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Luxo para poucos

Rolls-Royce lança o Wraith no mercado brasileiro. O modelo é o mais potente produzido pela marca e chega aqui ao preço de R$ 3,2 milhões

Fábio Doyle - Publicação:25/11/2014 12:00Atualização:25/11/2014 13:40

Wraith tem curva 
acentuada do teto, que confere personalidade esportiva sem anular o estilo britânico clássico que não pode faltar a um Rolls-Royce. No interior exuberante, revestimento em couro natural e madeira Canadel: beleza e conforto para quatro ocupantes (Divulgação)
Wraith tem curva acentuada do teto, que confere personalidade esportiva sem anular o estilo britânico clássico que não pode faltar a um Rolls-Royce. No interior exuberante, revestimento em couro natural e madeira Canadel: beleza e conforto para quatro ocupantes
O Wraith, derivado coupé do Ghost e mais potente Rolls-Royce já produzido, chega agora ao mercado brasileiro ao preço de R$ 3,2 milhões. Os carros italianos têm no design o seu forte, os alemães mostram a excelência da engenharia, mas nada mais fleumático do que os britânicos, com os Rolls-Royce (RR) pairando de forma soberana sobre todos eles. São automóveis que transpiram luxo, nobreza e até certo ar de mistério, com seus nomes fantasmagóricos –Phantom, Ghost, Wraith.


Este último acaba de chegar ao Brasil. Com o Wraith – fantasma, espectro, alma penada, segundo o dicionário Exitus Britannica –, a Rolls-Royce une soluções até então impossíveis de estarem juntas. O estilo consegue ser ao mesmo tempo clássico, arrogante e até prepotente, sem deixar de ser atual e, com esse modelo, esportivo. Trata-se do único fastback (cupê) de quatro lugares do Brasil e o mais potente RR já produzido na história da marca, que teve início há 109 anos.

 

Por trás da grade do Wraith está um motor de 6,6 litros V12 turbo alimentado, que fornece 624 cv de potência com 800 Nm de torque e permite acelerar de zero a 100 km/h em 4,6 segundos. O seu desempenho é o de um esportivo, mas está longe de ser um GT tradicional. Ele recebeu uma série de soluções tecnológicas, que permitem fazer dele um carro de acelerações “nervosas”, sem no entanto anular a sensação de estar andando em um “tapete mágico”, que é parte do DNA da RR.


O Wraith estreia o conjunto motopropulsor “mais inteligente” já utilizado em um RR, que inclui a aplicação de tecnologias de vanguarda, como a transmissão assistida por satélite (SAT). Esse sistema processa os dados GPS para antecipar o próximo movimento do motorista e selecionar automaticamente a marcha adequada para a etapa seguinte do caminho. Com isso, evitam-se trocas de marchas desnecessárias, aumentando a sensação do “tapete mágico”, de “flutuar no ar”, além de garantir condução dinâmica.


No acesso ao interior pelas portas que se abrem para a frente e se fecham ao apertar de um botão, a sensação é a de estar entrando em um iate de luxo. É um espaço de muito conforto para quatro ocupantes, que estarão envoltos por um interior impactante, com acabamento em couro natural. O revestimento utiliza também madeira Canadel e os indicadores de velocidade e de reserva de combustível são da cor de sangue, que “insinuam agilidade, velocidade e rendimento”. Para completar a exuberância, ao olhar para cima, a tapeçaria do teto traz o brilho das estrelas: são 1.340 luzes individuais diminutas de fibra ótica tecidas à mão por artesãos.


Os compartimentos foram projetados para guardar de tudo, inclusive mesas feitas especialmente para iPads. A iluminação interna oferece combinações com focos e intensidades para diversos tipos de situação, desde luz para reuniões de negócios, leitura e até encontros românticos. O Wraith foi construído com carroceria monobloco de aço, ou seja, não existe separação entre chassi e carroceria. As vantagens dessa estrutura é que ela permite redução nas medidas externas e maximização do espaço interno, explica Helmut Riedl, diretor de engenharia.


Na parte frontal, a camada é dupla para abafar o ruído do motor. A configuração do chassi e suspensão foi adequada à proposta de esportividade do Wraith, tendo sempre em mente não abrir mão do rodar “tapete mágico”. Em comparação com o RR Ghost, sedã do qual deriva, o eixo traseiro é 24 mm mais largo, a distância entre eixos é 183 mm menor e o centro de gravidade está mais próximo ao solo, com a redução da altura em 50 mm.


O sistema de conectividade do Wraith faz jus a um RR. É de última geração. O GPS e o sistema de telefonia podem ser operados manualmente ou por comando de voz, com a novidade para o uso do GPS, que pode ter os destinos acionados com o motorista ainda fora do carro. Para isso, basta transferir a ordem para o aplicativo Rolls-Royce Connect usando seu iPhone ou iPad. Quando chegar ao veículo, basta só acionar o motor que tudo estará pronto e definido. As informações de trânsito são atualizadas a cada três minutos. Outra inovação é a possibilidade de, por meio de ordens ativadas por voz, enviar mensagens de correio eletrônico diretamente do carro. O motorista precisa apenas falar para “ser escrito” automaticamente o conteúdo da mensagem. Ao terminar, bastar dizer “Enviar a mensagem a Fulano de Tal” que a operação será completada. O sistema reconhece vários idiomas.


O sistema de som do Wraith tem capacidade de memória de 20,5 Gb, o que permite armazenar cerca de 5.700 músicas, utilizando a entrada USB ou as conexões para iPod ou iPad, além do sistema Bluetooth. O som do Wraith tem amplificadores de 18 canais ativos e 18 alto-falantes, com potência máxima de saída de 1.300 W.


No aspecto segurança, o sistema avançado de gestão de impactos e segurança (ACSM) utiliza sensores que realizam 2 mil medições por segundo. Uma combinação de cintos de segurança com limitadores de força e airbags inteligentes frontais e laterais atua para a proteção em casos de impactos. As tecnologias de segurança chegam também ao sistema de iluminação, com soluções para otimizar a visão noturna, reduzir riscos e garantir a integridade física dos ocupantes e dos pedestres, e ao sistema de freios, que garante frenagens mais eficientes. Está equipado também com uma série de câmeras que permite o controle sobre o que se passa ao redor do carro.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017