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Na mesa | Liana Sabo »

Alta gastronomia

Liana Sabo - Colunista Publicação:04/11/2014 11:50Atualização:04/11/2014 11:53

 (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)


Thalita Kalix, jornalista cuiabana, de 28 anos, formada pela UnB, estreou na profissão como repórter da área de esporte amador e muito rapidamente galgou o cargo de assessora de imprensa do Comitê Paraolímpico Brasileiro, mas a paixão pela gastronomia a levou a cursar a escola Le Cordon Bleu, em Paris. Foi lá que Thalita aprimorou as técnicas que emprega na elaboração de supreendentes pratos do Don Ruffoni, o mais novo point gourmet da cidade, instalado no Bloco A da 204  Norte. Classificada como internacional, a cozinha de Thalita tem uma pegada italiana em um cardápio predominantemente francês. No almoço (de segunda a sexta) há pratos fixos, como o ossobuco à moda de Milão, servido com risoto de açafrão nas quartas-feiras; o coq au vin, na quinta; e o picadinho, na segunda. À noite, há três vezes mais opções  – todas elas deliciosas –, como cuscuz marroquino, pato com molho de laranja e purê de batata-baroa e carré de cordeiro com farofa de jatobá. Comanda a casa o restaurateur Guilherme Guedes (ex-Mercado 153).

 

 

 (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)

Boursin caseiro

A creperia francesa In the Garden (413 Norte) acaba de lançar mais três opções em seu apreciado cardápio, destacando-se o La Crémière, cujo queijo de cabra fresco vem de São Paulo. Aqui, o ingrediente recebe alho, ciboulette, salsinha e pimenta-do-reino e vira um boursin espalhado sobre a massa de trigo sarraceno com fondue de alho-poró, manteiga e sal. Por fim, a deglaçagem de vinho branco explica por quê o crepe é tão saboroso. Os outros dois são La Provençale a La Galette des Moins.

 

 

 (Felipe Menezes/Divulgação)

Pasta sem glúten

Os sócios-proprietários do Duoo, Nicolas Fujimoto e Milton Santos, não estavam brincando quando prometeram combinar corretamente os alimentos ao inaugurarem em abril o restaurante na 103 Sul. Toda semana há uma novidade, como as da linha de pizzas sem glúten e sem lactose. No lugar do trigo, farinha de arroz e biomassa de banana verde, que deixam a redonda leve. Os sabores variam do alho-poró com pesto de brócolis e linguiça calabresa, ao cogumelo e aspargos frescos, passando pelo estrogonofe de filé e banana e canela. Do mesmo teor é o nhoque de batata-doce ao molho de tomate e manjericão, cuja liga é dada pela farinha de arroz. Se quiser incrementar a massa, basta acrescentar ragu de carne.

 

 

 (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)
 

 

 

 

Inspiração americana

O que uma loja de motocicleta tem a ver com restaurante? Tudo se a marca da moto for a icônica Harley-Davidson e o chef do restô, o premiado Rodrigo Cabral. Inspirado no Hard Rock Cafe, o Riders Cafe (também sem acento) instalado dentro da loja serve american food, agora sob o comando do criador da grife Ares do Brasil, que está emprestando um up ao menu de hambúrgueres, saladas, grelhados e muitos acompanhamentos que garantem uma opção de almoço. A casa está aberta na 510 Norte de segunda a sábado, das 11h às 23h, e funciona independentemente da concessionária.

 

 

 

 

 

 

 (Vinícius Santa Rosa/Encontro/DA Press)
 

A nova cor do vinho

Além do tinto, branco e rosé, o vinho pode ter a cor laranja. Não se trata de novidade, porque nos primórdios da vinicultura o vinho branco era macerado com as cascas por longos períodos originando uma bebida de cor alaranjada e com taninos. Hoje está havendo um resgate das técnicas ancestrais para a produção desses vinhos e a Itália é o berço desse estilo, especialmente o Friuli, acompanhado da Umbria, Lazio e Emilia-Romagna. O mais importante defensor do vinho laranja é o produtor italiano Josko Gravner, do Friuli, que macera seus brancos em ânforas de terracota, o que os torna mais alaranjados que o normal. Dois exemplares de Gravner (Ribolla Anfora 2005 e Breg Anfora 2005) são trazidos ao país pela Enoteca Decanter, que importa ainda o italiano Zidaric e um muscat da De Martini.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017