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Especial Educação | Conteúdo »

Além do tradicional

Diversas escolas brasilienses mostram caminhos alternativos à educação convencional. Conheça algumas delas, suas inovações e como se certificar que seus conceitos são de fato praticados

Larissa Leite - Tereza Rodrigues - Publicação:23/09/2014 10:17Atualização:23/09/2014 11:08

A pequena Estela Gomes, aluna do 3º ano da escola Arvense, é estimulada pelo projeto Mala de Livros: 'Por que não ler quando a gente tem uma biblioteca?' (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
A pequena Estela Gomes, aluna do 3º ano da escola Arvense, é estimulada pelo projeto Mala de Livros: "Por que não ler quando a gente tem uma biblioteca?"
E se crianças de idades diferentes sentassem-se em círculos e ensinassem umas às outras? E os professores se orientassem pelo que os alunos já sabem? Ou os estudantes escolhessem o que e quando gostariam de aprender? E se as aulas fossem em ambientes compartilhados, fora de salas de aula? Essas não são apenas suposições. Práticas alternativas ao ensino tradicional são difundidas em escolas ao redor do mundo com inúmeras propostas, mas geralmente um pilar em comum: a autonomia do estudante. Nelas, a simples transferência de conhecimento cede lugar à criação de possibilidades para a construir o conhecimento em conjunto.


As alternativas ou inovações em relação a uma educação tradicional são diversas. Enquanto algumas escolas adotam diretrizes de educadores já conhecidos, outras desenvolvem as suas próprias metodologias, baseadas em valores fundamentais. Além disso, as atividades podem ocorrer em níveis variados e sob diferentes focos. O conteúdo curricular exigido pelos órgãos governamentais e certificadores em educação é cumprido; a diferença está na maneira como esse conteúdo é abordado. Coordenadora do projeto de extensão Diálogos com Experiências Educacionais Inovadoras (Projeto Autonomia) da Universidade de Brasília (UnB), a pesquisadora Simone Gonçalves de Lima afirma que, apesar da diversidade, certas orientações são recorrentes em instituições que buscam essa abordagem.


Bruna, Laura e Lívia adoram estudar no Everest, onde têm estrutura física e um programa de aprendizagem invejável: 'As aulas são legais e tem um bolo de laranja muito gostoso', diz Laura (do meio) (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Bruna, Laura e Lívia adoram estudar no Everest, onde têm estrutura física e um programa de aprendizagem invejável: "As aulas são legais e tem um bolo de laranja muito gostoso", diz Laura (do meio)
Entre elas, estão a educação democrática, por meio de práticas não autoritárias; o ensino não seriado; o aprendizado por projetos; a inter ou transdisciplinaridade; a contextualização e a extensão comunitária. “Nas atividades que envolvem esses conceitos, é trabalhada a relação do educando com o outro; e ele está envolvido no processo decisório. Se uma escola trabalha um tema de interesse do aluno, o aprendizado se potencializa muito”, explica a coordenadora e integrante do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da UnB. Para Simone, o ideal é avaliar as atividades pessoalmente, para se certificar de que os conceitos divulgados pelas escolas são de fato praticados.


Daniel Contreira, aluno do Colégio Logosófi-  co González Pecotche de Brasília, diz ser  estimulado a questionamentos: escola o  fez ter mais autoconhecimento (Vinícius Santa Rosa / Encontro / DA Press)
Daniel Contreira, aluno do Colégio Logosófi-
co González Pecotche de Brasília, diz ser
estimulado a questionamentos: escola o
fez ter mais autoconhecimento
Pedro Antônio Gordilho percebe que o filho  Arthur, que estuda na Affinity Arts, está 
 mais sensível artisticamente: 'Acredito que  isso ajude também na educação formal' (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Pedro Antônio Gordilho percebe que o filho
Arthur, que estuda na Affinity Arts, está
mais sensível artisticamente: "Acredito que
isso ajude também na educação formal"
Na capital do país, várias instituições buscam caminhos para uma educação não convencional. Em alguns casos, essas escolhas não excluem algumas práticas tradicionais. Encontro Brasília conversou com representantes de algumas escolas sobre as particularidades das propostas pedagógicas oferecidas à comunidade.

 

A menina Ana Clara Lindolfo, de 6 anos, diz que sente a escola como um espaço livre. “Eu brinco muito, mas sei que tenho que guardar os brinquedos. A gente aprende a dividir com os amigos e as aulas são legais”, diz. Ao se comportar desta forma, a estudante do 5º ano da Vivendo e Aprendendo cumpre um “combinado”, e não uma “regra”.


O diretor da Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo, Samuel Possebon, explica que a escola trabalha com princípios e o primeiro deles é que nada é imposto à criança: “Tudo é combinado. Como e o que vai ser feito, e também o que não pode ser feito, como um comportamento que pode ser prejudicial às próprias crianças. A questão é explicar situações de maneira que elas compreendam”. A Vivendo e Aprendendo atende a crianças de 2 a 7 anos, do maternal à pré-escola. A direção explica que o método não significa falta de sistematização ou definição de objetivos. Existem “combinados gerais” para a escola, relacionados a questões como lanches, brinquedos, materiais, visitas, etc.; e questões específicas, estabelecidas em propostas de diálogo.


A rotina da Vivendo envolve atividades para o desenvolvimento de habilidades, rodas de histórias, hora do parque e do lanche, e também o Fora, quando crianças brincam com os educadores fora da sala de aula. Cada turma funciona com cerca de 15 crianças, coordenadas por um professor titular e um professor auxiliar. O diretor reforça que os auxiliares são estagiários universitários envolvidos com a pesquisa em educação e que um dos produtos gerados pelos educadores é um relatório sobre cada criança, com abordagem de questões como comportamento e habilidades desenvolvidas, que pode chegar a ter 10 páginas. A Vivendo e Aprendendo é uma associação sem fins lucrativos, com um modelo de gestão participativa. Assim, pais interessados podem integrar instâncias como a diretoria, o conselho fiscal, o conselho pedagógico, a comissão de espaço e sustentabilidade, entre outras.


A escola Affinity Arts, por sua vez, garante um clima familiar tanto pela gestão quanto pelos valores transmitidos pela instituição. Situada em bairro residencial, a escola foi fundada em 1996 por uma família de músicos e educadores, e combina educação bilíngue com estudos de música, artes plásticas, teatro e ciências. A proposta pedagógica da escola consiste em aperfeiçoar as percepções baseadas nos sentidos. Isso porque, quanto mais os sentidos forem estimulados, melhor será a base em raciocínios abstratos e possíveis estudos acadêmicos futuros, defendem os fundadores. “Focamos no desenvolvimento sensorial como um todo. É realmente uma proposta de educação mais holística. A criança se insere em um caldeirão de experiências muito ricas”, afirma um dos fundadores da escola, o professor de piano e musicalização Serge Frasunkiewicz.


A aula de circo é a preferida de Luiza Queiroz Sampaio, aluna do Seriös: 'A professora 
me ajudou a subir na corda bamba e na perna de pau. Comecei a acreditar mais em mim' (Vinícius Santa Rosa / Encontro / DA Press)
A aula de circo é a preferida de Luiza Queiroz Sampaio, aluna do Seriös: "A professora me ajudou a subir na corda bamba e na perna de pau. Comecei a acreditar mais em mim"
As aulas de música são regulares e diárias, acompanhadas de perto por profissionais. As crianças também contam com aulas de canto em português e inglês, e as salas de aula são equipadas com sistemas de som pelos quais os alunos ouvem apresentações de grandes obras mundiais. O funcionário público Pedro Antônio Gordilho já percebe mudanças no filho, de 5 anos. “O Arthur está mais sensível artisticamente, e acredito que isso também vai ajudar na educação formal”, reflete.


Para trabalhar interdisciplinaridade, a escola adota um tema científico por semestre. Além disso, projetos propostos pelas crianças em discussões em grupo podem ser adotados, o que faz com que os professores não fiquem limitados ao planejamento. As opções oferecidas em artes também podem ser escolhidas individualmente pelos alunos, trabalhando a autonomia.


'Sei que tenho que guardar os brinquedos. A gente aprende a dividir com os amigos e  as aulas são legais', conta Ana Clara Lin-  dolfo, aluna da Associação Pró-Educação  Vivendo e Aprendendo (Vinícius Santa Rosa / Encontro / DA Press)
"Sei que tenho que guardar os brinquedos.
A gente aprende a dividir com os amigos e
as aulas são legais", conta Ana Clara Lin-
dolfo, aluna da Associação Pró-Educação
Vivendo e Aprendendo
A estudante do Centro de Realização  Criadora (Cresça) Carolina Silva Nogueira  aprova a metodologia: 'Eu sinto que não  sou um número na escola, que minha  educação é importante' (Vinícius Santa Rosa / Encontro / DA Press)
A estudante do Centro de Realização
Criadora (Cresça) Carolina Silva Nogueira
aprova a metodologia: "Eu sinto que não
sou um número na escola, que minha
educação é importante"
A aprendizagem da língua estrangeira também é uma preocupação da escola Arvense, que se tornará bilíngue a partir de 2015, mas já oferece cinco aulas semanais de inglês aos estudantes. A escola também se diferencia ao propor o que define como Pedagogia da Autoexpressão e da Alfabetização Natural. “Aqui, descobrir e construir são as palavras e ações-chave. Diariamente, as aulas começam com uma roda de conversa, onde perguntamos às crianças o que elas sabem sobre determinado tema. Há um envolvimento, o interesse é despertado, e começa a aula. O professor não manda, constrói um espaço para a criança falar, interagir, discordar”, explica a diretora educacional, Margareth Silva Nogueira.


Com esse enfoque, os temas são estudados de forma integrada e inspirados por um grande projeto anual. Em 2014, o tema trabalhado é “Grandes Pintores”. Outro projeto adotado pela escola é a Mala do Livro. Em cada turma, a escola disponibiliza uma mala com obras selecionadas para a faixa etária. Além disso, os estudantes são estimulados a levar os livros para casa. Aluna do 3º ano, Estela Gomes, de 8 anos, conta que costuma pegar um livro no projeto ao terminar as atividades. “Por que não ler quando a gente tem uma biblioteca?”, instiga. Perguntada sobre o quanto ela consegue ler, a menina se empolga: “É sem limites!”. Segundo a diretora administrativa do Arvense, Márcia Silva Nogueira, até o 5º ano os estudantes leem uma média de 120 livros, anualmente. Nos anos seguintes, sobe para 215 livros. As diretoras ainda contam que a prática da leitura de livros convive pacificamente com a tecnologia. A escola adota uma bibliografia em que tablets são utilizados pelos estudantes em algumas aulas. “Não podemos ignorar a tecnologia presente no cotidiano das crianças. Além disso, ela pode ajudar para um aprendizado que aciona vários sentidos”, defende Margareth.


Devido à demanda de pais que queriam oferecer aos filhos ensino bilíngue e católico na mesma escola, o Colégio Internacional Everest foi trazido para Brasília por um grupo de investidores que seguem o modelo de formação integral desenvolvido pelos Legionários de Cristo e aplicado em 18 países. As primeiras turmas foram abertas no início de 2013, com 115 alunos, e já em 2014 esse número passou para 250. A previsão, segundo a diretora, Ivana Gomes, é de que sejam abertas de 80 a 100 novas vagas em 2015. “Estamos recebendo famílias que querem conhecer a escola. Nossa intenção é crescer devagar, em um ritmo que não nos faz perder qualidade”, explica.  


O lema do Everest é formar pessoas íntegras, trabalhando em conjunto com suas famílias. Para isso, apostam numa formação humana, espiritual, intelectual e social. Hoje, há turmas do infantil 1 ao 3º ano do fundamental (para 2015, haverá o 4º ano). Ivana Gomes explica que o programa pedagógico, chamado Sunrise Program, oferece a cada aluno as ferramentas de que necessitam para desenvolver todo o seu potencial: “Nossos padrões fortalecem a aprendizagem, a segurança e o bem-estar deles”. Além das aulas de língua portuguesa, matemática, história, geografia, formação católica (preparação para receber os sacramentos), inglês e ciências, eles têm educação física, teatro, computação, música e artes. Nas dependências da escola são oferecidas também (à parte) aulas de judô, balé, futsal, tênis e xadrez. “Cerca de 80% dos alunos fazem atividades extras”, explica a diretora.


Bruna Cristina de Melo Silva, de 8 anos, diz que a aula de que mais gosta é a de violão. Já Lívia Macedo Merçon, de 9 anos, que estuda na mesma turma de Laura Feu Carvalho (3º ano), destaca na escola o espaço físico e a alimentação. “As aulas são legais e a comida aqui também é muito boa, tem um bolo de laranja gostoso. Aprendi a fazer pizza em uma aula de matemática”, conta.
Um diferencial do colégio é o horário – das 8h às 15h45 para turmas regulares; tendo também a opção full time, das 8h às 18h, para algumas turmas. E a alimentação, de fato, é um chamariz para os pais: “Apresentamos uma dieta rica, mas que não espanta as crianças. Uma nutricionista acompanha tudo diariamente e eles acabam tomando suco de beterraba com limão e comendo de tudo porque vêm os coleguinhas se comportando dessa maneira. Não dão trabalho”, enfatiza Ivana Gomes.


O nome Centro de Realização Criadora (Cresça) diz muito sobre as atividades desenvolvidas na instituição, fundada inicialmente como escola de artes e transformada em escola de ensino infantil e fundamental pela diretora Consuelo Carvalho de Araújo, em 1990. “Eu quis manter o nome porque continuamos a trabalhar com a criação. Desenvolvemos os mesmos conteúdos curriculares de qualquer outra escola, mas de forma contextualizada e individualizada, respeitando o ritmo de desenvolvimento de cada um”, explica Consuelo. Na escola, há um máximo de 25 alunos por turma, onde os estudantes ficam dispostos em mesas circulares. Muitas vezes, grupos de uma mesma sala pesquisam conteúdos diferentes, no mesmo momento. A estudante do 9º ano Carolina Silva Nogueira, de 14 anos, aprova a metodologia. “Eu sinto que não sou um número na escola, que minha educação é importante. E estudar em grupos é muito bom, aprendemos com colaboração mútua”, diz.


Em meio a alunos, o professor de piano  Serge Frasunkiewicz orgulha-se da metodo-  logia da Affinity Arts: 'A criança se insere  em um caldeirão de experiências muito ricas' (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Em meio a alunos, o professor de piano
Serge Frasunkiewicz orgulha-se da metodo-
logia da Affinity Arts: "A criança se insere
em um caldeirão de experiências muito ricas"
Outro diferencial da escola é o histórico de inclusão. A Cresça propõe incluir duas crianças com necessidades educacionais especiais por turma. E, nesses casos, disponibiliza o acompanhamento de terapeutas especializados. O administrador Leandro Gadelha, cujo filho Miguel, de 5 anos, tem síndrome de Down, mostra-se satisfeito. “A escola é criteriosa no conteúdo, e todos foram acolhedores com Miguel. Pela primeira vez ele se sentiu incluído na escola”, conta. Além das aulas regulares, os estudantes também contam com oficinas de aprendizagem. Assim, todos os educandos, a partir do 1º ano, retornam à sala de aula em horário contrário às atividades regulares, para as oficinas de literatura e escrita, complementação de estudos, artes visuais e cênicas.


Chamadas de espaços lúdicos, as salas temáticas do Colégio Seriös são destaque na grade curricular da instituição. Moda, marcenaria, artes plásticas, música, gastronomia infantil, artes cênicas, artes circenses, ginástica acrobática, sala de leitura, educação financeira e empreendedorismo, educação física, educação tecnológica, esportes, inglês e laboratório de matemática ganham espaços específicos no ambiente da escola, e as atividades nesses espaços são intercaladas com os conteúdos obrigatórios do currículo.


Segundo a diretora pedagógica, Andréa Bichara, a escola reforça o conceito de que o aprender acontece junto com o brincar. “O brincar é um dos maiores meios de desenvolvimento do sujeito. Não o brincar livre e solto, que já é natural, mas mediado e direcionado, para que possa gerar prazer e também aprendizagem. Então, há intenções pedagógicas nos espaços lúdicos, já que os estudantes aplicam conhecimentos aprendidos em sala de aula”, diz.


As salas temáticas do Colégio Seriös, como  a de marcenaria, são destaque na grade  curricular: o aluno Elton Ribeiro é um dos  que aprova o ensino da instituição (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
As salas temáticas do Colégio Seriös, como
a de marcenaria, são destaque na grade
curricular: o aluno Elton Ribeiro é um dos
que aprova o ensino da instituição
Segundo a psicóloga Magalí Santana, coordenadora dos espaços lúdicos do Seriös, os espaços trazem um ganho que vai além do cognitivo: “Os alunos aprendem a ser mais criativos e autônomos. Eles também produzem em grupo e passam a trabalhar com o processo, como na produção de uma peça de marcenaria”.


Luiza Queiroz Sampaio, de 11 anos, diz aproveitar bem as aulas de gastronomia, mas a de circo foi alçada à preferida. “Depois que eu caí uma vez, fiquei com medo de subir em coisas altas. Na aula de circo, a professora me ajudou a subir na corda bamba e na perna de pau e já perdi o medo. Comecei a acreditar mais em mim”, conta.


O conhecimento sobre si mesmo é o foco do Colégio Logosófico González Pecotche de Brasília. Na escola, o corpo docente está atento não apenas ao conteúdo curricular obrigatório, mas também ao desenvolvimento natural da vida consciente dos estudantes, ou ao que a instituição chama de formação biopsicoespiritual do educando. “É uma pedagogia que não se preocupa somente com o cognitivo, ela se importa também com a parte formativa do ser humano, sendo que o ponto de partida é a observação de si mesmo”, explica a diretora, Lúcia Maria Soares de Andrade. Ela afirma que essa pedagogia não é ensinada de forma à parte no currículo, e sim de maneira interdisciplinar: “Na sala, procuramos mesclar o conteúdo curricular com os conceitos logosóficos. Um exemplo simples: em uma turma com alunos de 7 anos, enquanto a professora trabalha com operações básicas, pode também indagar sobre o que as crianças gostariam de adicionar ou subtrair em suas vidas. É sempre um despertar para si mesmo”.


O estudante Daniel Contreira, de 14 anos, conta que a proposta da escola o fez ter mais autoconhecimento e estimulou o contato com amigos. “Eu fiz grandes amigos na escola, e os estímulo a esses questionamentos faz com que a gente também tenha uma boa relação com professores. Ficamos à vontade para tirar dúvidas”, diz. Daniel participa de reuniões de estudo sobre a logosofia, oferecido pela escola para participação voluntária. A escola ainda oferece aulas de informática, consciência corporal, artes cênicas, inglês, espanhol e desenho geométrico, além de jazz, sapateado e robótica, estas com mensalidades adicionais.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017