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Criadores de elite

Grandes pecuaristas de Brasília contam os caminhos que percorreram - e percorrem - para ter um rebanho de ponta, com ganho genético de alto nível e produtividade de destaque no cenário nacional

Tereza Rodrigues - Publicação:20/03/2014 14:02Atualização:20/03/2014 14:50

Os sócios Henrian Gonçalves e Renato Cavalheiro com a vaca Beldade: mostra do rebanho campeão da Chácara Carnnel (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Os sócios Henrian Gonçalves e Renato Cavalheiro com a vaca Beldade: mostra do rebanho campeão da Chácara Carnnel
 

Um ditado é certo entre os criadores de gado bem-sucedidos: “Para se chegar a bons resultados, é preciso três Rs – raça, ração e relacionamento”. Se levado ao pé da letra, pode parecer simples demais, até ingênuo, mas foi conhecendo de perto fazendas-modelo na região do Distrito Federal que Encontro Brasília pôde entender a complexidade (e a veracidade) de tal aforismo.


Quando fala em raça, o presidente da Associação de Criadores de Nelore de Brasília (Brasnel), Henrian Gonçalves Barbosa, não tem dúvida de que a evolução da pecuária já é uma realidade por aqui. Na Chácara Carnnel, em Sobradinho, ele e o sócio Renato Cavalheiro acreditam que o melhoramento genético, conquistado com anos de investimento em tecnologias como transferência de embriões (TE) e fertilização in vitro (FIV), resultou em um gado de elite cujas crias são, muitas vezes, melhores que os progenitores.

Competitividade: o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e, de acordo com os pecuaristas, o resultado reflete não só uma vocação natural do país, mas grandes investimentos em tecnologia para o melhoramento genético dos animais (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
Competitividade: o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e, de acordo com os pecuaristas, o resultado reflete não só uma vocação natural do país, mas grandes investimentos em tecnologia para o melhoramento genético dos animais

E o resultado é visto na atividade- -fim do negócio: a produção de carne. “É na busca desses animais melhorados que o rebanho brasileiro vai se aperfeiçoando: na precocidade de abate, no ganho de peso mais rápido e na qualidade de carcaça”, explica Henrian Gonzaga, que tem animais que atingem 1.000 kg com 24 meses de idade – uma realidade muito diferente de 20 anos atrás, quando os campeões nacionais não chegavam a 1,5 tonelada nem no auge da produtividade, com 50 meses.


Hoje, o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e muita gente acredita que o resultado reflete uma vocação natural do país, já que temos um sistema de produção bastante competitivo, com grandes pastagens e abundante oferta de grãos – o que garante a suplementação na época de seca e confere à carne brasileira um caráter de produção mais natural. Renato Cavalheiro explica, no entanto, que o espaço físico está cada vez mais caro e difícil aos fazendeiros. “Então, em uma área menor, você precisa ter um resultado melhor. E a tecnologia nos serve é aí, pois conseguimos um ótimo aproveitamento.”

Na Fazenda Esplanada, José Luis Abohiram Gonçalves e seu genro Alex Coutinho estão dando um novo salto no melhoramento genético do rebanho: 3 mil prenhezes por Transferência de Embrião em Tempo Fixo (TETF) (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
Na Fazenda Esplanada, José Luis Abohiram Gonçalves e seu genro Alex Coutinho estão dando um novo salto no melhoramento genético do rebanho: 3 mil prenhezes por Transferência de Embrião em Tempo Fixo (TETF)

Os sócios Henrian e Renato investem pesado, não só na raça, mas também em outro R, a ração. Não por acaso são os primeiros do ranking de criadores de Nelore do DF. Animais como o bezerro Harmônico, uma promessa de premiação nacional, representam isso muito bem. Com 7 meses, ele já pesava 450 kg. E este número muda diariamente, porque ele tem um ganho médio de 1.880 kg confinado com silagem de milho, feno, ração balanceada e vitaminas, além de receber um tratamento de ponta que inclui banhos, exercícios físicos e passeios, para acostumá-lo com o manuseio em leilões e grandes exposições. O custo de animais como o Harmônico chega a R$ 1.500 por mês. A chácara, que tem uma área bem pequena, de 21 hectares, e sete funcionários, requer um investimento de R$ 80 mil mensais.


E é no R de relacionamento que os gastos na Carnnel dão o maior retorno. De acordo com Henrian, eventos como a Expoinel e a Expozebu, em Uberada (MG), dos quais eles participam todos os anos, são uma vitrine do que é conquistado no campo. Nos leilões, ele e Renato comprovam que os investimentos valem a pena, já que, por terem animais campeões nacionais, o rebanho todo se valoriza e hoje eles têm crias com preço de mercado de R$ 100 mil a R$ 1 milhão. “Mas tem de participar, tornar-se conhecido e saber os momentos certos do mercado. Conseguir diferenciar quando o produto é bom e quando só está na moda. Porque a pecuária tem muito modismo, como em qualquer negócio.”

Na baia da Chácara Carnnel, animais como Harmônico (à frente) recebem tratamento especial: chegam a custar R$ 1.500 por mês
 (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Na baia da Chácara Carnnel, animais como Harmônico (à frente) recebem tratamento especial: chegam a custar R$ 1.500 por mês

E a maturidade, para outro grande criador, o advogado Wilfrido Marques, foi exatamente fugir dos modismos e se voltar para a propriedade. Ele está completamente realizado com suas fazendas, a Sanga Puitã e a Vale do Sossego, que ficam em Cristalina (GO) a 60 km da região central de Brasília. A primeira é mais voltada para animais (além do rebanho bovino, ele investe também em ovinos e equinos de raça) e a segunda tem foco na agricultura. São terras vizinhas e uma complementa a outra. Ele diz que sua proposta agora é alcançar a produtividade máxima nas plantações e nas baias. “Meu sucesso, hoje, é a integração. Eu aproveito os resíduos de agricultura para alimentar meu gado. Antes de colocar os animais no confinamento, eles ficam 30 dias na palhada, e eu vejo o descarte da soja, do feijão e do milho se transformar em carne. Dá gosto”, diz.


Mesmo fora do mercado das grandes cifras, já que a pecuária dele é atualmente voltada para a fase final – a venda de animais para o abate –, Wilfrido diz que não quer mais “holofote” porque já tem um gado de altíssimo nível. Resultado de investimentos pesados, como um embrião de R$ 98 mil que comprou quando decidiu ter um rebanho de ponta. Desde então, foram conquistadas a base do rebanho e a tranquilidade do criador. Hoje ele faz dois turnos de confinamento por ano e seus bois ganham, em média, seis arrobas em 70 dias.

Funcionários da Esplanada, Josezito de Carvalho e seu pai, Jaime Lima de Carvalho, cuidam do NJRB 430: campeão da fazenda e 1º prêmio em Uberaba (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
Funcionários da Esplanada, Josezito de Carvalho e seu pai, Jaime Lima de Carvalho, cuidam do NJRB 430: campeão da fazenda e 1º prêmio em Uberaba

Sempre de olho nos indicadores e na sazonalidade desse mercado, ele exemplifica como um “bom momento” dezembro de 2012, quando vendeu 400 rezes por R$ 108 a arroba. “Posso procurar a melhor oferta, já que estou muito bem localizado, com escoamento fácil para Minas Gerais, DF ou Goiás. Então, tenho mais domínio do processo”, conta.


A médio prazo, o plano é fazer cada confinamento com mil animais. Para isso, Wilfrido investe também em angus: “São bons touros para fazer animais cruzados. Com eles, eu busco a rusticidade do nelore e a precocidade e a qualidade de carne do angus. O animal tem dado um bom resultado.” Consciente de ter “acertado”, o criador frequentemente torna-se anfitrião de delegações estrangeiras, que têm ido às suas fazendas conhecer um exemplo de agronegócio brasileiro. “Eu penso macro, este é o futuro do país. O dia em que um presidente da República valorizar o homem do campo de verdade, a economia muda em seis meses”, diz.

Fora dos holofotes dos grandes eventos, Wilfrido Marques se voltou para a própria propriedade: o objetivo é alcançar a produtividade máxima nas plantações e nas baias (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Fora dos holofotes dos grandes eventos, Wilfrido Marques se voltou para a própria propriedade: o objetivo é alcançar a produtividade máxima nas plantações e nas baias

Eleito melhor criador do DF pela Associação de Criadores de Nelore do Brasil, Elson Cascão posa para a foto do jeito que gosta: entre bois e árvores (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Eleito melhor criador do DF pela Associação
de Criadores de Nelore do Brasil, Elson
Cascão posa para a foto do jeito
que gosta: entre bois e árvores
Mesmo que se mostrem “cansados de lamentar”, uma característica comum a grandes pecuaristas é não contar com a ajuda do poder público para seus feitos. Em Brasília mesmo, até as históricas exposições de gado que existiram no Parque de Exposições da Granja do Torto não existem mais. O espaço continua administrado pela Associação de Criadores do Planalto (ACP), mas é considerado mal gerido e subaproveitado. Inclusive, atualmente há uma tentativa do Governo do Distrito Federal (GDF) de reaver a área para outros fins. Independentemente do resultado dessa disputa, o que os criadores dizem preferir são políticas que agreguem valor e diminuam os custos da atividade.


Uma forma de tentar responder a essa demanda foi anunciada no início do mês passado, com o Plano Mais Pecuária, lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Tudo que for para modernizar a pecuária é bem-vindo. Mas há pontos controversos no projeto, estamos discutindo as propostas com entidades de classe. A coisa está amadurecendo ainda”, resumiu Antenor de Amorim Nogueira, presidente da Câmara de Carne Bovina da pasta.


A maioria das metas do Plano, que é dividido em quatro eixos, é programada para os próximos 10 anos. Nesse período, o programa Mais Carne, por exemplo, pretende aumentar a produtividade bovina em 100%, passando de 1,3 bovino por hectare para 2,6 bovinos por hectare. Ao dobrar essa lotação, o país poderá produzir 13,6 milhões de toneladas de carne em uma área de 113,8 milhões de hectares. Além disso, o governo tem a meta de disponibilizar, até 2023, cerca de 252 mil touros reprodutores por ano e permitir que a oferta de sêmen de gado leiteiro nacional cresça pelo menos 50%.

Para Maurício Peixer, a qualidade do rebanho do DF se deve à 'popularização' da fertilização in vitro (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Para Maurício Peixer, a qualidade do rebanho do DF se deve à "popularização" da fertilização in vitro

Mas, pelo que se vê, os grandes criadores têm pressa e querem fazer acontecer em menos tempo. Na Fazenda Esplanada, que fica no Núcleo Rural Santos Dumont, José Luis Aboriham Gonçalves aumenta o brilho dos olhos ao falar do projeto de emprenhar ao mesmo tempo 3 mil vacas pelo método Transferência de Embrião em Tempo Fixo (TETF), em parceria com a empresa Bio Biotecnologia Animal, que tem sede no Park Way. Eles vão utilizar fêmeas de comprovada eficácia de produtividade para a produção de animais para o abate. O pioneirismo se dá principalmente pelo ganho genético em grande quantidade, já que todas as 500 doadoras vêm de uma seleção rigorosa de nelore e brahman, e seus bezerros vão custar apenas 20% do que é gasto normalmente em crias de elite na fazenda. Além disso, se tudo ocorrer conforme planejado (já que melhoramento genético não é matemática, convenhamos), o ganho de peso vai ser 30% mais rápido do que em bezerros de campo. “Com essa genética, o desempenho vai ser muito melhor. Nosso plano é vender algumas crias no desmame, com 7 meses mais ou menos, e a maior parte ficar com a gente, para abater com 16 meses e 17 arrobas”, calcula o genro de José Luis, Alex Coutinho, que é diretor de agronegócio do grupo.


Não é comum chamar fazendas de grupo, ou empresa, mas nesse caso abre-se uma exceção. Para entender o tamanho do negócio, é preciso deixar a imaginação correr solta, pois são terras a perder de vista: no total de sete fazendas (Esplanada I, II, III etc.), há 16,5 mil hectares. Cerca de 3 mil hectares plantados de soja, milho e sorgo. Além de mais de 12 mil cabeças de gado. Outro ponto forte da Esplanada são as aves – a produção passa de 2,5 milhões de frango por ano e 20 milhões de ovos.

O rebanho da Fazenda Recreio cumpre o objetivo do dono, Elson Cascão: um bom gado não só de pista, mas produtivo a pasto (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
O rebanho da Fazenda Recreio cumpre o objetivo do dono, Elson Cascão: um bom gado não só de pista, mas produtivo a pasto

José Luis conta que, quando comprou ali seu primeiro pedaço de terra, em 1986, ele só via formiga e cupim. Mas o terreno ruim se transformou em uma boa surpresa. Com o aproveitamento dos adubos obtidos nas granjas (as chamadas cama de frango e cama de galinha), ele foi melhorando a terra. “A primeira impressão foi péssima, mas comprei no peito e na raça. Hoje, digo que a performance da minha produção é apurada. Fazendeiros de outros estados vêm aqui procurar meu gado para comprar porque sabem que podem confiar”, conta. No dia em que a reportagem esteve na fazenda, um tourinho acabara de ser vendido para um criador do Maranhão por R$ 17.500.


Não por acaso, a Esplanada é uma das poucas fazendas que ainda faz leilão de gado anualmente, há 17 edições. Outros criadores costumam se programar para o evento, que em 2014 acontecerá em 20 de setembro. “Vendemos cerca de 50 touros e de 10 a 20 fêmeas, todos selecionados. No leilão, podemos apresentar o que o José Luis chama de ‘tecnologia Esplanada’”, conta Alex Coutinho.


Conhecedor do gado da região, o veterinário Maurício Peixer, um dos sócios da Bio Biotecnologia Animal, explica que a qualidade do rebanho do DF se deve basicamente à “popularização” da fertilização in vitro, que é muito usada por José Luis: “A FIV permite aumentar em grande escala o número de embriões

'Nossos tourinhos viram ótimos reprodutores e os compradores sempre voltam querendo mais', diz Matheus de Paiva Jordão, gerente da Fazenda Recreio (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
"Nossos tourinhos viram ótimos reprodutores e os compradores sempre voltam querendo mais", diz Matheus de Paiva Jordão, gerente da Fazenda Recreio

produzidos. Agora, conseguimos produzir 35, 40 bezerros por ano de uma única doadora”. Tal multiplicação, segundo ele, permite diferenciar o bom produtor de um produtor de menor capacidade. “Quem não investe, não consegue competir. Porque quem está à frente identifica os bons animais e os multiplica. A evolução é rápida. A produção aqui é pequena, se comparada a estados, como Goiás, mas a produtividade é alta”, diz.


Maurício conta que, quando saiu da faculdade, a tecnologia do momento era inseminação artificial. “Depois, veio a transferência de embrião, a fertilização in vitro, a clonagem e, agora, a célula-tronco. E sei que técnicas novas ainda vão surgir”, adianta o especialista.


Em Brasília, há duas unidades da Embrapa realizando pesquisas para o avanço das técnicas de produção de embriões in vitro. De acordo com Carlos Frederico Martins, responsável pelo Centro de Transferência de Tecnologias de Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados, onde são feitas pesquisas de bovinos das raças gir leiteiro, sindi e guzerá, os estudos buscam a seleção de animais que produzam mais leite em condições tropicais. Atualmente, a FIV e a clonagem estão no foco, mesmo que esta última seja ainda pouco comercializada, principalmente por ser cara aos produtores. “A clonagem é uma tecnologia em crescimento no país. Já temos mais de 150 animais nascidos no Brasil e existem pelo menos três grandes laboratórios vendendo o procedimento”, conta Carlos Frederico.

Tecnologia no campo: o Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial da produção de embriões (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
Tecnologia no campo: o Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial da produção de embriões

Para a pesquisadora Margot Alves Nunes Dode, presidente da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), que é também funcionária da Embrapa, o Brasil ocupa hoje uma posição de destaque no cenário mundial no que se refere à produção de embriões. Segundo ela, só em 2012 foram produzidos mais de 412 mil embriões, a grande maioria de genética zebuína. “No entanto, apesar desses números serem expressivos, tais biotecnologias são aplicadas em menos de 15% do rebanho nacional, com vários desafios a serem ainda vencidos.”


Na região onde grandes criadores fizeram nome, como Joaquim Roriz e Gil Pereira, um pecuarista se destaca pela vivacidade com que cuida do rebanho, aos 82 anos de idade. Elson Cascão poderia ter continuado como empresário do setor de combustíveis (como a maioria dos fazendeiros de Brasília, ele tem outra profissão e vai para o campo basicamente nos finais de semana), mas há quase 15 anos comprou a Fazenda Recreio e lá descobriu sua verdadeira vocação às margens do rio São Bartolomeu.


A preocupação com o meio ambiente o levou a buscar uma técnica inovadora: a silvicultura com pastagem. Por meio dela, ele consegue uma simbiose interessante – aduba as árvores, melhora o capim plantado entre elas, e vê o gado bem tratado, criado à sombra. De quebra, em um futuro próximo, atenderá uma demanda que não para de crescer. “Eu consigo aqui o chamado ‘boi verde’, que está na moda, juntamente com o sequestro de carbono. Vou vender mogno africano, eucalipto, teca e acácia. Além de já ter sempre um gado de ponta para quem quiser comprar. Tem coisa melhor?”
Na Recreio, há também diversas árvores frutíferas e espécies raras como as palmeiras-azuis, conhecidas como bismarckia. Mas o forte está mesmo na venda de tourinhos – novilhos que saem da fazenda com idade entre 24 e 36 meses, por uma média de R$ 6 mil, e vão para diferentes fazendas com o intuito de melhorar a genética de outros criadores. Percebe-se que a lógica da concorrência é outra, pois todo mundo sai ganhando.

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“O diferencial dos nossos tourinhos é que eles respondem bem, viram ótimos reprodutores e os compradores sempre voltam querendo mais”, conta Matheus de Paiva Jordão, que há 10 anos trabalha como gerente da Recreio. Segundo ele, o patrão preocupa-se em ter um criatório primoroso: “O objetivo sempre foi fazer um gado não só de pista, mas ter um rebanho produtivo a pasto”, explica.
E o reconhecimento veio a galope, como dizem no meio rural. No ano passado, Elson Cascão recebeu o prêmio de melhor criador do DF pela Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). A premiação aconteceu principalmente pelo número de touros que sua fazenda já colocou nas centrais para retirada de sêmen.


Ter um touro em central pode parecer o auge, mas Elson Cascão gosta mesmo é de falar do futuro do Haresh da Recreio, o touro que está em uma central em Uberaba e que vem se destacando como um “príncipe” – aos 3,5 anos já premiou várias vezes e hoje é uma grande promessa nacional.
Pelo que se vê, os criadores que investem e acompanham o ritmo do mercado pecuarista do DF – e do Brasil, claro – podem incluir outro R no ditado citado no início desta matéria. Porque raça, ração e relacionamento, se bem manuseados, dão certamente o melhor R de todos: o R de resultado.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017