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Coluna »

Gente da capital | Zuleika de Souza

Zuleika de Souza - Publicação:31/07/2013 15:18Atualização:31/07/2013 15:41
 (Vavá Ribeiro)
Brasília no DNA


Filha de um casal que se conheceu e começou a namorar em Brasília, Layana Thomas nasceu no Rio e, aos 5 anos, veio para a capital, onde ficou até a adolescência. É neta do coronel Thomaz, o piloto pessoal de Juscelino Kubitschek e grande amigo de Bernardo Sayão, primeiro militar a pousar no Planalto Central. Layana cresceu entre as bandas de rock, levada pelo irmão Gabriel, que foi vocalista e guitarrista das bandas Autoramas e Little Quail and The Mad Birds. Aos 14 anos, tornou-se modelo; aos 17, casou-se com um roqueiro e foi morar fora do país. Trabalhou para marcas como Dolce e Gabbana, Cacharel, Issey Miyake, Yohji Yamamoto e foi escolhida por Karl Lagerfeld para estrelar as campanhas da Chanel. Como se vê, a cicatriz proveniente de três cirurgias cardíacas não atrapalhou a carreira. De volta ao Rio, em 2003, montou a marca Layana Thomas, de roupas femininas e infantis, que apresentou na passarela do Fashion Rio. Em 2008, fechou a marca e foi viver um grande amor em Paris. Lá, amadureceu o projeto de Aloja, uma loja itinerante que une música e artes plásticas, vira festa e, de quebra, vende as suas criações. Esteve aqui no ano passado e foi fisgada. “Receber e ser recebida por tantas pessoas queridas me tocou e eu percebi que aqui eu poderia ter novamente na minha vida uma coisa que eu já tinha esquecido que existia: um ninho aconchegante.” Agora em julho, já estabelecida no planalto, lança nova coleção.

 (Zuleila de Souza/CB/DA Press)
As guardiãs da joia


A catarinense Salete Soares e a brasiliense Marianna Oliveira cuidam da joia que é o Brasília Palace Hotel. A publicação francesa IDEAT, especializada em design, arquitetura e tendências, na edição que acaba de sair, fez uma lista e indicou 100 hotéis no mundo. O nosso Brasília Palace está entre eles. Salete, gerente comercial da Rede Plaza Brasília Hotéis, foi uma das responsáveis por trazer a Seleção Brasileira de futebol para o hotel projetado por Oscar Niemeyer. Com o escrete canarinho hospedado, Marianna, gerente da casa, pôde mostrar para o mundo como a arquitetura modernista é acolhedora. O carinho e a discrição da equipe comandada por Marianna foram recompensados pela Família Scolari, com seção de fotos e autógrafos para a equipe. As guardiãs estão chamando a população da capital para ajudar a montar um acervo de fotos e recordações do hotel, que está na memória afetiva do brasiliense.

Azulejando
 (Zuleila de Souza/CB/DA Press)

João Henrique Cunha Rego nasceu e cresceu na capital, convivendo e admirando as obras de Niemeyer e os azulejos de Athos Bulcão. Terminou o curso de artes plásticas na UnB em 2005 e logo começou a estudar azulejos. Sob forte influência de Athos, criou a azulejaria Jhenrique, que dá vida a sua criações em processo industrial. Usa formas simples e geométricas, com cores alegres e vibrantes. Além do desenho, recorre a programas de ilustração. “A proposta é usar o azulejo como suporte e integrar arte, arquitetura e decoração”, explica João, que também trabalha como designer de interiores. No bloco F da 203 Sul, já tem um pilotis com os painéis do artista. Quadros e assemblages (colagens tridimensionais) estão nas galerias Pé Palito e Referência.

Garoto de Futuro
 (Franco Rithele)

Ueslei Marcelino cresceu entre câmeras e sentindo o cheiro das químicas fotográficas. Filho de Antônio Marcelino, fotógrafo e mago do laboratório colorido, não se interessava pelas lentes até chegar ao curso de publicidade. O brasiliense terminou o curso e se rendeu ao dom da família. Trabalhou como freelancer até chamar a atenção da agência Reuters, onde está desde 2010. Nesse ano, ganhou duas menções honrosas no China Internacional Press Photo. Uma das fotos é épica, com muito fogo e bandeiras do MST. Suas imagens do Xingu foram destaques nos principais sites do mundo. Para o fotógrafo norte-americano Gregg Newton, o jovem Marcelino deverá ser um dos grandes fotógrafos do mundo. No momento, prepara, com Eraldo Peres e Daniel Kfouri, uma exposição sobre futebol para o Mês da Fotografia, organizado pelo coletivo Lente Cultural.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017