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Bibliotecas digitais

Tablets e smartphones viram grandes aliados dos concurseiros na hora de turbinar os estudos. Encontro Brasília selecionou alguns dos melhores aplicativos dessa área que podem ajudar em diferentes disciplinas - são as novas modalidades de aulas

Larissa Domingues - Publicação:13/03/2013 16:34Atualização:13/03/2013 17:13

Com sua experiência bem-sucedida, Rogerio Neiva teve a ideia de criar um sistema virtual que auxilia aspirantes ao servidorismo público: planejamento com maestria (Minervino Júnior /Encontro/DA Press)
Com sua experiência bem-sucedida, Rogerio Neiva teve a ideia de criar um sistema virtual que auxilia aspirantes ao servidorismo público: planejamento com maestria
 

Em vez de livros e apostilas, tablets e smartphones. Ambos aparelhos eletrônicos – usados essencialmente para comunicação e entretenimento – podem servir de porta de entrada para o serviço público. Não entendeu? É que com apenas alguns cliques, é possível baixar uma infinidade de aplicativos (apps) que auxiliam nos estudos, sejam eles gratuitos ou pagos.

 

O mercado está em ascensão e oferece opções para todos os gostos. Você precisa de uma planilha para se organizar? Prefere estudar por resumos? Assimila melhor o conteúdo resolvendo questões de prova? Não importa se você é adepto do iOS ou do Android, tanto na AppStore quanto no Google Play você encontrará algum app que suprirá, de alguma forma, suas demandas para se preparar para concursos.


Visionários: os analistas de sistemas Eric Soares, Franciso Molina e Flaviano Oliveira desenvolveram um aplicativo que oferece questões de provas de concursos anteriores (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Visionários: os analistas de sistemas
Eric Soares, Franciso Molina e Flaviano Oliveira
desenvolveram um aplicativo que oferece
questões de provas de concursos anteriores
Segundo o instituto francês Ipsos Mediact, que trabalha com pesquisas de marketing, mais de 19 milhões de brasileiros já possuem um smartphone. Em média, uma em cada 10 pessoas já é dona de um celular “moderninho”. O estudo apontou também que 35,2% dos usuários trabalham e estudam, ou seja, precisam de mobilidade e recursos para se conectar ou ter acesso a informações de qualquer lugar. Dados da International Data Corporation (IDC Brasil) mostram que são vendidos cerca de cinco tablets por minuto no país.

 

Só no segundo trimestre de 2012, mais de 600 mil aparelhos foram comercializados. A tendência é de que, em 2013, as vendas cresçam ainda mais.


Enxergando futuro nesse mercado, os analistas de sistemas Flaviano Oliveira, Franciso Molina e Eric Soares resolveram desenvolver uma ferramenta para dispositivos móveis. Depois de muito pesquisar, os três, que são servidores, decidiram criar o app Tá na Mão, que oferece questões de provas aplicadas em concursos. “Um dia eu estava na sala de espera do dentista com o celular na mão e pensei em como seria bom se, durante esse tempo, eu pudesse estudar”, diz Flaviano. A ideia emplacou: já rendeu mais de 40 mil downloads no Google Play e cerca de 10 mil na AppStore, sem contar os números contabilizados na versão paga.


Molina atribui o sucesso do programa ao seu próprio esforço e ao dos dois amigos. “Quando resolvemos desenvolver o aplicativo, fizemos um estudo de todos os que já existiam no ramo de concursos. Víamos muitas reclamações, então pensamos em superar os problemas dos concorrentes.” “Na categoria de educação da loja do Google, estamos sempre entre os cinco melhores”, completa Flaviano. O negócio tem dado tão certo que o trio uniu forças para abrir uma empresa com foco em desenvolvimento de aplicativos.


Quem usa esses serviços, geralmente integrantes da geração Y, também costuma ser exigente. A jornalista Aline Lima estuda para concursos há três anos. Em sua jornada de preparação, tem um amigo inseparável: o tablet. Com ele, utiliza alguns aplicativos e aproveita para baixar leis e estudar no aparelho de onde estiver. “Quem está estudando não pode ficar ‘desantenado’ em momento algum.

Principalmente por conta das atualidades que são cobradas nas provas. Uma questão correta faz toda a diferença”, diz.


Aline Lima estuda para concursos há três anos e não se separa de seu tablet: 
'Quem está estudando não pode ficar 'desantenado' em momento algum' (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
Aline Lima estuda para concursos há três anos
e não se separa de seu tablet: "Quem
está estudando não pode ficar 'desantenado' em
momento algum"
Para a jovem, a melhor maneira de se dar bem nas avaliações é solucionando exames anteriores. “Não dá para estudar só por leis ou outros materiais. É preciso resolver provas já aplicadas. Se você reparar, percebe que nunca caem questões inéditas em concursos. As bancas, geralmente, reciclam as antigas”, opina.


Rogerio Neiva, hoje juiz do Trabalho, tinha 23 anos quando passou em um concurso para procurador – carreira almejada por grande parte dos estudantes de direito. O segredo? “Eu sempre fui extremamente sistematizador e racionalizador”, diz. Com base em sua experiência bem sucedida, teve a ideia de criar o Tuctor, sistema virtual que auxilia aspirantes ao servidorismo público a se planejarem com maestria, sempre de olho na aprovação. “Eu fazia o Tuctor da minha vida. Ao longo da minha trajetória de candidato, tinha um plano de estudos muito sistematizado. Depois que fui aprovado e iniciei a carreira como professor de cursinho preparatório, ajudei alunos a montar programas de estudos, na ‘munheca’”, diz. Hoje, qualquer um pode ter acesso à plataforma, que custa R$ 48 por semestre. Segundo Rogerio, vários usuários do aplicativo já conseguiram alçar voos altos.

 

“Sei de quem passou para procurador da República, para diplomata e para concursos muito tops. Dá trabalho montar um programa de estudos de maneira tão ‘caxias’, mas quem leva a sério geralmente é quem passa”.

 

Pontos fortes: Possui interface simples e intuitiva. Se for preciso interromper os estudos, a prova não se perde; basta clicar em “continuar simulados” e seguir e onde parou. Gera gráficos
de desempenho.

 Pontos fracos: A versão free oferece 4.462 questões
de informática básica, nformática/computação, português, matemática financeira, ética  conhecimentos bancários.
Mas as matérias de direito só estão disponíveis na versão paga, sem degustação para quem não pagar US$ 4,99 no iOS
ou R$ 9,27 no Android. 

 

Pontos fortes: é ideal para os concurseiros que estão realmente determinados a alcançar a aprovação dentro de um prazo estabelecido.  ferramenta chega a medir até o tempo que o candidato leva para ler uma página de um livro ou apostila.

 Pontos fracos: O Tuctor pode ser uma ferramenta complicada para desavisados ou “preguiçosos”. Calcula-se que apenas 20% dos 47 mil que já compraram a licença (que custa R$ 48 semestralmente) levam a sério a missão de enfrentar os estudos com rigidez.

 

Pontos fortes: Fácil de mexer, tem a opção de montar simulados  indica as estatísticas de erros e acertos. Também é integrado om o Game Center, o que permite que os usuários comparem suas otas com as de outras pessoas que utilizam o app.

Pontos fracos:
Na AppStore, concurseiros reclamam de bugs, como falhas na compra e novas questões e perguntas que apresentam todas s alternativas erradas. Os desenvolvedores garantem
tais erros estão resolvidos.

 

Pontos fortes: Aprender com bom humor pode ser bem mais eficaz. Além disso, há questões de provas aplicadas para vários cargos e áreas de atuação. Um aplicativo que serve a todos os concurseiros que querem se aprofundar em administração pública.

 Pontos fracos: Não existe a possibilidade de se montar um simulado, é preciso responder uma questão e, em seguida, selecionar outra. Não é muito prático e é pouco intuitivo.

 

Pontos fortes: Boa variedade de cargos e disciplinas. Ao fim dos testes, o programa oferece estatísticas sobre o número de questões solucionadas, quantidade de erros e acertos, tempo gasto
ao responder as perguntas e percentual de sucesso.

Pontos fracos: O layout do app tenta simular um quadro negro, o que o torna poluído e confuso. Usuários também reclamam, na página da App Store, de bugs e questões incompletas.

 

Pontos fortes: Layout atrativo e intuitivo. Oferece desde matérias gerais, que caem em grande parte dos concursos, a disciplinas específicas, que abrangem praticamente todas as áreas de atuação. Completíssimo.

 

Pontos fracos: O fato de o app exigir cadastro dos usuários – todos os outros analisados pela reportagem, com exceção ao Tuctor, são de acesso livre – pode afugentar aqueles que querem mais praticidade.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017