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Para compartilhar o mundo

Mistura de rede social de fotos com guia de turismo, o aplicativo Pictastik já teve mais de 4 mil downloads em 70 países. Conheça os brasilienses que estão por trás dessa ideia

Jéssica Germano - Redação Publicação:28/06/2013 15:33Atualização:28/06/2013 15:38

Daniel Marques, Paulo Venturi, Alex Medeiros e Pedro Henrique Marques, que teve a ideia original: grupo se juntou para tornar o Pictastik um sucesso (Minervino Júnior/Encontro/DA PRESS)
Daniel Marques, Paulo Venturi,
Alex Medeiros e Pedro Henrique Marques,
que teve a ideia original: grupo se
juntou para tornar o Pictastik um sucesso
Dá para tirar foto, acrescentar filtro, alterar os níveis de brilho, saturação e rotação. Com um acesso rápido à página inicial, é possível ver o que está acontecendo naquele exato momento em qualquer lugar do mundo, com opções de curtidas, comentários e dicas. Não à toa, as definições para o aplicativo, lançado no fim de abril, aproximam-se de uma versão do Instagram com toques de TripAdvisor, app voltado para turismo.


A criação, que, com dois meses, ultrapassou mais de 4 mil downloads na App Store em 70 países, é ideia de um fã de viagens e profissional de marketing empenhado em criar uma comunidade na qual as pessoas trocassem recomendações com base em fotos. Missão cumprida. Com a participação de mais três brasilienses na execução, é a ideia de Pedro Henrique Marques que tem levado usuários aos quatro cantos do globo, por meio de uma única palavra: Pictastik.


O aplicativo conta com serviço de localização do celular ativo, é requisitado o local exato ou próximo de onde está, ferramenta imprescindível para ajustar a cidade-sede da imagem postada. Some a isso lugares para comer e beber a atrações famosas, passando por frames ao ar livre, opções de balada, ícones de arquitetura e atrações de entretenimento.


“Lá, conheci tanto brasileiros, quanto suíços, coreanos, japoneses, italianos, alemães... Talvez ali tenha começado algo em relação a outras culturas.” O advérbio de lugar nas frases do jovem de 27 anos formado em relações internacionais remetem geograficamente à Austrália. Especificamente, a uma temporada de sete meses, em 2005, quando Pedro estudou inglês no país e pôde reunir as experiências de um intercâmbio. Acostumado a sempre viajar para fora nas férias de fim de ano com a família e passear pelo Brasil no período entre junho e julho, não foi difícil associar o hobby com o curso escolhido e, mais à frente, aliá-lo a uma outra profissão, que escolheu seguir.


Fã das teorias de marketing, em especial as voltadas para o mundo digital, Pedro dedicou-se a uma pós-graduação, concluída, e termina um MBA na área. “Quando ele gosta, ele se interessa, se aprofunda, procura novas coisas... É bem característico dele.” As palavras sobre empenho são da namorada, a nutricionista Carolina Nardi. Fã do Pictastik e uma das usuárias mais ativas – com direito a algumas fotos entre as populares –, ela acompanhou passo a passo a concepção do aplicativo e se lembra claramente de quando o encontrava durante a semana com sinais aparentes de cansaço em razão das noites não dormidas dedicadas à ideia.


Para o engenheiro civil e irmão de Pedro Daniel Marques, de 25 anos, a escolha da plataforma digital foi fundamental para que o andamento do projeto fosse bem-sucedido. Também envolvido na produção da ferramenta para celular, ele é responsável pela atuação nas mídias sociais e pelo desenvolvimento do produto. Lembra que investir em tecnologia não requer um grande capital, além de acreditar que o irmão mais velho tem um item necessário para emplacar uma nova ideia. “Empreender é fazer. E o Pedro tem essa característica de tirar do papel.”


A ideia do aplicativo foi bem vista desde o início. Para o programador e engenheiro de computação Paulo Venturi, o convite, feito por Alex Medeiros – também envolvido em programação e amigo de infância de Pedro –, foi a chance esperada de participar da criação de um aplicativo com alcance global. “Eu acabei comprando a ideia, tanto pelo potencial do aplicativo quanto pela equipe”, lembra Paulo, que considera o mercado de Brasília bastante promissor para o mundo de apps.


Como outro programador da iniciativa, Alex Medeiros, de 27 anos, entrou no projeto já enxergando o seu potencial de ir além do que se oferece atualmente no mercado. Envolvido há alguns anos com pequenas empresas voltadas para tecnologia, ele ressalta que os aplicativos atuais suprem bem a ferramenta de compartilhamento de fotos, entretanto, são muito focados nos próprios usuários. “São mais imagens pessoais do que fotos úteis para uma pessoa que vai tomar uma decisão de ir para a Itália e quer ir a um restaurante X e saber sobre o lugar”, exemplifica. “O Pictastik veio mais para suprir essa necessidade”, afirma.


Trabalhando atualmente na área de marketing, Pedro não titubeia quanto à possibilidade de crescer no mercado de apps e torná-los uma fonte de renda prioritária. “Meu objetivo é trabalhar nessa linha”, declara, sem esconder a animação. Nesse percurso, o pensamento que sustenta o Pictastik, misturando ensinamentos de marketing com afinidades tecnológicas, firma-se para ir adiante: “Testar, ouvir e mudar”, elenca, quase como um mantra que, pelo menos até agora, deu muita sorte.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017