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GASTRÔ | MERCADO »

Itália à mesa

Com ingredientes artesanais e receitas clássicas, o Pecorino Bar e Trattoria serve aos brasilienses o melhor das tradições romanas

Rodrigo Craveiro - Redação Publicação:16/10/2013 18:29Atualização:16/10/2013 18:34

Gnochi al funghi: um tradicional nhoque com molho de cogumelos e azeite de trufas (Fotos: Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Gnochi al funghi: um tradicional nhoque com molho de cogumelos e azeite de trufas
 

Existe um pedacinho com a alma e os sabores da Itália no coração do Plano Piloto. As mesas com forro riscado, a imensa foto de um senhor comendo espaguete – quase onipresente, ao centro – , o intenso aroma do tempero, a suave música italiana tocando ao fundo. Tudo é um convite a uma experiência gastronômica romana. Desde 17 de agosto, Brasília conta com uma franquia do Pecorino Bar e Trattoria, uma grife de restaurantes italianos que tem feito muito sucesso em São Paulo.


Na capital paulista, são duas unidades, uma nos Jardins e outra na Vila Nova Conceição. Em Brasília, a marca está instalada na 210 Sul e funciona de terça a domingo. O empresário Tiago Boita Laude, gerente do Pecorino Bar e Trattoria em Brasília, explica que a casa trabalha com produtos feitos de modo artesanal e considerados exclusivos da grife. “Nós temos uma burrata – um queijo cremoso originário da região de Puglia – e uma muçarela de búfala que são fabricadas na semana do consumo, em São Paulo. Temos um provolone dolce, servido derretido no forno, que não é encontrado em outros lugares. Tudo é muito tradicional”, explica. “Nossas massas são todas italianas e frescas, também feitas em São Paulo.” Os molhos, ingredientes considerados essenciais para darem “vida” ao prato, seguem rigorosamente receitas italianas.


De acordo com Tiago, as unidades de São Paulo receberam do governo da Itália uma espécie de certificação de casa típica italiana. A previsão é de que o Pecorino de Brasília seja agraciado com o título em janeiro de 2014, após uma inspeção de autoridades romanas. “Como os menus dos três restaurantes são praticamente idênticos, nós temos a certeza de que seguimos, com fidelidade, o que é proposto pela culinária italiana”, diz o empresário.

Proprietários do Restaurante Pecorino, Guarani Alves e Tiago Boita Laude: escolha por produtos artesanais e receitas tradicionais (Fotos: Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Proprietários do Restaurante Pecorino, Guarani Alves e Tiago Boita Laude: escolha por produtos artesanais e receitas tradicionais

A propaganda boca a boca tem dado resultado. Um cliente se senta próximo à reportagem, pede um vinho e escolhe o prato. Conta que a filha mora em São Paulo e é cliente assídua do restaurante. Segundo Tiago, a casa, com capacidade para cerca de 90 pessoas, quase sempre está lotada. A recomendação é para que as reservas sejam feitas com antecedência. “Nossa proposta é não ter um público segmentado. Somos uma casa voltada tanto para casais quanto para a família”, explica o sócio Guarany Alves Nina. “O movimento tem superado as expectativas. O pessoal tem elogiado, e, quem vem, volta logo”, comemora.


O cardápio, em formato “gigante”, com design criativo e com os nomes dos pratos em italiano, é um capítulo à parte. Como opções de entrada, o cliente pode pedir um Calamari All’Aglio, Olio e Limone – minilulas salteadas no alho, no limão-siciliano e no azeite virgem – por R$ 26. Se preferir, pode degustar um Carpaccio Crostato, feito com filé mignon com borda crocante, rúcula, alcachofrinhas e queijo parmesão, por R$ 29. Cinco opções fazem sucesso entre as massas. A primeira delas é o Penne al Limone e Prosciutto, com limão-siciliano e presunto cru, tal como sugere o nome. Sai por R$ 39.

 

Polpetoni recheado com muçarela: para completar, molho de tomate italiano e com queijo parmesão, servido com linguini na manteiga (Fotos: Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Polpetoni recheado com muçarela:
para completar, molho de tomate italiano
e com queijo parmesão, servido
com linguini na manteiga
A segunda é o Spagheti con Calamaretti, Gamberi e Pancetta, um espaguete com minilulas e camarões, com molho de tomates e pancetta. Custa R$ 46. Uma terceira opção, por R$ 49, é o Gnochi al Funghi Tartufati, um nhoque com molho de cogumelos e azeite de trufas. Já o Penne Alla Diavola é feito com linguiça calabresa, berinjela e queijo pecorino. Custa R$ 39. Pelo mesmo valor, o quinto prato recomendado é o Polpettone Alla Parmigiani con Linguini, recheado com muçarela, coberto com molho de tomate italiano e com queijo parmesão, servido com linguini na manteiga.
Os clientes também podem apreciar um risoto com ragú de ossobuco ou um escalope de mignon com presunto cru e sálvia, acompanhado de risoto de queijo parmesão.


No almoço, o bufê de frios e saladas, conjugado ou não a um prato quente. Este pode ser o Ravioli di Mozzarella al Pomodoro e Basilico, que é fixo no cardápio do almoço, ou outra opção que varia durante a semana. O bufê custa entre R$ 33,90 e R$ 39,90. Com um adicional de R$ 12,90, pode-se aliar o bufê de saladas a qualquer prato do menu, com direito à sobremesa.


As pastas, risotos e carnes podem ser apreciados com um bom drinque italiano. Entre as opções, estão o Bellini, um prosecco com suco de pêssego branco; o Aperol Spritz, um aperol com prosecco e rodela de laranja; além de uma carta de vinhos com 115 rótulos. Destaques para os italianos Rosso Piceno (tinto, R$ 72), Chanti da Vinci Riserva (R$ 162), e o premiadíssimo Barbaresco, do produtor Angelo Gaja. z

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017