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Coluna »

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:10/10/2013 17:12Atualização:10/10/2013 17:21
 (Emerita Aguiar/ Divulgação)
Doutor cavaleiro


Sabe aquele médico das antigas, que gosta de conversar com os clientes, tem paciência para ouvir e, às vezes, só de tocar nas pessoas descobre o que ela tem? É o dr. Mauro Guimarães. Com 75 anos e mais de 40 anos de profissão, continua na ativa. Especializado em cirurgias do aparelho digestivo, o clínico geral opera quase todos os dias. Quase foi arquiteto, mas no meio do caminho encantou-se pela medicina, na UnB. Foi diretor do Hospital de Base e tem, na enorme lista de clientes, pioneiros e seus descendentes. O mineiro tem paixão por cavalos, despertada na época em que serviu o Exército, no regimento de cavalaria, onde saltava e chegou a ganhar algumas provas. Nos anos 1990, quando comprou, por impulso, uma égua num leilão, decidiu entrar para o mundo do enduro equestre. Nos morros do Núcleo Rural Córrego do Ouro, o doutor vira cavaleiro. Na última prova de enduro, ficou em segundo lugar, porque teve um pequeno erro no percurso de 60 km e recebeu uma homenagem dos companheiros. Para ele, “o contato com a natureza e os animais dá um suporte para que ele leve a profissão com mais leveza e naturalidade”.

 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)
Um goiano brasiliense


Elder Rocha é um goiano muito brasiliense. Chegou a Brasília em 1972 aos 11 anos. Nasceu numa família de artistas. O pai é o artista Elder Rocha Lima e o irmão é o fotógrafo Marcelo Feijó. Formou-se na UnB, com uma geração de artistas da cidade, nos anos 1980, e fez seu mestrado em pintura no Chelsea College of Art And Design, em Londres. Está completando 20 anos como professor no Instituto de Artes da UnB e 32 anos de uma carreira de sucesso.
Considerado um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira, seus trabalhos estão em importantes coleções do Brasil e da América Latina. Neste mês, abre uma exposição na Hill House, com curadoria e montagem do talentoso artista plástico Ralph Gehre. Os convidados poderão agendar visitas guiadas com Ralph – um luxo! No fim do mês, o Museu Nacional vai expor uma seleção de 30 obras de todas as fases de Elder, escolhidas por Graci Freitas. A goianidade, ele abastece nos fins de semana na sua casa de Pirenopólis.

 (Fotos: Zuleika de Souza/CB/DA Press)
Dois Upianos


Um vive de promover festas e shows; o outro, de promover a saúde bucal. Marcelo Upiano – que, na verdade, chama-se Marcelo Santiago – adotou o nome do pai, engenheiro que ajudou a construir a capital. Com Sérgio Maione, inventou a Micarecandanga, festa baiana que marcou Brasília, já produziu shows internacionais, como Lenny Kravitz, Iron Maiden, Jack Johnson e Shakira, além de trazer todas as turnês do Rei Roberto Carlos para a cidade. Upiano Santiago, irmão mais velho, vive mais afastado da folia, é dentista com especialização em odontogeriatria, tem uma clínica adaptada para acessibilidade de clientes especiais, terminou no ano passado uma pós-graduaçao em gestão ambiental. Os Upianos são sócios e grandes companheiros, estão sempre juntos, fazem viagens e gostam de aventuras na neve. Foi do Upiano dentista, que sonha com um mundo mais sustentável, a ideia do Green Move Festival, para aliar atitudes “verdes” a boa música. No ano passado, Rita Lee fez um show histórico; agora em outubro tem mais: Nando Reis, Zeca Baleiro, Paralamas e muitas oficinas de sustentabilidade. A dupla promete trazer, ainda neste ano, Milton Nascimento e Ney Matogrosso.

Depois do picnik...
 (Fotos: Zuleika de Souza/CB/DA Press)

Julia Hormann tem apenas 27 aninhos e muita disposição para ajudar a criar eventos que estão apaixonando a cidade. Publicitária, ela é mídia em uma grande agência nacional. Entre planilhas e estudos de mídia, fica imaginando como fazer as pessoas se divertirem em festas diurnas, sem muita bebida, junto com a família, cachorros e ao ar livre. Também DJ, é louca por gastronomia. Criou nos jardins da sua casa a Tutti Frutti, festinha mensal com comidinhas, que acontece aos domingos. No começo, era só para conhecidos; hoje, ela não consegue reconhecer todo mundo, mas o público é restrito a 200 pessoas. Já o Picnik virou um megaevento, que a cidade adotou. Começou pequenino, mas no último, na Funarte, mais de 5 mil pessoas dividiram toalhas nos gramados, ao som de bandas pagas com uma “vaquinha” virtual de 500 amantes do Picnik. O próximo será no calçadão do Lago Norte, criado para celebrar dois anos e pensado especialmente para as crianças. Julia também está terminando de formatar o Quitutes da Orla, para marcar a reinauguração do Parque da Ermida, com chefs chiquérrimos, como Simon Lau, e comidinhas descoladas. Ela convenceu a chef Mara Alcamin a participar, fazendo um desafio de como seria um pastel da Mara. Ficou com água na boca? Espere até novembro!
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017