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CAPA | ESTÉTICA »

Estação da beleza

Cirurgiões plásticos e dermatologistas indicam tratamentos e alertam sobre os cuidados na hora de escolher um profissional. Número de procedimentos cresce no inverno

Dominique Lima - Redação Publicação:22/07/2014 10:30Atualização:22/07/2014 10:31

Renata Ribeiro, com a filha Vitória: a vida da  estudante mudou após os procedimentos para  melhorar a acne (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Renata Ribeiro, com a filha Vitória: a vida da
estudante mudou após os procedimentos para
melhorar a acne
Cada estação tem suas características. Algumas mais óbvias, calor e frio, chuva e seca. Outras menos naturais e mais culturais. No Brasil, que ocupa segundo lugar no ranking mundial de procedimentos estéticos, o inverno foi eleito como tempo de renovar a aparência. Brasília segue a tendência nacional e, por aqui, milhares de homens e mulheres decidem fazer plásticas nos meses mais frios do ano.

Segundo especialistas da cidade, as operações e os procedimentos não cirúrgicos, como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos e peelings, têm demanda aumentada na época de inverno por conta de uma combinação de fatores. Os principais são a queda da temperatura, o período das férias de julho, que coincide com o início da estação mais fria, o adiantamento do 13º salário, a menor incidência de luz solar, além da vontade de estar em forma para o verão.

Gilvan Alves, dermatologista  
Tempo em Brasília: 22 anos 
Formação: graduação e especialização pela  Universidade Federal de Minas Gerais em  1990; residência em clínica médica e  dermatologia pela Universidade de Brasília;  mestrado na Universidade de Londres  
Sobre prevenção: 'A prevenção dos sinto-  mas de envelhecimento 
da pele começam  aos 6 meses de idade, com a preocupação 
 dos pais em proteger o bebê com filtro solar.  São esses cuidados 
desde o início da vida que  farão diferença lá na frente'
 
Patrícia Damasco, dermatologista  
Tempo em Brasília: sete anos 
Formação: graduação e residência pela  Universidade Estadual 
do Rio de Janeiro;  especialização em cosmiatria pelo Hospital  
de Monte Sinai, em Nova York, nos Estados  Unidos; especialização 
em cabelos pela Uni-  versidade de Miami 
Uma dica infalível sobre a pele: 'Uma im-  portante dica sempre, quando falamos de  pele saudável é lembrar que a hidratação  começa de dentro para fora. Não existe  pele saudável sem ingestão adequada de água (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)
Gilvan Alves, dermatologista

Tempo em Brasília: 22 anos
Formação: graduação e especialização pela
Universidade Federal de Minas Gerais em
1990; residência em clínica médica e
dermatologia pela Universidade de Brasília;
mestrado na Universidade de Londres
Sobre prevenção: "A prevenção dos sinto-
mas de envelhecimento da pele começam
aos 6 meses de idade, com a preocupação
dos pais em proteger o bebê com filtro solar.
São esses cuidados desde o início da vida que
farão diferença lá na frente"

Patrícia Damasco, dermatologista

Tempo em Brasília: sete anos
Formação: graduação e residência pela
Universidade Estadual do Rio de Janeiro;
especialização em cosmiatria pelo Hospital
de Monte Sinai, em Nova York, nos Estados
Unidos; especialização em cabelos pela Uni-
versidade de Miami
Uma dica infalível sobre a pele: "Uma im-
portante dica sempre, quando falamos de
pele saudável é lembrar que a hidratação
começa de dentro para fora. Não existe
pele saudável sem ingestão adequada de água
Diante da demanda crescente e da expectativa quanto aos resultados, surgem muitas dúvidas, entre elas, como escolher os profissionais e as clínicas onde serão feitos os procedimentos. Outra pergunta comum é quais são, entre tantos tratamentos disponíveis, os indicados para cada caso.

 

Brasília é farta de bons médicos e de clínicas equipadas com os melhores aparelhos. Os mais requisitados têm no currículo especializações nos maiores centros médicos do mundo, inúmeras participações em congressos internacionais e anos de experiência. Além de observar a formação, é importante, segundo as sociedades médicas, procurar profissionais credenciados e, de preferência, conhecer outros pacientes que já se trataram com o especialista. Verificar se os aparelhos estão dentro dos mais exigentes padrões de qualidade também é essencial.

O cirurgião plástico Luciano Chaves ressalta que é indispensável a escolha de um médico especialista em cirurgia plástica credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Na mesma linha, o dermatologista Lucas Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional do Distrito Federal, avisa que os cuidados mais importantes antes do procedimento incluem consultar-se com um bom dermatologista e obedecer ao plano terapêutico prescrito. “Deve-se evitar tratamentos mágicos ou que prometem benefícios muito rápidos. Isso não existe. É preciso diferenciar os modismos e colocar em prática apenas métodos que se mostram comprovadamente eficazes e com riscos toleráveis”, aconselha.

Para Lucas, há uma série de procedimentos, como o uso da toxina botulínica, que podem ser feitos – e são – em qualquer época do ano, independentemente da incidência do sol. “O que observamos é que, em dezembro e janeiro, algumas pessoas evitam tratamentos que produzem sensibilidade à luz por conta de viagens à praia em janeiro, mas não é muito significativo. Procedimentos como toxina botulínica e preenchimentos podem ser feitos sem influência do sol. Mas, agora no inverno, deve-se prestar especial atenção ao ressecamento da pele, fato que pode tornar esses procedimentos até mais desconfortáveis que o sol.”

Apesar dessa ressalva e de o inverno ser relativamente ameno no Distrito Federal, médicos percebem o incremento da procura por procedimentos estéticos nos meses de junho a setembro, a época de maior demanda do ano. Em alguns casos, a queda de temperatura torna o pós-operatório mais confortável. Em outros, a menor chance de exposição ao sol evita manchas e resultados menos efetivos.

Para o cirurgião plástico Luciano Chaves, é importante ressaltar o maior conforto no pós-operatório durante o inverno. Mas ele acredita que o fator que faz as pessoas decidirem operar nos meses de maior frio é a vontade de estarem prontas para curtir o verão. “É preciso dizer que quem não opera em junho e julho não vai ter maior risco de complicações de forma alguma em relação a quem opera no inverno. Essa é uma questão de conforto para o paciente”, explica.


Luciano Chaves, cirurgião plástico  
Tempo em Brasília: 23 anos 
Formação: graduação pela Universidade  do Sul Fluminense 
e residência pela UNIG,  em 1988; especialização em cirurgia 
plástica  pela Universidade de Paris, em 1991;  especialização 
pela Sociedade Brasileira de  Cirurgia Plástica
Sobre os cuidados ao escolher o médico:   'Depois de checar se 
o médico pertence à  Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 
 outro critério de escolha do paciente deve  ser a infraestrutura 
do centro cirúrgico  onde ele será operado' (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Luciano Chaves, cirurgião plástico

Tempo em Brasília: 23 anos
Formação: graduação pela Universidade
do Sul Fluminense e residência pela UNIG,
em 1988; especialização em cirurgia plástica
pela Universidade de Paris, em 1991;
especialização pela Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica
Sobre os cuidados ao escolher o médico:
"Depois de checar se o médico pertence à
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica,
outro critério de escolha do paciente deve
ser a infraestrutura do centro cirúrgico
onde ele será operado"
Ele conta que as operações mais comuns nos meses de inverno são as da face. Isso porque a região é a mais exposta à luz solar. Outra questão levantada por Luciano Chaves é a maior atenção na higienização da área cirúrgica necessária durante os meses de calor. Por conta do suor, é recomendado que as limpezas alcoólicas ou com água e sabão sejam mais frequentes no verão.


O dermatologista Gilvan Alves também nota uma elevação dos procedimentos estéticos em seu consultório, em especial daqueles que exigem a fuga da luz solar, como tratamentos com laser e peelings, em que há descamação da pele. Outro fator determinante para a maior procura nos meses de frio é que no verão, com a pele bronzeada, ficam proibidos os processos usados para rejuvenescer a pele, tratar manchas, cicatrizes e estrias e remover pelos.


Além de não coincidir com o período de maior exposição ao sol, geralmente o inverno inclui dias de férias. O período de descanso é muitas vezes usado para os procedimentos. Além disso, o dinheiro extra das férias pode servir para o investimento na estética. “Tratamentos para a aparência podem parecer supérfluos, mas a melhora da qualidade de vida para muitas das pessoas que tratamos é substancial”, explica Gilvan Alves. Por isso, o investimento de tempo e dinheiro não parece exagerado, segundo ele.

O consultório do cirurgião plástico Sérgio Feijó também fica cheio de pessoas em busca de melhora da autoestima e da qualidade de vida a partir deste mês. Ele ressalta que uma das cirurgias mais procuradas, a lipoaspiração, exige uso de cinta pós-cirúrgica, o que pode ser bastante desconfortável durante os meses de maior calor. Mesmo com o uso de tecidos tecnológicos, que permitem melhor respiração da pele, é mais agradável o pós-cirúrgico em período de inverno. “Vale lembrar que o frio desincha e o calor incha. Os pacientes que operam no verão cursam um período de edema maior. Isso é indiscutível”, diz o cirurgião. A diminuição do edema faz o resultado ser mais rápido durante o inverno.

Ricardo Fenelon, dermatologista  
Tempo em Brasília: 31 anos
Formação: graduação pela Universidade  Estadual do Pará; especialização em derma-  tologia pela Pontifícia Universidade Católica  do Rio de Janeiro. É o presidente da Socie-  dade Brasileira de Laser 
em Medicina e  Cirurgia - Regional Centro-Oeste
 O que é fundamental antes do  procedimento: 'Tratamento estético deve  ser feito pelos especialistas mais bem quali-  ficados. Tem paciente que me pede indica-  ção do cirurgião plástico mais barato, quan-  do deveria me perguntar quem é o melhor' (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Ricardo Fenelon, dermatologista

Tempo em Brasília: 31 anos
Formação: graduação pela Universidade
Estadual do Pará; especialização em derma-
tologia pela Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro. É o presidente da Socie-
dade Brasileira de Laser em Medicina e
Cirurgia - Regional Centro-Oeste
O que é fundamental antes do
procedimento:
"Tratamento estético deve
ser feito pelos especialistas mais bem quali-
ficados. Tem paciente que me pede indica-
ção do cirurgião plástico mais barato, quan-
do deveria me perguntar quem é o melhor"
O dermatologista Ricardo Fenelon concorda que, durante o inverno, fica mais fácil fugir da luz solar. Ele acredita que muito desse incremento tem a ver com a vontade de pacientes estarem preparados para se expor ao sol nos meses de verão. E lembra que essa exposição deve ser feita sempre com a devida proteção solar. Fenelon conta que a área de dermatologia cosmética teve enorme evolução nos últimos anos, melhorando o conforto dos pacientes em qualquer época do ano. A eletrólise, usada para remoção de pelos, tem sido substituída pelo laser, menos doloroso, por exemplo. “Os procedimentos como a toxina botulínica, que trata mais do que a diminuição de rugas, mudaram totalmente a dermatologia”, diz.


Pensando no conforto durante o pós-operatório, a funcionária pública Denise de Baere, de 49 anos, preferiu fazer a lipoaspiração em junho, mês com temperaturas mais amenas. Assim, o uso da cinta, que seguiu à risca durante as semanas que se seguiram à cirurgia, foi mais fácil do que imaginava. Ela também fez questão de não ficar de cama ou parada demais. A intenção era voltar à ativa o mais rápido que a recomendação médica determinasse. Um pouco para atingir logo o resultado final. E também por conta de sua natureza agitada. Denise conta que a filha também preferiu fazer a cirurgia plástica dos seios nos meses mais frios do ano. Não se arrependeu. Mais do que apenas a data certa, a servidora pública disse que o momento de sua vida era o certo. “A felicidade com o resultado encobre qualquer desconforto com a operação”, confessa.

Também durante o inverno, a estudante Vitória Ribeiro, de 16 anos, fez peeling como parte de um tratamento múltiplo contra a acne. A parte mais importante de todo o procedimento foi seguir à risca o que recomendou sua médica. Mas o conforto de poder fugir do sol numa época em que viajar para a praia e frequentar clubes é menos usual também fez diferença.


Sérgio Feijó, cirurgião plástico  
Tempo em Brasília: 16 anos 
Formação: graduação pela Universidade  Federal de Santa Catarina há 34 anos; resi-  dência de cirurgia geral e cirurgia plástica  em São Paulo; especialização em cirurgia  de malformados e doenças congênitas 
na  Universidade de Paris, na França 
Sobre qualidade de vida: 'Eu me mudei  de São Paulo para Brasília 
por conta da  melhor qualidade de vida por aqui. Hoje  não preciso 
perder horas em congestiona-  mentos. E posso dedicar mais tempo 
para  mim mesmo e com cada paciente' (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Sérgio Feijó, cirurgião plástico

Tempo em Brasília: 16 anos
Formação: graduação pela Universidade
Federal de Santa Catarina há 34 anos; resi-
dência de cirurgia geral e cirurgia plástica
em São Paulo; especialização em cirurgia
de malformados e doenças congênitas na
Universidade de Paris, na França
Sobre qualidade de vida: "Eu me mudei
de São Paulo para Brasília por conta da
melhor qualidade de vida por aqui. Hoje
não preciso perder horas em congestiona-
mentos. E posso dedicar mais tempo para
mim mesmo e com cada paciente"
A mãe, a empresária Renata Ribeiro, lembra que o inverno é uma época difícil para a pele. E que esteve muito atenta à filha para se certificar que ela se protegesse tanto do sol quanto da seca de qualquer maneira. A satisfação da jovem com o resultado valeu todo o esforço e possível desconforto. “É muito bom vê-la sair de casa sem maquiagem. A vida dela mudou completamente”, diz a mãe, orgulhosa.

A dermatologista Cristina Salaro acrescenta que, por conta da menor incidência de radiação solar nesta época, diminui o risco de hipercromia pós-inflamatória, que é o aparecimento ou retorno de manchas por conta da exposição ao sol logo após o tratamento. Os tipos de procedimento que trazem esse risco são aqueles que agridem a pele. São eles os peelings químicos, os procedimentos a laser e as pequenas cirurgias. Esses representam a maioria dos procedimentos feitos em clínicas dermatológicas.

A médica ressalta, no entanto, que qualquer recomendação médica generalizada pode não ser a melhor quando se olha para os casos específicos. O histórico de vida, o cotidiano, a alimentação, o tipo de pele são alguns dos fatores levados em consideração na hora de construir um plano de conduta e tratamento para cada paciente.

Um exemplo dessa especificidade é a história da fotógrafa da Câmara dos Deputados Sônia Baiocchi, de 50 anos. Para cuidar da pele, ela faz peelings anuais, geralmente no inverno, pois, como amante do sol, gosta de se expor em viagens à praia. Para amenizar os efeitos, protege-se diariamente com protetor solar e faz tratamentos mais profundos de descamação de tempos em tempos. Outro tratamento dermatológico do qual faz uso é a aplicação semestral de toxina botulínica. Sônia tem uma paralisia muscular acima da sobrancelha direita causada por um acidente de carro quando tinha 18 anos. Por conta disso, seu semblante parecia desigual dependendo da expressão facial. Com o uso do botox na outra sobrancelha, conseguiu harmonizar o rosto.

Cristina Salaro, dermatologista  
Tempo em Brasília: quatro anos
Formação: graduação e residência em clíni-  ca médica e dermatologia pela Universidade  de Brasília; especialização em dermatologia  pela Harvard Medical School, nos  Estados Unidos 
Experiência própria: 'Eu tive muita acne  quando jovem. Por isso, acho que me inte-  ressei pela área da dermatologia. Com duas  semanas de formada, consegui melhorar 90%  da minha pele. Também sempre tive grande  interesse em me especializar em câncer de  pele, e foi o que fiz' (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Cristina Salaro, dermatologista

Tempo em Brasília: quatro anos
Formação: graduação e residência em clíni-
ca médica e dermatologia pela Universidade
de Brasília; especialização em dermatologia
pela Harvard Medical School, nos
Estados Unidos
Experiência própria: "Eu tive muita acne
quando jovem. Por isso, acho que me inte-
ressei pela área da dermatologia. Com duas
semanas de formada, consegui melhorar 90%
da minha pele. Também sempre tive grande
interesse em me especializar em câncer de
pele, e foi o que fiz"
Além da toxina botulínica para outros fins que não a diminuição de rugas, a dermatologia apresentou diversas inovações nos últimos anos. Lasers mais eficazes e especializados são destaque. Os múltiplos lasers têm variadas funções para a pele. Eliminam pigmentos, estimulam o colágeno para preencher sulcos e retraem a pele. Assim, os tratamentos também são os mais variados: removem tatuagens e pelos, rejuvenescem, diminuem cicatrizes, controlam a acne. Essa multiplicidade faz o papel do médico especialista mais importante. Como explica Ricardo Fenelon, o conhecimento do dermatologista fará toda a diferença na eficácia do tratamento. “O laser permite até cortar aço. Há muito que pode ser feito com essa tecnologia e é preciso alguém muito bem qualificado para controlar seu uso”, explica.

A alta responsabilidade dos médicos também tange o bom senso de saber as limitações das técnicas e os impeditivos aos tratamentos. Cabe ao profissional de saúde dizer não a pacientes que não necessitam de tratamento ou esperam resultados milagrosos. Como a estética se trata de área cercada de subjetividade, essa decisão depende muito da ética do profissional. É por isso que se torna cada vez mais frequente a observação de resultados esdrúxulos ou exagerados, que podem levar a rostos e corpos desfigurados. “De cada dez consultas, contraindicamos para a cirurgia, em média, três. Seja porque a avaliação dos exames de pré-operatório foi negativa, seja porque o paciente não está bem sob o ponto de vista psicológico, seja ainda porque o paciente deseja realizar mais do que é possível”, detalha o cirurgião plástico Luciano Chaves.

Sônia Baiocchi faz peeling a cada inverno:  procedimento é evitado quando a pele  está bronzeada (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A Press)
Sônia Baiocchi faz peeling a cada inverno:
procedimento é evitado quando a pele
está bronzeada
A obsessão por procedimentos estéticos é uma doença chamada dismorfia ou dismorfofobia corporal. É dever do médico saber identificar esse paciente e indicar o tratamento psicológico adequado. Ainda há a necessidade de indicação correta entre o tratamento dermatológico e a cirurgia plástica. Ricardo Fenelon explica que as especialidades são complementares, cada uma indicada para um caso específico. Enquanto a dermatologia não trata casos mais graves de flacidez, a cirurgia não consegue solucionar casos de manchas na pele, por exemplo.

A dermatologista Patrícia Damasco é um exemplo da nova geração de especialistas. Ela lembra que cuidados pré e pós-procedimento fazem muita diferença no resultado dos tratamentos. “Tratar a acne logo no início de seu aparecimento previne cicatrizes. E sempre vale ressaltar que hábitos saudáveis são aliados desses tratamentos”, diz. Evitar álcool em excesso, cigarros e obesidade. Prezar por alimentos naturais e ricos em fibras, ingerir bastante água. Na época de seca, evitar banhos muito quentes e longos. Acima de tudo, nunca tomar sol sem proteção e evitar exposição excessiva. Esses são os passos para atrasar a necessidade de tratamentos mais agressivos.

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017