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Aventura com conforto

O Toyota RAV4 chega reformulado para competir com o líder de vendas do segmento. Com porta-malas maior e novo design, aposta também na sobriedade do acabamento interno para agradar a todos os públicos

Marcelo Tokarski - Redação Publicação:25/06/2013 16:40Atualização:25/06/2013 16:49

Quarta geração do RAV: apenas a plataforma permanece a mesma (Fotos: Toyota/Divulgação)
Quarta geração do RAV: apenas a plataforma permanece a mesma
 

Ele mudou de cara e de estilo. Tudo para sair à caça do rival Honda CR-V, líder absoluto de vendas entre os SUVs médios, segmento que caiu no gosto dos brasileiros. A aposta do novo RAV4, que acaba de ser lançado no país pela Toyota, é na dobradinha esportividade e conforto. Por isso, o modelo ganhou visual jovial e arrojado, que antecipa as linhas da futura geração do sedã Corolla, e manteve um nível de equipamentos e acabamentos capaz de agradar a quem busca esse tipo de carro para o uso urbano/familiar.


Embora anunciado como a quarta geração do modelo, o novo RAV4 usa a mesma plataforma adotada em 2006. Mas as semelhanças param por aí. Do lado de fora, não sobrou nem o tradicional estepe acoplado à tampa traseira, que agora ganhou linhas mais ousadas e que dão um ar de superioridade ao jipe — a mudança também permite a abertura vertical da tampa traseira, o que facilita o acesso ao compartimento de bagagens. A frente tem faróis alongados que, junto com a grade, formam uma espécie de V. É o chamado conceito keen look, adotado pelo Toyota Auris (este não vendido no Brasil) e que começa a ganhar todos os modelos da marca japonesa — o RAV4 é o primeiro a desembarcar por aqui. As linhas laterais são clean e elevadas, completando o ar de elegância do modelo.


As mudanças encolheram o RAV4 em 6 cm no comprimento, mas a configuração da cabine evitou a perda de espaço para os passageiros. Pelo contrário. Na largura, são 2 cm a mais. O porta-malas também cresceu um pouquinho, chegando a bons 547 litros. Apesar do comprimento menor, o entre-eixos foi mantido em 2,66 m, garantindo uma boa estabilidade. Por dentro, os materiais utilizados pela Toyota agradam e dão sofisticação ao SUV. O painel consegue ser ao mesmo tempo moderno e discreto, com boa parte dos comandos sempre à mão. A cor predomimante no interior é a preta, com alguns detalhes cromados, garantindo uma boa dose de sobriedade — a escolha aqui parece ter sido a de agradar a diferentes públicos.


O quadro de instrumentos é de fácil leitura e o volante de três raios incorpora vários comandos do sistema de som, do computador de bordo e do sistema Bluetooth. O conforto também ganhou especial atenção dos engenheiros japoneses. Os bancos dianteiros agora têm assentos e encostos mais largos — 2 cm e 3 cm, respectivamente —, o que melhorou muito a posição de dirigir. O volante também foi recuado em 4 cm, resultando em maior espaço interno. A remodelação dos bancos dianteiros também permitiu ao RAV4 melhorar a vida de quem viaja atrás. Os passageiros do banco traseiro ganharam 4,1 cm para as pernas e até quem viaja no meio não foi esquecido, pois o túnel central agora é praticamente plano, o que assegura maior conforto para as pernas.

Acabamento interno mais sóbrio:  volante de três incorpora o sistema de som e o quadro de instrumentos é de fácil leitura (Fotos: Toyota/Divulgação)
Acabamento interno mais sóbrio: volante de três incorpora o sistema de som e o quadro de instrumentos é de fácil leitura

De série, o jipinho da Toyota oferece ar-condicionado — o problema é não ser digital na versão de entrada —, vidros elétricos nas quatro portas, retrovisores elétricos rebatíveis e com desembaçador, sensor de estacionamento, computador de bordo e um sofisticado sistema de som. Já as duas versões 4x4 oferecem de fábrica ar-condicionado digital e tela touchscreen de 6,1 polegadas, por meio da qual é possível controlar o sistema de áudio e monitorar as manobras pela câmera de ré. O único pecado é não oferecer GPS nem na versão topo de linha.


O RAV4 chega ao Brasil em três versões, equipadas com dois novos motores. A de entrada tem propulsor 2.0 16V de 145 cv de potência, tração 4x2 e câmbio automático CVT de sete velocidades. A intermediária oferece o mesmo propulsor, mas ganha a tração 4x4. Já a versão topo de linha é mais potente (são 179 cv), com um motor 2.5, tração integral de série e câmbio automático inteligente de seis velocidades, que também permite trocas manuais. Essa transmissão analisa os hábitos de condução do motorista e antecipa as reações. As três versões contam ainda com rodas de liga-leve aro 17, para-lamas com defletores, faróis de neblina e rack no teto.


Como a maioria dos compradores do RAV4 tende a fazer o uso urbano do jipinho, os conjuntos mecânicos também privilegiam o baixo consumo. De acordo com o fabricante, o motor 2.0 é capaz de fazer 9,5 km/L na cidade e 10,9km/L na estrada. Já o 2.5 gasta 8,7 km/L e 10,9 km/L, respectivamente. Grande parte dessa economia é garantida pelo sistema de aceleração ETCS-i, que controla e libera a quantidade mínima da gasolina exigida para cada situação. No entanto, quando o motorista pisa fundo, entra em cena o sistema ACIS e sua dupla admissão de ar, que garante arrancadas emocionantes.


Outra novidade do RAV4 é o sistema Smart Entry, de série nas versões 4x4. Quando o motorista se aproxima do veículo com a chave no bolso, as portas destravam e o motor é ligado automaticamente. Dentro, o botão de ignição substitui o uso da chave. Entre os itens de conforto, à exceção da versão de entrada, o RAV4 oferece aquecimento dos bancos dianteiros, piloto automático, retrovisor interno eletrocrômico e ar-condicionado dual zone. Só a versão completa tem teto-solar.

Sai o tradicional estepe acoplado à tampa traseira: linhas mais ousadas dão um ar de superioridade ao jipe (Fotos: Toyota/Divulgação)
Sai o tradicional estepe acoplado à tampa traseira: linhas mais ousadas dão um ar de superioridade ao jipe

A gama de equipamentos de segurança também é padrão nipônico. O RAV4 vem de série com freios ABS com EBD e duplo airbag frontal. As duas versões 4x4 contam ainda com airbags laterais e de cortina. Para quem busca um SUV familiar, os bancos traseiros possuem o sistema Isofix, que facilita muito o uso de cadeiras infantis.


O novo RAV4 chega ao Brasil para tentar pelo menos subir ao pódio dos três utilitários-esportivos médios mais vendidos do país. O líder absoluto é o CR-V, da também japonesa Honda, seguido de dois sul-coreanos: Kia Sportage e Hyundai iX35. Na questão preço, o SUV da Toyota bate o compatriota, mas perde para os outros dois rivais. E ainda tem como calcanhar de aquiles o fato de não oferecer motorização flex, como já fazem os concorrrentes.


De acordo com a montadora, a versão de entrada do RAV4 custa R$ 96.900, preço que sobe para R$ 109.900 com tração 4x4 e para R$ 119.900 na topo de linha, com motor 2.5. Equipado com motor 2.0 de 155 cv (o mais fraco da categoria), o CR-V custa a partir de R$ 98.900 e dificilmente perderá a liderança. No ano passado, vendeu no Brasil quase 15 mil unidades, enquanto a Toyota espera comercializar cerca de 10 mil RAV4 por ano.

 

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017