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Artigo | Márcio Cotrim »

Homenagem aos países amigos

Márcio Cotrim - Redação Publicação:12/05/2014 11:19Atualização:12/05/2014 11:29

A iniciativa, vitoriosa, foi instituída em 1990 pela Secretaria de Cultura do governo do Distrito Federal (GDF). Agora, como ideia do mês, a sugestão é restabelecer programa tão bem sucedido que promove cordial manifestação da capital na data mais importante de países amigos.

Na verdade, os diplomatas apreciam Brasília, alguns adoram, até fixam residência aqui depois de aposentados. A cidade, antes tida como cafundó, hoje é posto atraente pela vida aprazível que oferece. Além de comodidades operacionais, guarda sabor éxotique por sua peculiar bifrontalidade. Um amigo francês, da carrière, diz que quando almoça no Clube de Golfe e contempla a beatífica quietude da paisagem, lembra-se dos tempos em que viveu no Quênia.

Como toda capital que se preze, Brasília não dispensa seu lado cosmopolita. Ele é resultado de uma lei não escrita que funciona com placidez diplomática nos salões da cidade.



A data nacional de cada país pode e deve merecer homenagem do governo do Distrito Federal. Numa solenidade simples, os diplomatas do país amigo e seus convidados se encontram na pequena esplanada do Panteão da Pátria.

Depois de escutarem o hino nacional do país e o do Brasil, executados por banda oficial brasiliense, todos se encaminham ao andar superior do Panteão, onde são brindados com pequeno concerto cujo repertório inclui melodias do país homenageado e brasileiras, interpretadas por um bom conjunto – da UnB ou, quem sabe, da Escola de Música de Brasília.

Uniformes coloridos, música marcial e todo o envolvimento que reveste esses momentos. Atração visual e auditiva, coisa de meia hora, que logo se transformará em simpática rotina na vida da cidade.

Rápidas palavras do embaixador visitante e do representante do GDF. Pronto, estará cumprido um singelo ato de boa convivência internacional.

Eis aí outra faceta do intercâmbio cultural que pode ser desenvolvido pelo GDF junto ao corpo diplomático. Iniciativa nascida da consciência e, mais que isso, da convicção de que Brasília está pronta para exercer sua verdadeira vocação como capital brasileira.

Não é assim em outros lugares, como no Palácio de Buckingham, em Londres? Só que aqui, modéstia à parte, mais alegre e ensolarada, com precioso bafejo tropical...

“Diplomata é aquele que lembra o aniversário de uma mulher, mas esquece a idade dela” (Do saudoso embaixador Jório Salgado Filho).


*Todo mês, Márcio Cotrim, diretor cultural da Fundação Assis Chateaubriand, apresenta uma sugestão de sua "Usina de Ideias"

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017