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Especial vinhos | Tendência »

Perfeitos para Brasília

Jarras coloridas regadas a frutas e vinho chamam a atenção e só de olhar já dão água na boca: o roteiro dos coquetéis especiais, como sangria e clericot

Ana Letícia Leão - Redação Publicação:25/08/2014 09:00Atualização:25/08/2014 09:32

 (Rômulo Juracy/Divulgação)
Sangria e clericot até parecem criados especialmente para Brasília, uma cidade quente e seca. Refrescantes, leves e saborosos, os coquetéis à base de vinho já são bastante famosos pelo mundo e muito apreciados pelos que mais consomem vinhos, os europeus.  Na capital brasileira, no entanto, só agora estão ficando mais populares e ganhando mais adeptos.


A sangria é uma bebida típica espanhola, mas surgiu há tanto tempo que especialistas não sabem a data exata. Corre também a lenda de que teria sido inventada por ingleses colonizadores de Punjab, na Índia, para se refrescarem do calor. Já o clericot é de origem francesa, hoje mundialmente consumido. Virou febre em países como Argentina e Uruguai.  


 (Rômulo Juracy/Divulgação)
A receita da sangria é simples: o coquetel é feito basicamente com vinho tinto, muitas frutas e gelo. No caso do clericot, também são usadas frutas, mas geralmente é preparado com vinho branco ou espumante. Em ambos os casos, há variações e as receitas podem ser incrementadas com canela, açúcar, sucos, licores e outras particularidades. É o que explica Gil Guimarães, um dos sócios do restaurante Parrilla Madrid. “As sangrias tradicionais são com vinho tinto, maçã, laranja e um licor. O clericot é preparado com vinho branco. Mas sempre há variações, podem ser feitos com espumante ou vinho rosé.”  


Em Brasília, não há muitos lugares que vendem os desejados drinques à base dos fermentados, mas os gourmets garantem: são sucesso no cardápio. Segundo Gil, há um crescimento significativo nas vendas de sangria e clericot no restaurante. Uma explicação para isso é que as pessoas estão viajando mais e por isso aprendendo também sobre a cultura de fora do Brasil. “O mundo inteiro está mais conectado, deixamos de ser caretas para beber. Com a globalização, as pessoas estão conhecendo mais outras culturas”, afirma.


Segundo ele, a sangria é uma bebida que sempre vendeu muito. Hoje, saem cerca de 300 jarras por semana em seu restaurante. “A cada dia, as vendas aumentam. É uma bebida bonita e tem tudo a ver com o nosso clima. É tropical”, diz.


Para o enólogo Arthur Azevedo, os brasileiros estão começando a descobrir esses coquetéis. “É uma tendência europeia e trabalhamos para trazer esses drinques para o Brasil. A ideia é tentar tirar de cena o destilado, que é muito mais forte. O vinho mais alcoólico tem 19%, que é o do Porto. A vodca tem, em média, 43% de álcool”, explica. “Fora do Brasil, na Espanha, por exemplo, a sangria é vendida em todo lugar. Lá, nem bebo água, só sangria”, brinca.


 (Divulgação)
O bom vinho é o que pode dar o tom mais do que especial à sangria ou ao clericot. Segundo Azevedo, o hábito de colocar vinhos mais baratos ou inferiores em comidas não pode ser um costume na hora de preparar um bom coquetel. “Os vinhos devem ser de alta qualidade, senão você estraga a bebida. O sabor da bebida é muito importante e vai dar o tom ao drinque”, ressalta.


Para Gil Guimarães, a preparação e o consumo de um coquetel estão relacionados a uma boa comida. “Cada vez mais usamos matérias-primas melhores. A sangria fica mais gostosa com um produto de qualidade. Não é qualquer vinho, não é qualquer fruta. Tudo faz parte do amadurecimento do Brasil e da gastronomia”, explica.

 

 

Para escolher

Onde tomar sangria e clericot em Brasília:


Parrilla Madrid

-Sangria clássica: vinho tinto, soda limonada, maçã, laranja e cointreau

-Sangria Giallo: vinho branco, frutas cítricas, hortelã e limoncello

-Sangria Passione: espumante rosé, coulis de morango (creme de morango com pedacinhos), uva e licor 43

 -Clericot: vinho branco, morango, uva, laranja, soda limonada e cointreau

Pobre Juan

-Sangria tradicional: vinho tinto e frutas
-Clericot: vinho branco e frutas
-Clericot Royal: Chandon Brüt e frutas
-Clericot St. Tropez: Chandon Brüt Rose e frutas

La Plancha

-Sangria tradicional: kiwi, maçã, morango, uva, abacaxi, laranja, cointreau e sprite. Completa com vinho tinto e vai gelo se o cliente pedir

Loca Como Tu Madre Gastropub

-Sangria tinta ou branca de mix de frutas (laranja, abacaxi, maçã e uva)

-Sangria branca de frutas vermelhas (morango, amora e framboesa)

Spicy

-Sangria tradicional: vinho tinto suave, água tônica, frutas e suco de limão

-Clericot: vinho branco seco, água tônica, suco de limão e frutas variadas (maçã, pera, uva, morango, rodelas de lima-da-pérsia)

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017