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NA MESA | Liana Sabo

Liana Sabo - Colunista Publicação:26/06/2014 10:48Atualização:26/06/2014 11:35

 (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)

BOMBONS DA COPA


O brasiliense Alexandre Ferreira, de 24 anos, ex-atleta profissional, que jogou futebol em Goiás e na Bahia, abandonou o gramado há dois anos para enveredar no mundo da doçaria. Em tempos de campeonato mundial, o chocolatier se inspira com muita propriedade no antigo ofício para lançar uma linha de bombons que ele chamou Sabores da Copa. Pelo menos sete dos 32 países que disputarão o campeonato ganharam um doce antes mesmo de jogar. Só o Brasil ganhou dois: um com pequi e o outro com caipirinha. Os demais bombons são Argentina, com alfajor e doce de leite; Espanha, damasco; Itália, pistache; Estados Unidos, mirtilo; México, chocolate com pimenta;  e França, chocolate com champanhe. “Procurei me inspirar nas referências gastronômicas de cada país”, explica o dono da grife Aguimar Ferreira, instalada no Sudoeste.

 

 

 (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)

 

 

PARECE, MAS NÃO É

 

À primeira vista, parece uma tartelete de morangos. Só que vem quentinha e salgada. Ao morder, você percebe a crocância da brusqueta, feita com a legítima farinha italiana de grano duro zero zero, e as “frutinhas” são mesmo adocicadas, mas de uma leve doçura natural inerente a sweet grape. Os tomatinhos vêm refogados com um pouco de alho e um toque de azeite de oliva, ensina Luigi Tavazza, que fez curso em Roma para se tornar pizzaiolo. Na La Fornacella (312 Norte) há outras receitas exclusivas, como as pizzas de carpaccio de carne e a de bacalhau à Dom Francisco, uma homenagem ao chef Francisco Ansiliero, que estreia este mês.

 

 

 (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
DESJEJUM ORGÂNICO

 

Nada menos do que sete itens em um farto café da manhã não provocam azia nem sensação de ter comido demais. O segredo está na composição dos ingredientes puros, frescos e saudáveis, como recomenda a cozinha orgânica praticada no restaurante Bhumi, de Gilberto Costa Manso. Lá, o capuccino é sem lactose, servido com leite de castanhas; e o suco pode ser de laranja natural ou suco verde, feito de folhas diversas e um pepino. Fatias de pão integral tostadas em manteiga ghee são degustadas com homus (grão-de-bico cru com gergelim). Você escolhe o recheio da tapioca (de queijo, de coco ou de ovos mexidos). Ainda vêm salada de frutas da estação, bolinho de cenoura com cobertura de chocolate e até omelete de legumes com queijo. Se a opção for vegana, a omelete é substituída por um minicake vivo de maçã. Haja saúde!


                                                                    GOL DE PLACA

 

O restaurante escolhido pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, para conhecer a gastronomia brasiliense logo depois da abertura da Copa das Confederações, em junho do ano passado, quer fazer bonito também na Copa do Mundo. O Oliver está com um espaço extra, praticamente do tamanho do restaurante, onde a balada rola solta com música ao vivo de dia e à noite (não só nos jogos do Brasil). A programação é eclética, mas o proprietário, Rodrigo Freire, garante ser bem brasileira. O cardápio prioriza comidinhas de boteco, mas não faltam opções frescas e leves, como o ceviche clássico.


 (Minervino Júnior / Encontro / DA Press)
AUTOSSUFICIÊNCIA GOIANA


Dois anos depois de ser lançado o primeiro vinho goiano, engarrafado em Cocalzinho na BR-040, a terra do pequi e da guariroba produz a sua primeira cerveja artesanal, a Colombina, em três estilos diferentes. Um deles –  American India Pale – tem uma pegada bem local, pois leva a adição de um ingrediente típico do cerrado, a rapadura Moça Branca. A bebida, que harmoniza bem com pratos mais gordurosos e picantes, ganhou medalha de bronze numa premiação do Festival Brasileiro de Cerveja, realizado em março, em Blumenau, onde nenhuma outra concorrente alcançou nota para as categorias prata e ouro. Os outros dois estilos da Colombina são o Lager (leve, de creme denso e cor dourada) e Weiss, de trigo claro e não filtrado. As três cervejas resultam do trabalho de seis mãos: do bier sommelier Alberto Nascimento, da proprietária da microcervejaria Goyaz, Patricia Mercês, e da mestre cervejeira Katia Jorge, contratada para desenvolver as formulações. Veja no facebook.com/cervejacolombina onde encontrar a bebida em Brasília.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017