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Decoração | Arte »

Meu acervo particular

As obras de arte valorizam qualquer espaço e, especialmente em residências, agregam beleza e requinte à decoração

Vanessa Aquino - Redação Publicação:17/03/2014 14:50Atualização:17/03/2014 15:21
Elas não estão restritas às galerias de arte. Colecionadores costumam incorporar pinturas, esculturas, vasos, vitrais ou cerâmicas à decoração residencial. As possibilidades são muitas, mas é preciso bom senso e seguir as orientações de profissionais para obter um resultado harmônico em um espaço que agregue requinte, beleza, destaque e segurança para peças tão valiosas. “Nós, arquitetos e designers de interiores, não produzimos obras de arte. Mas somos reféns dela. É muito difícil garantir a qualidade da decoração sem a presença da arte, seja ela uma pintura, uma escultura, uma fotografia, um móvel de desenho consagrado. Muitas vezes e, dependendo da importância da obra, o trabalho do designer fica a reboque da obra de arte”, diz a arquiteta e designer de interiores Yeda Garcia.

Burle Marx
 (Haruo Mikami/divulgação)

No projeto desta sala de drinque, os arquitetos Hélio Albuquerque e Sonia Peres expuseram vasos raros e vidros das décadas de 1960/1970 e, na parede, a tela de Burle Marx imprime cores e movimentos que complementam a atmosfera do ambiente.

Alfredo Ceschiatti
 (Divulgação)

Na sala de jantar da casa, vemos ao fundo uma escultura de Alfredo Ceschiatti, responsável pelas famosas esculturas dos anjos que adornam a Catedral Metropolitana de Brasília. A peça rouba a cena do ambiente criado por Yeda Garcia. O mesmo espaço exibe ainda lustre francês do século XVIII.

Oscar Niemeyer
 (Haruo Mikami/divulgação)

Neste living, o destaque é a chaise desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e o complemento decorativo vem com a estante repleta de objetos trazidos de viagens. O projeto dos arquitetos Hélio Albuquerque e Sonia Peres encanta pela sofisticação.

Émile Gallé
 (Edgard Cesar/divulgação)

Esta estante foi projetada especialmente para um casal colecionador de vasos do artista vitralista e ebanista francês Émile Gallé. A iluminação valoriza cada uma das obras, conferindo imponência e requinte ao ambiente da
sala. Nichos de proporções de diferentes foram trabalhados com equilíbrio e harmonia, resultando na composição ideal para as obras do casal. O projeto é da arquiteta May Moura e a execução, da Ornare.

Romero Britto
 (Haruo Mikami/divulgação)

Ao fundo da sala de jantar projetada pela arquiteta Sara Volpato há uma pintura original do artista plástico Romero Britto. As cores fortes, características do trabalho do pernambucano, imprimem vigor e personalidade ao espaço.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017