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Nas luxuosas asas do Planalto

Prestes a inaugurar uma de suas alas, o aeroporto apresentará serviço à altura da exigência brasiliense, entre eles uma suntuosa sala VIP como nenhuma vista na América Latina

Jéssica Germano - Redação Publicação:27/03/2014 14:57Atualização:27/03/2014 15:24

A sala vip do aeroporto tem 1.800 m2: todos os serviços disponíveis serão gratuitos para os clientes selecionados de companhias aéreas ou cartões de créditos (Fotos: Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
A sala vip do aeroporto tem 1.800 m2: todos os serviços disponíveis serão gratuitos para os clientes selecionados de companhias aéreas ou cartões de créditos
 

Até a Copa do Mundo, serão R$ 900 milhões investidos. Apenas uma parte da quantia total que promete mudar completamente a referência que se tinha do aeroporto da capital, quarto maior do país em fluxo de passageiros. Com 52 opções de serviços a mais – entre gastronomia, lojas e bancos –, 3.100 vagas de estacionamento, um sistema automatizado de bagagens, 69 novos balcões de check-in e um restaurante de rede americana conhecida, a expectativa para o novo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek é alta.


A imaginação do novo cenário, por sua vez, talvez não seja capaz de alcançar a realidade de um espaço em particular: a sala vip. São 1.800 m² de lounges, estofados, mármore e telas de última geração. Uma grande sala em estilo loft que promete o que Brasília há tempos busca em seu perfil consumidor: elegância, conforto e personalização de serviços.


A imponência vem desde a chegada, com recepcionistas, ao molde de um hotel cinco estrelas, e um moderno painel eletrônico elencando os próximos voos. A partir daí, a missão é escolher um dos vários conceitos que o espaço para passageiros “importantes”– como sugere a tradução da sigla em inglês VIP (very important people) – oferece.

Um dos lounges da sala vip: espaço preza pelo conforto e pela sofisticação (Fotos: Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
Um dos lounges da sala vip: espaço preza pelo conforto e pela sofisticação

Gerente comercial corporativo da Inframerica, Sergio Rinaldo resume a logística que dá acesso ao salão exclusivo: “Você se cadastra, entra por cartão de crédito, companhia aérea ou por distintas parcerias futuras, e depois tem acesso ilimitado e gratuito a todos os serviços disponíveis dentro da sala”. Entre os oferecidos, chamam os olhos logo na entrada a área para crianças, com biblioteca, três diferentes videogames e sala de amamentação, em decoração minimalista. Logo depois, o business center, com seis Mac Books e seis Windows de última geração, lembra o perfil dos futuros frequentadores do local. O bar fica a cargo da Diageo – conglomerado de marcas de bebidas mundialmente conhecidas como Johnnie Walker, Baileys e Smirnoff.


Já um pouco mais adiante, é o conceito de conforto que convida ao espaço de entretenimento com grandes poltronas e TVs de LCD individuais, sistematizadas com canais via satélite e fones de ouvido, reproduzindo a escolha do cliente.


“A nossa visão para esse aeroporto foi gerar um conceito de uma boa infraestrutura, mas que também fosse um momento agradável para o passageiro”, conta Rinaldo. O espaço exclusivo reúne também salão de beleza e spa, ambos em decoração suntuosa. Prevista para começar a funcionar na primeira quinzena de março, a sala VIP, que dará acesso direto à aeronave de destino, traz ainda um serviço de catering – com bufês de café da manhã, almoço, lanches e petiscos –, um espaço de salas, com duas opções de tamanho e serviço de teleconferência para reuniões, além de dois ambientes de descanso para casos de long stay (espera mais longa), com direito a home theater e sofá-cama em luz ambiente.

Para esperas mais longas: espaço de entretenimento com grandes poltronas e TVs de LCD individuais, sistematizadas com canais via satélite e fones de ouvido (Fotos: Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
Para esperas mais longas: espaço de entretenimento com grandes poltronas e TVs de LCD individuais, sistematizadas com canais via satélite e fones de ouvido

Gerente comercial corporativo da Inframerica, Sergio Rinaldo: 'Nossa ideia é proporcionar, além de infraestrutura, momentos agradáveis aos passageiros' (Fotos: Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
Gerente comercial corporativo da
Inframerica, Sergio Rinaldo: "Nossa
ideia é proporcionar, além
de infraestrutura, momentos agradáveis
aos passageiros"
O acesso ao espaço privilegiado tem como ponto de partida altas bandeiras de empresas que costumam protagonizar o ramo da aviação. Nesses casos, são os títulos platinum, black e red, já conhecidos, que liberam o passe. Apesar de esse ser o público-alvo dos serviços montados, o gerente comercial da Inframerica antecipa que não será o único, possibilitando frequentadores comuns do aeroporto usufruírem dos benefícios ilimitados pela área. “Caso chegue um estrangeiro, que não tenha cartão de crédito, não tem fidelização com nenhuma empresa aérea, ele poderá pagar sua entrada”, exemplifica. Ele pondera, porém, que esse grupo será minoria, cerca de 3% dos passageiros que devem ser vistos no setor. Para esses casos, o ingresso – fixado inicialmente em R$ 100 e R$ 200, a depender do pacote escolhido – funciona no mesmo molde de all inclusive (todos os serviços incluídos). A dúvida fica entre a escolha da categoria: VIP lounge, com todos os serviços citados anteriormente, ou VIP Executive, em que todas as etapas pré e pós-embarque passam por atendimento personalizado, do momento da chegada, com serviço de manobrista, ao trajeto até aeronave, em carrinho de golfe se preciso for, passando por um elevador privativo que leva direto à sala exclusiva. “No serviço Executive, a gente transforma todo o aeroporto em um aeroporto VIP: do serviço de embarque ao de bagagens”, comenta Rinaldo.


A sala de amamentação tem cores claras: além deste espaço, haverá biblioteca e sala de videogames para crianças (Fotos: Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
A sala de amamentação tem cores claras:
além deste espaço, haverá biblioteca e
sala de videogames para crianças
Apesar de já ter sua estrutura toda concluída, a sala, que é a maior com esse perfil em território latino, ainda pode sofrer mudanças e acréscimos. De acordo com o representante da concessionária responsável pelo aeroporto de Brasília nos próximos 23 anos, a ideia é que cada um dos cinco lounges ganhe a identidade de uma empresa que some no conceito luxo do espaço. “Nós queremos marcas que fiquem na sala e que sejam a imagem dela, um ambiente de classe A”, completa, antecipando o perfil dos que irão procurar nos 15 dias que se seguem à abertura do local, período também conhecido como soft oppening.


Além da sala localizada na área central do aeroporto, com capacidade para atender confortavelmente 300 passageiros simultaneamente, outras duas menores devem ser inauguradas nas duas novas alas que darão a identidade do novo aeroporto: o Píer Sul e o Norte. Os nomes vêm da referência ao recorte de avião da cidade. Com previsão de inauguração para início de abril e fim de março, respectivamente, os dois setores concentrarão a maior parte do tráfego de passageiros com 18 pontes de embarque, novas marcas gastronômicas e de varejo. Para os ansiosos em ver o aeroporto da capital longe do ranking dos piores do Brasil, o gerente comercial instiga: “A sala VIP é única, é um conceito, mas não a enxergamos como o nosso sucesso. Os píeres, que serão para 100% dos nossos passageiros, é que vão fazer a diferença”. E com os prazos batendo à porta, ele garante: “Em três meses, Brasília terá o melhor aeroporto do Brasil”.

 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017