezembro, a partir das 20h, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

Por que ir: Marcelo Camelo em voz e violão, nada pode ser mais intimista para o público, apesar da discutível acústica do Ulisses Guimarães.

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
COMÉDIA | Hora de rir


Com um criativo e ritmado texto de Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga, Enfim, nós é promessa de boas risadas para o público nos dias 7 e 8 de dezembro, no Teatro Brasil 21. Em cena, dois grandes nomes da nova comédia brasileira, Marcius Melhem (Os caras de pau) e Fernanda Rodrigues, que vivem o casal em crise Zeca e Fernanda.

Os dois vão passar o seu primeiro dia dos namorados juntos desde que decidiram dividir o mesmo teto. Porém, um pequeno incidente faz com que eles fiquem presos no banheiro. Passar a noite inteira trancados é a deixa para muitos sentimentos virem à tona, e o efeito colateral pode causar discussões sobre ciúme, cobrança, mania, amor... A direção é de Cláudio Torres.

Por que ir: Essa comédia romântica enfoca o clássico clichê “discutir a relação”, mas traz a grife de Bruno Mazzeo. Para dar um toque especial, a encenação conta com vozes em off de Luciano Huck, Heloísa Perissé e Leandro Hassum.

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
MPB
| Na mina de Mônica Salmaso


Ela é uma das garimpeiras do cancioneiro popular e de sua lavra sempre vem a mais pura representação de nossa cultura. Mônica Salmaso apresenta, dia 14 de dezembro, seu mais novo álbum, Alma lírica brasileira, no Teatro Oi Brasília.

Para acompanhá-la, o pianista Nelson Ayres e o flautista Teco Cardoso. Considerada uma das mais belas vozes da nova geração de intérpretes, Mônica Salmaso apresenta releituras de 18 canções clássicas, entre elas Lábios que beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo), Valsinha (Chico Buarque/Vinicius de Moraes) e Trem das onze (Adoniran Barbosa).

Por que ir: A sonoridade musical, quase camerística, como Mônica Salmaso, Nelson Ayres e Teco Cardoso lapidam sucessos do passado, é o grande apelo para não deixar de assistir à túnica apresentação Alma lírica brasileira. É o que o nosso país tem de melhor.

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
FOTOGRAFIA
| Olhar de Michael Ruetz


1968 foi o ano que abalou os quatro cantos do mundo, revoltas, revoluções, mudanças de rumos, a juventude enfrentando o conservadorismo… Não era para ser diferente na República Democrática Alemã (RDA), atrás da Cortina de Ferro, como destaca o olhar incisivo de Michael Ruetz na mostra fotográfica 1968 – Tempos incômodos, aberta ao público de 5 de dezembro a 27 de janeiro de 2013.

A exposição tem como curadora a professora Cláudia Sanz, da Universidade de Brasília, e retrata a vida oficial e privada do país que era um dos pivôs da Guerra Fria. As imagens mostram um mundo que despertava e se movia a um clima de liberação e emancipação.

Por que ir: Além de uma verdadeira aula de história, o trabalho de um dos mais importantes fotógrafos alemães da década de 1960 revela, em 43 imagens, um período efervescente do século 20. Ruetz gostava de repetir que “1968 foi um estado de ânimo e que transitava entre o regozijo e a depressão”. Não deixe para depois.

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
ERUDITO
| O quebra-nozes encantado

O clássico balé de Tchaikovsky é pedida certa para o fim do ano. Desta vez, o espetáculo traz a delicadeza da coreografia de Gisele Santoro (foto) e a direção musical de Claudio Cohen. “O Quebra-Nozes significa o fechamento perfeito para o ano de 2012, que teve os concertos sinfônicos, o festival de ópera e agora o balé. Essas três manifestações artísticas que criam um tripé ideal que compõe a programação do Teatro Nacional Claudio Santoro”, ressalta o maestro.

Será a primeira vez que a obra do mestre russo será executada ao vivo por uma orquestra sinfônica na capital. Não perca: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, de 3 a 6 de dezembro.

Por que ir: Com cenário assinado por Andrey Hemuche, o espetáculo é indicado para toda a família, principalmente neste período natalino.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017