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Genta da capital »

Bailando

Zuleika de Souza - Publicação:27/03/2013 16:32Atualização:27/03/2013 16:39

 (Fotos: Zuleika de Souza/CB/DA Press)
 

Em fevereiro, o chinês Cai Guo-Qiang bombou, literalmente, no CCBB. Na vernissage da exposição Da Vincis do Povo, sambou com o coletivo de DJs chamado Bailito. Além do artista plástico, muita gente tem dançado e se divertido ao som dos diretores de arte Gabriel Faro e Leandro Rossini e da booker Clara Coutinho. Com produção da publicitária Rosely Youssef, no ano passado fizeram mais de 40 eventos: piqueniques, festas, vernissages e instameets. Além disso, abriram o show da Marisa Monte e do Carlinhos Brown para 14 mil pessoas. Eles dizem: “Somos o Bailito Soundsystem por um motivo simples: gostamos de festa. Gostamos de ver as pessoas felizes, de reunir conhecidos e desconhecidos, de atrair todos com os nossos sets.” O que começou com uma festa de amigos foi ganhando fãs. Eles brincam dizendo: “Se não dominarmos o mundo, pelo menos vamos deixá-lo mais animado”.

Cerrado para parede

 (Fotos: Zuleika de Souza/CB/DA Press)

Ligia Medeiros, mestre em artes plásticas pela Universidade de Brasília (UnB), destacou-se muito tempo pelo design em madeiras amazônicas. Fez lindas fruteiras, cômodas e estantes. Em 2007, formou, com Carla de Assis e Fátima Bueno, o coletivo Brasília Faz Bem. Junto com as artistas, desenvolveu um trabalho de design de superfície com referência à iconografia de Brasília. Ela também tem uma linha de joias em prata, com orgânicos, borracha, pergaminho, plástico e couro. Desde que voltou de uma temporada em Londres, em 2012, diz-se compulsiva e produz sem parar. Tem trabalhado sozinha com desenhos vetoriais, estampas com os temas do Planalto Central, impressas em grandes formatos ou em almofadas e azulejos. Para Ligia, quanto mais você mergulha mais você descobre ângulos, cores e
texturas. Cerrado faz bem!

Combina com você
 (Leonardo de Paula/Divulgação)

Dias antes do carnaval de 2011, o publicitário Daniel Obregon recebeu por e-mail a música Baby-Doll de Nylon, de Robertinho do Recife e Caetano Veloso. Não parava de cantar nem de colocar para seus colegas da agência. Dois dias antes de começar a festa de Momo, Daniel e os seus colegas Raphael Pontual, David Murad, Toscanini Heitor (Tosca, musa do bloco), Rosely Youssef e Paula Cunha resolveram montar um bloco. O nome veio naturalmente da canção que tinha grudado. Alugaram um pequeno carro de som e chamaram os amigos. Juntaram 100 pessoas e ficaram dando voltas no balão da Polícia Federal ao som de...

“Baby-doll de nylon
Combina com você.
Baby-doll de nylon
Combina com você.
Pode até ir pro baile
Ou aparecer na TV”

E virou tradição só rodar e não sair desfilando. “Somos foliões, não atletas”, justificam. Na segunda edição, foram quase 600 pessoas. Agora nem todos os dirigentes moram em Brasília, mas voltam para passar o carná aqui. Perto do carnaval deste ano, as lojas de Brasília tiveram uma procura enorme de baby-dolls. Meninos, mais que meninas, queriam sair a caráter. Três mil pessoas brincaram no bloco, o que vai forçar os fundadores a rever o antigo lema “o menor e mais ridículo bloco”. Para o ano que vem, estão querendo produzir um som melhor – quem sabe o Robertinho não sai no Bloco? Os foliões esperam, agora, a festa Ressaca do Baby-doll.

Pintando tudo
 (Fotos: Zuleika de Souza/CB/DA Press)

Meninas brincam com bonecas. Taninha pintava o cabelo delas. Nos quintais de Paracatu, descobriu que o urucum poderia fazer uma loira virar uma ruiva. Tânia de Souza sempre soube o queria: trabalhar em salão de beleza. Logo no primeiro emprego, ainda aprendendo, ouviu do chefe: “Você é boa com as tintas”. A profissional trabalha com Ricardo Maia há mais de 20 anos. São companheiros desde que o famoso cabeleireiro nem tinha salão. Hoje, ela só se dedica às químicas. Tem clientes fiéis, que a acompanham desde a época que não tinha a agenda lotada nem os vários prêmios que hoje ostenta. As loiras, ruivas e morenas mais poderosas da capital hoje sentam na cadeira dela. Outra obsessão da colorista são os esmaltes. Tem coleções e sabe tudo o que vai virar moda. “A paixão é pela cor”, diz.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017