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Decoração | Área externa »

Já para fora!

O início da estação seca é um convite para explorar os espaços de convivência, jardins e outros recantos das áreas externas das residências

Vanessa Aquino - Redação Publicação:27/06/2013 17:33Atualização:27/06/2013 18:11

Neste projeto, a arquiteta Silvana Andrade optou por grandes painéis envidraçados, que trazem a luz natural e o verde para os espaços internos. O projeto valoriza a localização, às margens do lago Paranoá. A piscina ganhou um painel de azulejos de Athos Bulcão. 'Ele quebra a sisudez da edificação e nos brinda com o trabalho de um artista excepcional, que é a cara de Brasília', completa (Haruo Mikami/Divulgação)
Neste projeto, a arquiteta Silvana Andrade optou por grandes painéis envidraçados, que trazem a luz natural e o verde para os espaços internos. O projeto valoriza a localização, às margens do lago Paranoá. A piscina ganhou um painel de azulejos de Athos Bulcão. "Ele quebra a sisudez da edificação e nos brinda com o trabalho de um artista excepcional, que é a cara de Brasília", completa
 

 Sentar-se ao ar livre para ler e meditar, receber os amigos à beira da piscina ou preparar um almoço especial no espaço gourmet na área externa da casa são programas quase obrigatórios quando a chuva dá uma trégua e começa o período seco em Brasília. Um jardim bem cuidado e áreas de convivência aconchegantes são fundamentais para momentos de lazer plenos. Para isso, é preciso devotar atenção a alguns detalhes como iluminação, mobília, revestimento, plantas e ao espaço disponível para cada função. “As áreas externas são as grandes vedetes do momento. Integram-se às áreas de varandas gourmet e assumem o papel principal na hora de receber os amigos”, explica a arquiteta Silvana Andrade.

Segundo o paisagista Paulo Prata, é preciso estar atento ao grau de sombreamento do local e à adaptabilidade das espécies. Além disso, é preciso pensar no porte das plantas e no efeito cenográfico que determinada cor pode dar (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Segundo o paisagista Paulo Prata, é preciso estar atento ao grau de sombreamento do local e à adaptabilidade das espécies. Além disso, é preciso pensar no porte das plantas e no efeito cenográfico que determinada cor pode dar

Os projetos do arquiteto e paisagista Mauro Barros destacam-se pelas áreas dedicadas ao descanso e à convivência. Ele cria garden rooms, salas no jardim. São áreas para pausa e para valorizar o encontro. Devem estar em harmonia com a arquitetura da casa para valorizá-la
 (Evelyn Miller/Divulgação
)
Os projetos do arquiteto e paisagista
Mauro Barros destacam-se pelas áreas
dedicadas ao descanso e à convivência.
Ele cria garden rooms, salas no jardim.
São áreas para pausa e para valorizar
o encontro. Devem estar em harmonia com
a arquitetura da casa para
valorizá-la

Dicas

 

Mobília
Os móveis destinados às áreas externas devem ser resistentes às intempéries. Os materiais mais indicados são a fibra sintética, o alumínio e a madeira maciça com tratamento de proteção.

Revestimento
A arquiteta Silvana Andrade orienta que o revestimento do piso deve ser antiderrapante nas áreas molhadas e de fácil manutenção. Para Vanessa von Glehen, os materiais ideais para revestir são os acetinados, rústicos, pedras naturais e porcelanatos resistentes que remetam à imagem de madeira e pedras.

Iluminação
Mauro Barros lembra que além do efeito estético é importante pensar na economia. "A iluminação com LED hoje é mais adequada em razão da longa durabilidade e do baixo consumo", garante.


Plantas
Os paisagistas Paulo Prata e Mauro Barros reforçam a necessidade de irrigação. "Uso espécies que consomem menos água. Apesar de estarmos em meio ao cerrado, é difícil encontrar mudas de plantas nativas e algumas poderiam começar a ser produzidas", declara Paulo Prata. Mauro Barros recomenda um sistema de irrigação automatizado, que recicle a água das chuvas, ou até dos esgotos após o tratamento adequado. Há ainda o sistema de fitodepuração por raízes, no qual as plantas limpam a água do esgoto e ela pode ser usada na irrigação ou retornar ao meio ambiente sem poluir.

Na cobertura projetada pela arquiteta Marcela Passamani, os móveis são de fibra natural e madeira maciça tratada para áreas externas. A iluminação foi trabalhada nas paredes, pela ausência do teto. Uma cozinha gourmet é protegida por uma cobertura retrátil. As plantas, de fácil manutenção, são lanças-de-são-jorge 
e pata-de-elefante (Haruo Mikami/Divulgação)
Na cobertura projetada pela arquiteta Marcela Passamani, os móveis são de fibra natural e madeira maciça tratada para áreas externas. A iluminação foi trabalhada nas paredes, pela ausência do teto. Uma cozinha gourmet é protegida por uma cobertura retrátil. As plantas, de fácil manutenção, são lanças-de-são-jorge e pata-de-elefante

Nesta casa, localizada de frente para o lago, há uma vista privilegiada para o pôr do sol  que a arquiteta Vanessa von Glehn procurou realçar. Iluminação em LED, mobília em fibras sintéticas, almofadas com temas tropicais, plantas com tons variados de verde em vasos vietnamitas e orquídeas coloridas (Clausem Bonifácio/Divulgação)
Nesta casa, localizada de frente para o lago, há uma vista privilegiada para o pôr do sol que a arquiteta Vanessa von Glehn procurou realçar. Iluminação em LED, mobília em fibras sintéticas, almofadas com temas tropicais, plantas com tons variados de verde em vasos vietnamitas e orquídeas coloridas

 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017