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O sonho da casa própria - e decorada

Com a oferta de apartamentos menores, o aumento do poder aquisitivo e o maior acesso à informação, brasilienses recorrem cada vez mais a profissionais do mercado de arquitetura e decoração

Cecília Garcia - Redação Publicação:06/11/2013 19:31Atualização:07/11/2013 18:04

A gerente financeira Juliana Campos faz parte de uma clientela que, no passado, não recorria as arquitetos: serviço valorizou apartamento de Águas Claras ( Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
A gerente financeira Juliana Campos faz parte de uma clientela que, no passado, não recorria as arquitetos: serviço valorizou apartamento de Águas Claras
 

Quem chega à capital do país logo se impressiona com a arquitetura. De asas abertas, o urbanismo de Lucio Costa, as curvas de Niemeyer e a arte de Athos Bulcão compõem um conjunto harmônico que se tornou a cara de Brasília. A cidade-monumento inspira os seus habitantes em diversas áreas, seja em poesias ou músicas, seja na arquitetura e na decoração. Não é à toa que dados da Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência, estimam que, apenas em 2013, os brasilienses gastarão R$ 64,01 per capita com a decoração da casa. Isso é quase o dobro do potencial médio de consumo nacional, que será de R$ 33,17.


A estimativa ainda aponta que os brasilienses devem gastar R$ 165,58 milhões com artigos do setor, sendo que as classes A e B têm o maior potencial de consumo, cada uma representando cerca de 37% desse cenário. Para se ter uma ideia, os valores que serão gastos pelos dois ultrapassam R$ 124 milhões. Isso não é exclusividade do Distrito Federal. O país inteiro vive um momento de crescimento do mercado de decoração. Essa expansão é impulsionada pela classe B, representando 42% do total do consumo, referente apenas às compras domiciliares, e incluem tapetes, almofadas, flores artificiais, cortinas, enfeites para casa em geral, quadros e objetos de arte.


A expansão do mercado foi acompanhada por uma transformação do perfil de consumidores de decoração. Isso é algo que a presidente da Associação Brasiliense de Designers de Interiores (Abradi), Yeda Garcia, percebeu ao longo de sua carreira. “Sou de uma época em que trabalhávamos para pessoas com poder aquisitivo muito alto. Hoje, os novos empreendimentos estão nas satélites.” Yeda acredita ser esse o caminho em que se dará a continuidade do crescimento do setor em Brasília. “Precisamos ter produtos de bom gosto que atendam a qualquer faixa social”, conclui.


Como no restante do país, há uma série de fatores que impulsionam o crescimento. Alguns são mais fáceis de serem notados, como a influência da expansão do setor imobiliário. Outros, apenas visíveis para os profissionais do ramo, tais como a criação, por parte do mercado imobiliário, da chamada “unidade decorada”. “O cliente que vê quer aquilo ali para sua casa”, aponta Yeda. Outro ponto é o aumento da oferta de diferentes tipos de revestimentos e materiais. Isso faz com que o cliente não se sinta mais seguro na hora de fazer escolhas, e a presença de um profissional torna-se imprescindível.

Outro motivo para a expansão está no mercado editorial. O número de revistas especializadas em arquitetura e decoração tem crescido bastante nos últimos anos. “Somadas à quantidade crescente de mostras de decoração como a Casa Cor e Morar Mais, ajudam a educar o cliente”, comenta Yeda.


Com esse novo conhecimento, foram derrubados alguns mitos, entre eles, o de que o profissional vai impor sua vontade sobre a do contratante. “O decorador vai procurar o que há de melhor conforme as possibilidades do cliente. É um trabalho a quatro mãos.” Não faltam opções de profissionais que possam se adequar ao gosto e às possibilidades das pessoas. Por aqui atuam aproximadamente 3 mil arquitetos e quase 300 designers de interiores. Um deles, no mercado há 36 anos, é Denise Zuba. Com todo esse tempo no ramo, a designer pôde acompanhar a evolução da decoração em Brasília. Entre as mudanças significativas, acredita que a busca pela qualidade dos itens cresceu muito. “Cada vez mais, o cliente procura ter maior conhecimento, saber a procedência das coisas, analisar o design dos objetos. Por causa da informação, aumentou a expertise em relação a esse campo.”


Em compensação, Denise não acredita que a expansão do mercado imobiliário tenha sido responsável pelo crescimento do mercado de decoração. Para ela, houve muita especulação, muitas unidades foram adquiridas com fins de investimento, não para morar. Em vez de ter um bom imóvel, com boa decoração, as pessoas preferiram ter vários e acabaram não investindo muito no local onde iam viver. “Agora, que a especulação baixou, as pessoas voltaram a investir na decoração de suas casas.”


Tendo projetos nas áreas hospitalar, hoteleira, empresarial e, principalmente, residencial, Denise afirma sem hesitar que luxo e bom gosto na decoração é fazer o trabalho buscando o estilo pessoal e prezando pela qualidade. “Às vezes, a diferença financeira entre o bom e o ruim é muito pequena. A pessoa com um móvel de qualidade vai ficar com ele a vida inteira.” E não só o mobiliário. Iluminação, cores, design e materiais também fazem parte dessa busca pelo bom gosto.

Ariel Patric Landwehr é proprietário da Mainline, inaugurada em 1959: 15 mil pessoas passam 
diariamente pela loja (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Ariel Patric Landwehr é proprietário da Mainline, inaugurada em 1959: 15 mil pessoas passam diariamente pela loja

A profissional é dona da franquia da Artefacto, localizada no Lago Sul e especializada em móveis e artigos de decoração de luxo. Ao entrar, o cliente tem acesso a áreas só com artigos de iluminação ou com galeria de artes, por exemplo. No total, são nove lojas dentro do estabelecimento, que conta também com um restaurante. Com mais de 2 mil metros quadrados, a loja foi inaugurada em abril e tem como proposta facilitar a vida dos consumidores. “Tudo isso foi pensado para que o cliente não precise ir a vários lugares para encontrar o que precisa.”


Outra superloja é a Mainline, localizada no Casa Park, shopping voltado exclusivamente para decoração. Inaugurada em 1959, também quer ser um facilitador para a vida dos clientes. A proposta do local é que eles possam fazer uma casa “de A a Z”, como brinca o dono, Ariel Patric Ladwehr. “Não é só um lugar para mobiliar a casa, como para decorar o que já tem mobiliado. O mercado tem crescido muito. As pessoas têm valorizado cada vez mais seus lares.”


De acordo com o proprietário, o catálogo da loja conta com milhares de itens, já que tudo que se encontra lá dentro é possível de ser comprado, até mesmo as plantas artificiais, e a maioria dos itens pode ser personalizada. Essa é uma característica de todo o mercado mais alto. “O público do setor quer receber logo os produtos, mas quer customizá-los também. Não é algo que a pessoa troque com frequência, então ela quer aquilo com a sua cara”, explica Ariel.


O local é composto por 23 ambientes, feitos por diferentes profissionais. Alguns são parceiros recorrentes, mas uma porcentagem das vagas fica à disposição para que novos talentos possam ser descobertos. “São ambientes permanentes durante um ano. Depois desse tempo, são reformados. Mas cada um tem seu estilo.”


Outros negócios da cidade que buscam oferecer a maior quantidade de produtos possível são shoppings com comércio voltado exclusivamente para móveis e decoração. Um desses é o ID – Interiores e Decoração. Localizado na Asa Norte, o empreendimento atrai 190 mil clientes por mês.

Inaugurado em 2007, o shopping abriga lojas de móveis e acessórios para a decoração residencial. O movimento não é sem motivo. Para o superintendente do ID, Zoroastro Vasconcelos Neto, Brasília tem uma população com boas características para alavancar o mercado nesse setor. “A alta concentração de renda, propiciada pelos servidores públicos, faz do mercado daqui um destino obrigatório para as melhores marcas de lojas especializadas do país.”


Outro centro comercial com proposta parecida é o antigo Free Park. Agora chamado Park Design Shopping, passou por uma mudança de perfil para acompanhar a expansão do mercado local. De acordo com o gerente, Sérgio Sebba, o desenvolvimento da região estimulou a modernização das instalações e, para ser compatível com esse progresso, obras começaram a ser feitas no início de 2012. As transformações não se restringiram apenas à estrutura. “Optamos por uma nova designação, pois o design está presente em móveis, artigos de decoração e em quase tudo o que se consome hoje em dia”, explica. Para Sérgio, o local tornou-se uma excelente alternativa no mercado.

“Conseguimos aliar qualidade e preço justo, sem privilegiar determinado grupo de consumidores.”


Hoje, o setor está cada vez mais democrático, tornando-se acessível a várias faixas de clientes. Uma demonstração disso é o Ambiente Expresso. Trata-se de um tipo de atendimento que dura cinco dias. A ideia é que a equipe do escritório Raffael Innecco Arquitetura e Design, nesse período, solucione problemas estéticos ou funcionais de um cômodo da casa de quem os procura. Para isso, levam em consideração o perfil do cliente, obtido primeiramente por meio de um questionário disponível no site da empresa.


Após a contratação, estudos espaciais e técnicos são feitos, além de um levantamento daquilo que os clientes querem, ou não, manter em casa. A partir daí, é realizado o projeto. Para o arquiteto Raffael Innecco, esse é um nicho difícil de ser explorado, porque não é o perfil dos profissionais de Brasília querer fazer projetos tão pontuais e pequenos. Mas esse é o público do Ambiente Expresso, composto especialmente de donos de kits e de apartamentos diminutos. “Eles são os que mais nos procuram porque a expansão do mercado imobiliário do DF aconteceu à custa do tamanho das unidades. São tão pequenas que só a criatividade salva.”

Priscila Pontes, dona da loja Dcore: 'De alguns anos para cá, o cliente tem tido acesso a um universo de possibilidades' (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Priscila Pontes, dona da loja Dcore: "De alguns anos para cá, o cliente tem tido acesso a um universo de possibilidades"

Inovação é a palavra de ordem nesse mercado. Sem imaginação e soluções criativas, o trabalho do profissional cai na mesmice. Para o arquiteto André Alf, o mais interessante em trabalhar nesse ramo é que não existe rotina. Por muitas vezes, conta, ficam arrasados e esgotados. “Mas não há como pedir que fosse de outra forma, pois, nessa vida de criar e auxiliar os outros a realizar sonhos, estamos sempre parcialmente também realizando nossos sonhos.”


Há mais de 20 anos no mercado, André é de uma geração de profissionais que acompanhou algumas mudanças significativas no gosto local. “Brasília é uma cidade mutante, que cresce em média acima das grandes cidades brasileiras. Os gostos evidentemente mudaram, e para melhor”, analisa. Parte dessa evolução, para o profissional, decorre da vinda de novos habitantes, de fornecedores e da abertura de lojas. Hoje, o perfil do consumidor de decoração na cidade é muito variado. “Mas uma coisa pode-se afirmar, seja qual for o estilo, é muito elegante e sóbrio. Um pouco de over aqui e ali, mas sem passar da conta.”


O público que o arquiteto atende é bastante mesclado, mas o luxo é algo que preza. Para André, esse é um quesito que não tem relação com o valor financeiro. “É, sim, decorrência do fato de se ter escolhido algo de melhor acabamento, durabilidade ou mesmo assinatura.” Ele também ressalta que há móveis, objetos e acabamentos que são bem acessíveis e, quando empregados com o devido zelo e conhecimento, resultam num ambiente sofisticado, aconchegante e luxuoso.


Quem também aposta no quesito luxo é a Dcore, localizada no Casa Park. Repleta de móveis de vanguarda, assinados por designers do mundo inteiro, com três décadas de existência, a Dcore se reinventou até trazer para Brasília os lançamentos em design mundial. A proprietária Priscylla Pontes, também reconhece o crescimento do segmento de decoração em Brasília. “Apesar de estarmos imersos em uma arquitetura superousada, os clientes eram mais conservadores e não se permitiam seguir esse conceito no mobiliário. De alguns anos para cá, com todas as facilidades de comunicação e de um mundo globalizado, o cliente tem tido acesso às tendências e a um universo de possibilidades, misturas de estilos e peças assinadas por profissionais”, comenta.


As arquitetas do Stúdio AZ, Renata Melendez e Flávia Amorim, trabalham juntas há dez anos. As duas se conheceram na faculdade e a parceria, que começou com trabalhos do curso, resultou num escritório próprio. Para ingressar nesse setor, já repleto de grandes nomes, Flávia conta que o processo foi natural, por meio de indicações. Começaram com projetos para família e amigos. “Vemos desde a época da faculdade, que as pessoas ou entram no mercado assim, ou porque já tinham pais ou parentes arquitetos e vão dar continuidade aos trabalhos.”


Elas são consideradas novas para o mercado, mas acreditam que desde a sua formação pegaram um bom momento do mercado, sedento de profissionais. De acordo com Renata, nesse período a renda do brasiliense começou a se consolidar e as pessoas passaram a contratar um arquiteto. “Hoje, ninguém casa sem contratar alguém para fazer seu primeiro apartamento”, comenta. “É uma mudança de cultura, de uma geração que vê a diferença entre uma obra com e sem arquiteto. Na nossa infância, morar bem era ter um apartamento espaçoso e bem localizado. Hoje, não precisa ser bem localizado, mas precisa ter um projeto legal, móveis bacanas, um ambiente bem montado”, completa Flávia.


Quem as procura, em sua maioria, são pessoas parecidas com elas. “O nosso público é de pessoas da nossa idade, com a vida que nós temos, casados e algumas com filhos novos”, explica Flávia. Os clientes das meninas moram na zona central da cidade, nas asas Sul e Norte, Sudoeste e Noroeste. Por questões de tempo e deslocamento, as duas não atendem Águas Claras, mas bem que gostariam. “Os apartamentos lá são muito tentadores. São muito bons, e os condomínios também.”


Com um apartamento localizado em Águas Claras, a gerente financeira Juliana Campos Silva aproveitou o bom momento do mercado em Brasília e contratou uma decoradora. No projeto, a profissional integrou a varanda e a sala de estar, diminuiu a área de serviço e trocou o piso, além de cuidar da luminotécnica. Não só para a parte estética, Juliana acredita que a intervenção de decoradores fez com que os ambientes também ficassem mais harmoniosos.


Juliana conta que a decoradora conseguiu traduzir o que ela queria e deixou o apartamento com a cara dos moradores. “O profissional deve captar o perfil do cliente, a casa deve se parecer com os donos, e não somente com o profissional escolhido”, acrescenta. Mesmo não sendo da área, a gerente financeira acredita que Brasília tem grandes nomes no mercado de decoração. “Alguns têm muita experiência e renome, outros estão chegando agora e buscando seu lugar no mercado, mas há profissionais para todos os gostos e bolsos.”


Para quem gosta de arquitetura contemporânea, atemporal, com projeto limpo, um dos nomes fortes é Walléria Teixeira. Com 18 anos no mercado, cinco desses em Goiânia e 13 em Brasília, seu público é formado em sua maioria por médicos, advogados, empresários e funcionários públicos. Também faz muitos trabalhos corporativos e para construtoras, projetando a parte comum de prédios, como as áreas de piscina e churrasqueira. Muitos deles moram no Noroeste, Lago Sul, Plano Piloto e Águas Claras.


Para Walléria, houve uma mudança na mentalidade do brasiliense, impulsionada pela quantidade de informações que circulam. “Isso faz com que as pessoas fiquem sabendo o que procurar. Elas querem alguém para dar uma orientação, para resolver uma planta. A profissão de arquiteto, em Brasília, está em alta.” Um sinal do crescimento do mercado, para Walléria, é a vinda de grandes construtoras nacionais. “Antes, tínhamos só as locais; agora, as outras estão enxergando aqui um novo público.”


Quem fez o caminho inverso foi o arquiteto Marcelo Rosso. Após 15 anos trabalhando em Brasília, decidiu expandir seu leque de atuação para a região de Luziânia (GO). Lá havia um nicho aberto, que ninguém atendia. Esse público pouco explorado é composto por empresários e fazendeiros. “Muita gente com dinheiro, querendo fazer obras bacanas e que não tinha profissionais capacitados a desenvolver aquilo que pensavam.” Isso porque trabalhar em Luziânia, mesmo estando a 60 km de Brasília, não é tratar com o mesmo tipo de cliente. Lá, de acordo com Marcelo, eles são mais regionalistas. “Tem muita gente que vem do Sul, então eles querem ter casas típicas da região. Como sou de lá também, aproveitei tudo e fui para Luziânia.”


O profissional ainda mantém trabalhos em Brasília. Das 19 obras que está tocando, por exemplo, oito estão na capital. “Nunca fico sem obra em Brasília. Meu público daqui é de pessoas que tentaram, lutaram, conquistaram e conseguiram dinheiro.” Mas é o público de Luziânia que tem movimentado sua vida. Sempre na ponte aérea, faz trabalhos em outros estados, na sua maioria, de imóveis de seus clientes conseguidos no Entorno.


Antes de vir a Brasília, Marcelo trabalhou por dez anos em Santa Catarina. Somando 23 anos no mercado, viu algumas situações peculiares. “Eu posso até achar alguma coisa brega, mas eu vou fazer. É o seu sonho, eu trabalho com ele, então tenho que realizá-lo, de uma forma ou de outra. Mas, sempre associando ao bom gosto, nunca ao mau gosto.”


Para Marcelo, o mercado para arquitetos e decoradores cresceu muito, mas a quantidade de profissionais também aumentou. “Se você faz um bom trabalho, tem mercado. Se não, eles nos chamam para corrigir. Trabalho tem e tem bastante.” De acordo com o arquiteto, o que mudou foi o tamanho e a proporção dos trabalhos. “Fazer uma casa de 1.200 m² hoje é muito raro. Pegamos apartamento de 100 m². A realidade de Brasília é essa. Aumentou muito o valor dos imóveis, e esses diminuíram de tamanho para que a pessoa possa comprar.”


Ao longo do tempo, as pessoas foram tendo noção de que é necessário um bom profissional para realizar o projeto que imaginam para suas moradias. Isso quem afirma é o coordenador do curso de graduação tecnológica em design de interiores do Iesb, Eliton Mendes Brandão. Esse fato está ligado à ordem financeira da sociedade. “Elas buscam primeiro suprir as necessidades básicas. Quando se consegue isso, é natural que busquem o conforto. Assim cresce o mercado.”


Para Eilton, o setor só tende a crescer. Brasília é uma cidade jovem, mas tem prédios com a mesma idade. A mudança das gerações que moram nesses edifícios e outros imóveis torna natural que haja uma renovação das unidades. A modernização desses prédios, a expansão da cidade com a criação de novos bairros, o crescimento da classe média – além de eventos sazonais, como a Copa, as Olimpíadas e os grandes shows –, tudo isso vai impulsionar ainda mais o setor.

 

 

 (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Denise Zuba

 

Trabalha no setor há 35 anos


Formada em Design de Interiores em Minas Gerais


Denise sempre teve facilidade com desenho. Aos 14 anos, venceu um concurso de decoração, e isso a fez despertar para a profissão. Hoje, trabalha com a filha, arquiteta e tenta participar de tudo o que
a área propõe, como palestras e mostras. “Comecei fazendo os projetos em nanquim. Hoje, é tudo em 3D. Tenho de acompanhar a evolução das coisas, já que amo o que faço, e faço com muito gosto.”

 

 

 

 

 

Raffael Innecco

 

 ( Minervino Júnior/Encontro/DA PRESS )

Trabalha no setor há nove anos


Formado em arquitetura em Brasília


O primeiro escritório que abriu foi em 2004. Sempre trabalhou com arquitetura residencial e comercial e com design gráfico. Já trabalhou como web designer no Rio de Janeiro. “Os profissionais das duas áreas são solucionadores de problemas. É preciso saber escutar o cliente.”

 ( Minervino Júnior/Encontro/DA PRESS )

Flávia Amorim

 

Trabalha no setor há 10 anos


Formada em arquitetura em Brasília


“Nós lidamos muito com a criatividade. Todo arquiteto é muito criativo. Mas nós (ela e a sócia) imprimimos muito isso em nossos projetos.” Junto a Renata, Flávia sempre trabalhou no mercado de Brasília. “Eu acho que a história de quase todo estudante de arquitetura é a mesma. Eu sempre desenhei fachada de casinha. Eu fazia dança e teatro, mas sempre queria fazer os cenários. Depois que fiz a escolha por arquitetura, percebi que já era arquiteta e não sabia.”

 

Renata Melendez

 

Trabalha no setor há 10 anos


Formada em arquitetura em Brasília


Junto com a sócia, prima pela ousadia. A dupla não têm medo de misturar cor, texturas, acabamentos. São modernas. Renata sempre quis ser arquiteta, desde pequena gostava de brincar de Lego. E garante que já relacionava a brincadeira à arquitetura. “Nunca passou pela minha cabeça fazer vestibular para outro curso.”

 

 (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Marcelo Rosso

 

Trabalha no setor há 23 anos


Formado em arquitetura em Santa Catarina


Fez curso técnico de desenho e começou a trabalhar na área. Mais tarde, cursou engenharia de agrimensura. Viu que não era aquilo que queria e mudou para arquitetura. “Sempre gostei de decoração, de cores. Foi para esse lado que eu desenvolvi.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Walléria Teixeira

 (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
 

Trabalha no setor há 20 anos


Formada em arquitetura em Goiânia


O querer ser arquiteta foi algo que veio de família. A mãe era formada em belas artes. Sempre participou de vernissages. “Cresci nesse meio, porque arquitetura também é ligada à cultura, às artes, ao jeito de a civilização se portar. Isso foi uma grande alavanca para eu decidir que queria fazer arquitetura.”

 

 (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
André Alf

 

Trabalha no setor há mais de 20 anos

Formado em arquitetura em Brasília

 

Chegou à cidade em 1989 para estudar na UnB, após já ter estudado em um universidade de Goiás. O interesse pelo ramo veio por influência de sua mãe, que vivia mudando tudo em casa e criando coisas. “Quando eu ficava sozinho, logo mudava tudo em casa. Também tive uma namorada que estudava arquitetura. E esse contato firmou o que eu gostaria de fazer de minha vida.”

 

 

Colaborou Rodrigo Craveiro

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017