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RETRATOS DA CIDADE | Leilane Menezes

Leilane Menezes - Colunista Publicação:26/07/2013 14:39Atualização:26/07/2013 15:05

DISCRETA E PLURAL

 (Fotos: Minervino Junior/Encontro/D.A Press)

Em tempos de batalhas ideológicas no Congresso Nacional, a casa legislativa do Estado laico, todas as crenças compartilham um lugar. A capela ecumênica, no Anexo 4 da Câmara dos Deputados, é pequena e reservada. Nela, não cabem missas ou cultos coletivos. Mas o espaço é grande o suficiente para receber um momento de meditação. Foi criado em 1995, a pedido dos parlamentares. O projeto tem assinatura de Oscar Niemeyer e é uma das obras menos exploradas pelos brasilienses e visitantes. Não está incluída no roteiro oficial do passeio cívico oferecido pela Câmara, mas pode ser vista por qualquer pessoa, entre as 9h e as 18h30, de segunda a sexta-feira. O horário de almoço é o mais disputado.

BELEZA PRESERVADA
 (Minervino Júnior/Encontro/DA Press)

É preciso ser paciente para ver uma orquídea crescer. São necessários, em média, três anos de desenvolvimento. A recompensa salta aos olhos. Uma das coleções de orquídeas mais diversificadas do país fica no Jardim Botânico de Brasília (JBB). Com 3,2 mil unidades de 1,5 mil espécies, o local exporta mudas ameaçadas de extinção. Em 2011, o JBB criou o projeto Orquídea nas quadras. Espalharam 1,9 mil mudas em árvores do Plano Piloto. Os exemplares devem florir no ano que vem. Enquanto isso, moradores empolgados com a iniciativa colocaram, por conta própria, orquídeas adultas nos troncos da vizinhança, com orientação da gerente do setor de manejo, Lílian Breda. “A comunidade me entrega cápsulas com exemplares raros. Eles se conscientizaram da importância de preservar e embelezar”, afirma.


COM GOSTO DE ARTE

 (Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)

Duas vezes por ano, a área verde do comércio em frente ao Bloco B da 102 Norte ganha uma feira de arte, composta por dezenas de talentos da cidade. A intenção é aproximar público e autores, além de motivar a comercialização das peças com preços mais acessíveis. Em junho, a oitava edição do evento ocorreu no gramado próximo ao café Objeto Encontrado, o criador da feira. Há um mês, o local, que já oferecia livros para folhear, música, itens de decoração e o famoso cheesecake, inaugurou também uma galeria de arte, no subsolo da loja. A segunda exposição da casa começará em 11 de julho e mostrará os trabalhos da aquarelista Luda. A programação é atualizada diariamente no Facebook, basta digitar o nome da loja.

OUTRA PRAIA
 (Bruno Peres/CB/DA Press)

Nem a força das entidades foi suficiente para acelerar as melhorias na praça dos Orixás, na Prainha, perto da ponte Costa e Silva. Desde 2007, um projeto de revitalização do espaço aguardava liberação de verba do governo local. Em janeiro, R$ 600 mil foram destinados a esse fim. Seis meses depois, a obra ainda não começou. A intenção da Secretaria de Igualdade Racial do DF é construir parque infantil, quiosques, área para esportes e colocar banheiros químicos. A praça existe desde 1971. Em 2006, ganhou o nome atual e 16 imagens de símbolos das religiões de matrizes africanas. No mesmo ano, quebraram todas as estátuas. Somente em 2009, as figuras de Yemanjá, Xangô e Oxum, entre outras, voltaram ao lugar de origem, para os cultos afro-brasileiros.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017