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Papo de Garagem | Fábio Doyle »

O meio ambiente agradece

Fábio Doyle - Publicação:04/11/2014 11:50Atualização:04/11/2014 11:54

 (Divulgação)
A ficha finalmente caiu e, em véspera de eleição, o governo federal decidiu aprovar incentivos para a venda de carros híbridos – movidos tanto a combustível quanto a eletricidade – sem tecnologia de recarga externa (não plugáveis). A solicitação foi feita no ano passado pela Anfavea, a associação dos fabricantes, e regulamentada e aprovada em 18 de setembro último. Agora, os automóveis com capacidade para até seis passageiros, motor de cilindrada de 1.000 cm3 a 3.000 cm3, equipados com sistema híbrido, terão redução do Imposto de Importação de 35%, para alíquotas que variam de zero a 7%, a depender da eficiência energética do veículo. A medida, que valerá até 31 de dezembro de 2015, beneficia de imediato o Ford Fusion Hybrid, que, antes do incentivo, tinha preço de aproximadamente R$ 130 mil, e o Toyota Prius, de R$ 121 mil. Até o fechamento desta edição, os novos preços não haviam sido anunciados. O que se espera, agora, é que a oferta de carros híbridos no Brasil aumente. O meio ambiente agradece. Só não dá para entender por que apenas os não plugáveis foram beneficiados.

 

 

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Decepção

 

A BMW é uma das que se decepcionaram com a decisão de limitar a redução do Imposto de Importação. A marca é a primeira a importar seu modelo elétrico plugável, o i3, por R$ 230 mil. Nissan, com o Leaf, e Renault também se preparam para trazer seus elétricos. A BMW trouxe a versão REX do i3, que inclui motor a combustão bicilíndrico (34 cv), para, por meio de gerador, carregar a bateria e estender a autonomia. O i3 tem a versão comum – 10% mais barata, apenas com bateria de íon de lítio –, cuja autonomia varia de 160 km a 200 km. A decisão de colocar um tanque de gasolina de nove litros foi resposta à legislação de alguns países que limitam incentivos se a autonomia com combustível fóssil ultrapassar a da elétrica. Híbridos a gasolina plugáveis permitem distâncias 10 ou mais vezes superior à conseguida com a bateria. No BMW i3, o motor de 170 cv acelera de zero a 60 km/h. A velocidade máxima é limitada a 150 km/h.

 

 

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Solução pit-stop

 

Para levar seu carro à assistência técnica autorizada, o procedimento é parecido com a marcação de consulta com o médico. Você liga, a atendente informa data e horário disponíveis, quase sempre muitos dias após o que você tinha em mente. Se a situação for emergencial, o jeito é apelar para a paciência. Isso é consequência direta da frota circulante, que cresce de forma exponencial, para não dizer descontrolada, e das limitações de espaço nas oficinas. Para evitar esses transtornos, a solução, além do agendamento, tem sido os boxes de serviços rápidos, já implantados por algumas marcas, que agora são adotados por marcas de importados. A Audi é a primeira entre as premium a implantar o serviço rápido em sua rede, com o nome de Audi Service Express. As três primeiras revisões são realizadas em até uma hora. O cliente aguarda seu carro em sala de espera especial, equipada com wi-fi, café e televisão. Três concessionárias de São Paulo foram as primeiras a inaugurar o serviço expresso. Até o final do ano, vai operar também nas concessionárias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.

 

 

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S10 ganha novo motor

 

A linha 2015 da Chevrolet S10, lançada nos últimos dias de setembro, traz como principal novidade a versão com motor 2.5 Flex Ecotec, anunciado como o mais potente do segmento. É um quatro cilindros com comando de válvulas variável, injeção direta de combustível e potência de 206 cv, quando abastecido com etanol. O novo motor, que dispensa o tanquinho de gasolina, é oferecido nas versões top (LT e LTZ) da picape. A LS, de entrada, mantém o motor 2.4 Flexpower, com até 147 cv. Além do novo motor, LT e LTZ receberam transmissão manual de seis velocidades e opção de tração 4x4, até então disponível apenas na S10 a diesel. O fabricante anunciou ainda que a S10 está mais silenciosa, com menor nível de ruído na cabine, e melhor em termos de dinâmica de dirigibilidade. Ou seja, pula menos, mesmo com a caçamba vazia. Os novos preços começam em R$ 69.800 e chegam a R$ 103.700 para a linha com motores Flex. Para as versões diesel, vão de R$ 98.300 a R$ 142.400.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017