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RETRATOS DA CIDADE

Leilane Menezes - Colunista Publicação:03/09/2013 15:05Atualização:03/09/2013 15:24

Turismo sustentável

 (Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)

A cor da água lembra a do mar do Caribe, mas a paisagem fica logo ali. O distrito de Bezerra, em Formosa, a quase 150 km do DF, recebe visitantes do país inteiro, especialmente de Brasília. O que atrai centenas de pessoas à pacata área rural são atributos naturais, como a lagoa Azul. A formação é uma nascente do rio Urucuia. A água acumula-se no fundo de um pequeno vale, forrado de rocha calcária, responsável pela coloração. É possível enxergar pequenos peixes e plantas, durante mergulho. A profundidade não ultrapassa os 10 metros. Turistas nem sempre recolhem as marcas de sua passagem, como lixo e outros detritos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) recomendou a elaboração de plano de manejo. Organizações não governamentais, a exemplo da Kalangos do Cerrado, de Sobradinho, promovem mutirões de limpeza e ajudam a conservar o espaço enquanto a ideia não sai do papel.

De volta ao passado
 (Toninho Tavares / Esp CB / DA Press)

Charmosos carros antigos são tratados como preciosidades por colecionadores no DF. O Veteran Car Club de Brasília tem 200 associados e exibe boa parte dos clássicos. Com sede no Museu Vivo da Memória Candanga, o grupo tem exposição permanente, com 300 exemplares, de todas as épocas. Ganhou, no mês passado, título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, por incentivar a preservação de vários períodos da história automobilística, desde 1983. Quem quiser conhecer o acervo pode visitá-lo de terça-feira a sábado, das 9h às 17h. No fim de semana, convidados levam outros modelos de época e aumentam a coleção.

Os sem piscina
 (Wilson Pedrosa/CB/DA Press)

 (Minervino Júnior/Encontro/DA Press)

Há quem passeie de sunga ou de biquíni no Parque da Cidade. O único espaço apropriado para mergulho, porém, está desativado desde 1997. A piscina de ondas, inaugurada em 1978, era mantida por um casal de empresários. Após a morte deles, não foi viável administrar os custos do negócio. De acordo com o governo local, deixaram dívida de quase R$ 1 milhão. A piscina tem capacidade para 1,6 milhão de litros d’água e fabricava ondas de até 1 metro, anunciadas por uma sirene, a cada 5 ou 10 minutos. Fez a alegria de muita gente (foto de cima). Recebia até 9 mil pessoas por dia, em fins de semana. Hoje, há apenas água parada, bichos e sujeira. Não existe previsão de reforma, de acordo com a administração do parque.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017