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Retratatos da cidade | Leilane Menezes »

Felicidade nas alturas

Leilane Menezes - Colunista Publicação:19/02/2013 17:24Atualização:19/02/2013 17:34

 (Ronaldo de Oliveira/CB/DA Press)
 

Não é preciso esperar até o aniversário de Brasília, em 21 de abril, para ver os enormes balões de ar quente que misturam suas cores às do céu da capital. Nessa data, anualmente, ocorre o Festival de Balonismo, quando dezenas deles sobrevoam a Esplanada dos Ministérios, para homenagear a cidade. Durante todo o ano, porém, é possível alugar balões e fazer passeios. Vinícius Gomes, da equipe Balonismo em Brasília, relata que os brasilienses costumam usá-los para comemorar ocasiões especiais. “Uma menina fez a festa de 15 anos em um balão, para 10 pessoas. Homens também adoram surpreender suas amadas com um passeio diferente, para pedi-las em casamento”, afirmou. O passeio custa cerca de R$ 400 por pessoa. Informações: www.balonismoembrasilia.com.br.

Recinto das artes

 (Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)

Boa parte dos brasilienses conhece o templo budista Terra Pura, na 315/316 Sul, graças à quermesse japonesa realizada em agosto, no pátio do local. O espaço, entretanto, tem diversas atrações pouco divulgadas. Ali, artes marciais são ministradas, de acordo com ensinamentos budistas. Não se valoriza a competição nem se usa o termo “luta”, quando o assunto é judô ou aikidô (que significa caminho da harmonização das energias). O treino incentiva sentimentos de fraternidade e cooperação. É possível também fazer aulas de ninjutsu bujinkan, ninjutsu, ioga, tai chi chuan, jiu jitsu e praticar a meditação. Oficinas de origami estão previstas para 2013. As mensalidades são, em média, de R$ 150. Informações: (61) 3245-3388.

Luta pela preservação

 (Breno Fortes/CB/DA Press)

Há quase dois anos, moradores de Planaltina iniciaram movimento para construção do Museu da Pedra Fundamental, espaço educativo e de preservação histórica, que pode ser edificado ao redor do obelisco, símbolo do ponto central do Brasil. A placa inaugural está ali desde 7 de setembro de 1922, ao meio-dia, quando fixaram a “pedra fundamental da futura capital dos Estados Unidos do Brasil”. O grupo enviou projeto e pedido de verba para a Câmara dos Deputados, para iniciar a obra. “A esperança é conseguir tirar o museu do papel ainda este ano. Queremos um espaço para contar a história da região de Planaltina e da transferência da capital, além de outros eventos”, explica o historiador Robson Eleutério.

Museu arretado

 (Minervino Júnior/Encontro/DA Press)

Brasília tinha apenas três anos de fundação quando a Casa do Ceará, na 910 Norte, foi inaugurada. Pelo menos 7,4% dos candangos que construíram a cidade vieram do Ceará, de acordo com levantamento publicado nos anos 1960, pelo Correio Braziliense. Com saudade de casa, eles se uniram para celebrar suas tradições e partilhar com o DF as belezas da terra natal. No museu há uma coleção de lamparinas, fósseis do Cariri, objetos de padre Cícero, chapéus de palha e amostras de seu processo de fabricação, acervo sobre o cangaço e os cangaceiros e outras centenas de itens pertencentes à cultura cearense. Funcionamento: de segunda a quinta, das 8h às 17h, e sextas, das 8h às 16h. Fechado para almoço das 11h30 às 13h.

Bosque dos esquecidos

 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Os óculos de Salvador Allende estão quebrados. Alguém sem apreço pelo revolucionário ex-presidente chileno levou parte da armação. De Miguel Hidalgo, libertador do México, abolidor da escravidão, sobrou apenas uma placa de metal usada para identificá-lo, agora sem utilidade. Roubaram o busto inteiro, que ficava na Praça dos Próceres (os líderes de uma nação), em frente ao Palácio do Buriti, perto da estátua de Allende. A representação de José de San Martín, figura importante no movimento de libertação da Argentina, está pichada. A praça criada para homenagear heróis foi entregue ao vandalismo. De acordo com a Secretaria de Obras, o espaço será reformado nos próximos meses, a pedido da Administração de Brasília.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017