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SAÚDE | ESTÉTICA »

Um escudo para a pele

Novidade no mercado, o ácido hialurônico injetável é uma opção para hidratar a pele no inverno seco de Brasília. Mas há outras medidas, mais simples, receitadas e seguidas por dermatologistas

Maria Vitória - Redação Publicação:15/07/2013 21:03Atualização:15/07/2013 21:13

 (Monique Renne/CB/DA Press)
O frio e a seca, típicos do inverno brasiliense, trazem danos graves à pele. Nesta época, muda o processo de hidratação natural e a pele tende a ficar com o aspecto de ressecada. Os dermatologistas fazem duas recomendações básicas: reduzir o consumo de sabonete durante o banho e, ao final, com o corpo ainda molhado, aplicar uma camada generosa de creme. Além disso, deve-se consumir bastante líquido.

Os cuidados podem parecer simples e banais, porém são eficazes. “As orientações de hidratar a pele com bons cremes valem para todos, inclusive homens e crianças, os mais avessos ao uso de cremes hidratantes”, explica a dermatologista Luciana Vasconcelos, que não abre mão do uso de hidratantes, seja na época da chuva, seja nos períodos de sol.

E nada de achar que no inverno não é necessário o uso do filtro solar – a radiação não é interrompida nesta época do ano. A dermatologista esclarece que o uso do filtro no rosto, no colo e nas mãos – com fator mínimo de proteção 15 – deve ser um hábito. Ela, por exemplo, sempre carrega um filtro solar na bolsa. “Eu escolho protetores mais cremosos, com hidratantes, que ajudam a manter a oleosidade da pele”, ensina Luciana.
A dermatologista Vanessa Lima evita banhos muito quentes: também escolhe sabonetes que contenham hidratantes na fórmula (Minervino Júnior/Encontro/D.A Press)
A dermatologista Vanessa Lima evita banhos muito quentes: também escolhe sabonetes que contenham hidratantes na fórmula

Medidas simples como essas, no entanto, não são as únicas opções. Para quem prefere as novidades cosméticas, surge o hidratante injetável, à base de ácido hialurônico, já bastante conhecido por atenuar rugas e marcas finas de expressão.

A dermatologista Vanessa Lima explica que o produto pode ser injetado na pele da face, do pescoço, do colo e das mãos. “A injeção tem a finalidade de reter moléculas de água. A pele nutrida tem suas células da derme envoltas por água, restaurando a hidratação e deixando a rede de fibras maleável”, explica. É indicado para pele desidratada, que se apresenta fosca, áspera e envelhecida”, diz a médica. As aplicações devem ser feitas de seis em seis meses ou dependendo de avaliação médica. O tratamento tem aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Luciana Vasconcelos, dermatologista, indica protetores solares mais cremosos: 'Eles ajudam a manter a oleosidade da pele' (Minervino Júnior/Encontro/D.A Press)
Luciana Vasconcelos, dermatologista, indica protetores solares mais cremosos: "Eles ajudam a manter a oleosidade da pele"

A baixa umidade não é a única vilã da pele. O hábito de tomar banhos quentes e demorados nos dias frios também é prejudicial. “Isso retira a camada protetora de gordura natural da pele e a água ali presente evapora mais, deixando-a desidratada”, afirma Vanessa. Ela própria evita tanto a água quente como o uso excessivo de sabonetes. “Prefiro os que contêm hidratantes em sua fórmula. O sabonete comum contribui com o ressecamento por causa de sua ação detergente, que aumenta a perda da camada de gordura da pele”, diz a médica.

Além de pedirem cautela em relação aos banhos quentes, as dermatologistas Vanessa e Luciana dão um conselho final: de nada adianta usar cremes caros se a pessoa não consome de dois a três litros de água por dia durante a seca. Segundo elas, esta é a melhor forma de manter o corpo hidratado e a pele viçosa.

Ideal para Brasília

Prefira cremes corporais mais umectantes para o inverno. Embora muitas pessoas gostem da sensação tátil e do aroma dos óleos, eles não promovem hidratação ativa, apenas evitam a perda de água pela pele. Precisam, necessariamente, ser complementados pelo creme e não devem ser aplicados no rosto;

Aplique os hidratantes até três minutos após o término do banho, para que a penetração dos princípios ativos seja mais eficiente;

A hidratação facial requer uma avaliação clínica, para que sejam recomendados produtos específicos para sua pele;

Lembre-se de passar primeiro o hidratante e, em seguida, o filtro solar. E não se esqueça do pescoço,
região delicada que também requer cuidados regulares;

Apesar da temperatura amena, o uso do filtro solar é obrigatório. O céu limpo, sem nuvens, aumenta o poder de ação dos raios ultravioletas;

Mantenha suas mãos e unhas bem hidratadas. Ao deitar, massageie a região das cutículas e unhas com hidratante bem umectante. Deixe o produto agir durante a noite;

Os banhos devem ser rápidos, com uso de sabonete neutro e água morna ou fria;

Esfoliantes devem ser evitados no inverno, pois ressecam ainda mais a pele

Em relação aos cabelos, pode ocorrer caspa ou seborreia nas pessoas que têm tendência para essas alterações. Em ambos os casos, a avaliação clínica é necessária, para a adequada prescrição de xampus e/ou medicamentos;

Outro efeito da estiagem é o ressecamento e quebra dos fios no comprimento. O uso da máscara de hidratação capilar pode amenizar o quadro;

Para cabelos que passam por alterações químicas, como tintura e alisamentos, recomenda-se o uso de filtro solar capilar sempre que houver exposição prolongada ao sol e banhos ou atividade física em piscina.

Procedimentos estéticos
 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)

O inverno, com suas temperaturas amenas, é considerado um período ideal para se fazer tratamentos estéticos. Pelo menos nas regiões Sul e Sudeste, onde os termômetros oscilam em 10 graus. No Planalto Central, mesmo no inverno os precedimentos exigem cuidado.

A dermatologista Cristiane Dal Magro, autora do guia Cuidados com a Pele Durante a Seca diz que peelings e terapias a laser podem deixar a pele mais sensível, tornando-a mais suscetível ao ressecamento. “Outro impedimento é o sol. Quem faz este tratamento não deve se expor aos raios solares. Durante os meses de junho a setembro, eles atingem os maiores índices no Distrito Federal”, observa a dermatologista.

Já o cirurgião plástico Gustavo Sousa Guimarães acredita que os avanços da medicina proporcionam um pós-operatório satisfatório em qualquer estação do ano. Segundo ele, a recuperação está mais rápida e o uso das cintas de elastano, que estão mais finas e maleáveis, garante mais conforto no período de recuperação. “O mais importante é a conscientização do paciente para a fase de recuperação e de cuidados depois da cirurgia. O médico deve orientá-lo a se proteger do sol e seguir as recomendações de repouso”, afirma.

 

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017