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VIDA DIGITAL »

Para fazer dinheiro

Fred Bottrel - Colunista Publicação:16/05/2014 14:01Atualização:16/05/2014 14:33

No maior evento de mobilidade da América Latina, não é mole ter seu lugar ao sol. No frenesi de produzir um aplicativo que seja sucesso, a disputa era intensa entre as 100 startups participantes da segunda edição do Brazilian Application Seminar – Brapps, que rolou no fim de abril, em Brasília. De olho em cases como Facebook, Flapbird e Angry Birds, fazer dinheiro com os empreendimentos ainda é etapa utópica para muitos. Para desvendar alguns dos mistérios monetários desse universo, Encontro Brasília bateu um papo com Saulo Arruda, da Jera, referência em desenvolvimento sob medida de apps para iPhone, iPad, Android e Windows Phone. Ele mediou debate sobre monetização de apps e tentou dar o caminho do arco-íris para o pote de ouro.

 

Quais são os erros e desafios mais comuns de desenvolvedores de startups na hora de monetizar os apps?
Apesar de existirem várias opções para monetização, os grandes desafios são vencer a grande concorrência para conseguir atenção na hora de captar novos usuários e depois a retenção desses usuários para continuar usando o app.

Que estratégias driblam a indisposição do brasileiro em abrir o bolso para o consumo digital?
A monetização por meio de anúncios pode ser uma alternativa viável, mas também vários serviços têm o app como mais um canal para acesso de informações com pagamento por meio de assinatura, como o Netflix. Outra opção é distribuir o app gratuitamente e monetizar com compras dentro do app, como uma nova fase de um game.

Como prever que um modelo de negócios para um aplicativo vai emplacar?
O grande segredo é testar várias hipóteses. Conhecer bem o perfil dos usuários, analisar dados e experimentar estratégias são o caminho mais seguro para chegar a um modelo de negócios viável. Diferente de negócios tradicionais, na área de tecnologia é possível experimentar várias estratégias para captar usuários, mantê-los ativos e, por consequência, monetizar.

O que o desenvolvedor deve fazer quando a “onda passar” e o app não for mais lucrativo? Desapegar?
Estima-se que o tempo de vida de um aplicativo gira em torno de um a dois anos, por isso é tão importante sempre se reinventar. Muitas vezes um app popular pode ser um trampolim para captar usuários para um novo negócio. Essa é uma boa estratégia para alavancar novas possibilidades.


A pergunta de um milhão de dólares: propaganda ou compra dentro do app?
Depende do tipo de negócio. Games funcionam bem com compras dentro do app, por outro lado, aplicativos com foco em conteúdo tendem a ter mais sucesso com propaganda. Temos visto vários negócios com foco em marketplaces, onde existe um anunciante (que paga a conta) e um consumidor, como também aplicativos em que a venda é feita de forma off-line, como apps para campanhas de marketing.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017