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Retratos da Cidade | Leilane Menezes

Leilane Menezes - Colunista Publicação:29/09/2014 09:46Atualização:29/09/2014 10:13

Sobre duas rodas   
Se alguém perguntar a um morador do Sudoeste onde fica a QMSW 2, talvez poucos saibam responder. Tente saber a localização da rua das motos e a informação virá mais fácil. A quadra ficou conhecida no bairro como ponto de encontro de motociclistas de todo o DF. Há oito anos, sempre aos sábados, a partir das 9h, os mais variados modelos de motos e jaquetas de couro são vistos ali. O recorde de público foi de 800 veículos. Não há divulgação e os encontros são espontâneos. A reunião tem churrasquinho, rock'n'roll, rostos barbados, braços tatuados e também famílias com várias gerações de apaixonados por moto. Dali, parte do grupo segue para lugares como o restaurante Jerivá, a caminho de Goiânia, onde almoça e depois retorna a Brasília. O único pré-requisito para ser bem-vindo é compartilhar a mesma paixão. (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)
Sobre duas rodas


Se alguém perguntar a um morador do Sudoeste onde fica a QMSW 2, talvez poucos saibam responder. Tente saber a localização da rua das motos e a informação virá mais fácil. A quadra ficou conhecida no bairro como ponto de encontro de motociclistas de todo o DF. Há oito anos, sempre aos sábados, a partir das 9h, os mais variados modelos de motos e jaquetas de couro são vistos ali. O recorde de público foi de 800 veículos. Não há divulgação e os encontros são espontâneos. A reunião tem churrasquinho, rock'n'roll, rostos barbados, braços tatuados e também famílias com várias gerações de apaixonados por moto. Dali, parte do grupo segue para lugares como o restaurante Jerivá, a caminho de Goiânia, onde almoça e depois retorna a Brasília. O único pré-requisito para ser bem-vindo é compartilhar a mesma paixão.


 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Por dentro do BC


A seriedade do prédio que abriga o Banco Central esconde belezas e inesperados convites ao lazer. Em agosto, a autarquia passou a abrir as portas de seu Museu de Valores também no primeiro sábado de cada mês, para estimular a visitação. A cada quatro meses, o BC trocará o acervo exposto na mostra A Persistência da Memória. O objetivo é exibir todos os itens da coleção dessa autarquia, ao longo de dois anos. A exposição divide-se em seis módulos, para contextualizar arte, cenário político, econômico e cultural. A maior parte das obras foi recebida como pagamento de dívidas de instituições financeiras em liquidação nos anos 1970. A galeria é aberta ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e no primeiro sábado do mês, das 14h às 18h (é preciso chegar, no mínimo, meia hora antes do horário final).

 

Patrimônio renovado 
Depois de 10 anos de descaso e esquecimento, a igreja São Geraldo, segunda mais antiga do DF e tombada como patrimônio histórico e cultural, finalmente voltou a receber o público. As singelas paredes azuis de madeira foram restauradas com nova pintura, assim como a cúpula interna e o altar. Localizado no Parque Vivencial do Paranoá, o templo existe desde 1966. Recebia principalmente operários vindos para a construção de Brasília e os primeiros habitantes da vila, que se tornou região administrativa. Tentaram demolir a igreja, em 1991, mas a população reuniu-se em um abraço ao redor dela para impedir a destruição. O decreto de tombamento que assegura a integridade dessa construção veio dois anos depois. A visitação é permitida diariamente, das 6h às 20h. (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Patrimônio renovado


Depois de 10 anos de descaso e esquecimento, a igreja São Geraldo, segunda mais antiga do DF e tombada como patrimônio histórico e cultural, finalmente voltou a receber o público. As singelas paredes azuis de madeira foram restauradas com nova pintura, assim como a cúpula interna e o altar. Localizado no Parque Vivencial do Paranoá, o templo existe desde 1966. Recebia principalmente operários vindos para a construção de Brasília e os primeiros habitantes da vila, que se tornou região administrativa. Tentaram demolir a igreja, em 1991, mas a população reuniu-se em um abraço ao redor dela para impedir a destruição. O decreto de tombamento que assegura a integridade dessa construção veio dois anos depois. A visitação é permitida diariamente, das 6h às 20h.
 


                                                               Símbolo brasiliense

 (Bruno Pimentel/Encontro/DA Press)
É impossível manter-se indiferente ao colorido dos ipês. Nesta época do ano, quando exemplares amarelos, roxos e brancos ainda florescem, eles são um convite à pausa na correria diária para contemplação. Em Brasília, as árvores desse gênero são tombadas como patrimônio ecológico e precisam de autorização especial para podas ou cortes. Admiradores podem comprar mudas de ipês em feiras organizadas ao livre. A mais recente delas ocorreu no Parque da Cidade, no fim do último mês. Os exemplares vêm de um viveiro no Lago Sul. Outras edições do evento estão previstas, mas sem data confirmada. Vendem-se, em média, 400 unidades a cada exposição. A Novacap, entretanto, recomenda à população não plantar em áreas públicas, pois as raízes podem se aprofundar e invadir redes de água e esgoto ou até interferir nas fundações de prédios.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017