..
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Educação »

Um professor a tiracolo

Pouca gente se atenta para isso, mas o celular pode ser um grande parceiro nos estudos de idiomas

Tereza Rodrigues - Publicação:19/02/2015 17:11Atualização:19/02/2015 16:39

Maurício Santos, diretor regional da Vivo no Centro-Oeste: 'A linguagem do Kantoo é simples e acessível' (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
Maurício Santos, diretor regional da Vivo no Centro-Oeste: "A linguagem do Kantoo é simples e acessível"
Há tempos os aparelhos de celular têm funções que vão bem além das simples conversas telefônicas. No entanto, até onde o desenvolvimento tecnológico deles vai nos levar, poucas vezes nós sequer ousamos imaginar, não é verdade? E por ser esta uma reflexão pouco recorrente, quase não percebemos as mudanças que acontecem no nosso dia a dia.

 

Aprender um novo idioma, por exemplo, é uma atividade que sempre aparece nos planejamentos de ano novo,e aí logo se mostra cansativa, dispendiosa, cara... Mas, e se a solução estiver bem perto?


Hoje se sabe que frequentar uma escola não é mais a única opção para aprimorar os conhecimentos. Então estudar pelo celular – o companheiro de todas as horas – pode ser bem mais prático, rápido e fácil do que pode parecer. As dicas vão desde a aquisição de aplicativos educativos e games, até a execução de exercícios simples e divertidos, como ouvir músicas em inglês acompanhando a letra e treinando a tradução, ou ver vídeos sem legenda no YouTube.


De olho nesse filão, operadoras de telefonia têm investido pesado no que chamam de “serviços agregados”, que incluem cursos de idiomas. A Vivo é uma delas, e oferece quase 70 opções de conteúdos extras a seus clientes. Merece destaque o Kantoo, um programa de aulas de inglês, espanhol, francês, italiano e mandarim que hoje atinge mais de 1,6 milhão de assinantes. O serviço é oferecido em diferentes interfaces (SMS, site móvel, portal web, voz e aplicativo) e, como toda proposta do gênero, permite que os estudos aconteçam em qualquer hora e lugar, com autonomia para o usuário.


Maurício Santos, diretor regional da Vivo no Centro-Oeste, garante que a linguagem do Kantoo é simples e acessível. Segundo ele, a atuação do projeto está alinhada com a estratégia da operadora de se consolidar como a primeira telco digital do país: “Os investimentos em serviços digitais na área de educação acontecem desde 2009, e hoje eu digo que atingimos um aspecto mais amplo, que passa não só pela conectividade. São serviços de alto valor agregado, pois oferecem o que há de mais moderno no mercado”, explica.


 Niels van Boggelen, professor da escola de inglês What%u2019s Up: são várias as formas de valer-se do que um telefone pode trazer para o aprendizado (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Niels van Boggelen, professor da escola de inglês What%u2019s Up: são várias as formas de valer-se do que um telefone pode trazer para o aprendizado

Se, por um lado, a evolução dos celulares é importante para se ter conforto e comodidade ao acessar recursos como um curso de línguas (e a velocidade da internet também pesa na hora de optar por eles), por outro, não ter aparelhos de última geração e pacotes de dados caros não deve ser um impeditivo para estudar no dia a dia com auxílio do celular. O professor Niels van Boggelen, da escola de inglês What’s Up, diz que são várias as formas de valer-se do que um telefone pode trazer para o aprendizado. “Dá para aprender e se divertir ao mesmo tempo. São vários jogos, aplicativos, audiolivros, podcasts, dicionários bacanas... e tem muita coisa de graça para baixar. É só ter paciência de procurar e instalar. Mas a maioria é superfácil de conseguir”, diz.


Niels ressalta que audiolivros de contos de fadas são ótimos para crianças e também para adultos iniciantes, porque geralmente a pronúncia é bem devagar, o vocabulário é mais fácil e a estrutura gramatical é simples. “Mas quem procurar um audiolivro do Foucault também vai encontrar, tem de tudo na internet”, comenta o professor, que é holandês e mora no Brasil há 10 anos. A sócia dele, Gisele Macheret, também é professora e diz que percebe facilmente a evolução de alunos que treinam o idioma nos horários extraclasse. “Eu acompanho alunos que usam e alunos que não usam o celular para estudar, e é visível o tanto que ajuda a fixar palavras e guardar as estruturas das frases. Principalmente os que jogam games online”, conta.

 

A interação com outros usuários tem ajudado o pesquisador Marcos Honorato de Oliveira a aperfeiçoar o idioma que precisa dominar em um curto espaço de tempo. Ele é professor de engenharia e pretende fazer seu pós-doutorado fora do Brasil, por isso está intensificando seus estudos de inglês, mesmo tendo pouco tempo livre. “O celular me ajuda bastante porque está comigo o tempo todo. Aí toda hora que tenho uma folguinha eu abro aplicativos como o Duolingo ou o Lingua.Ly. Ou então vou para os games. Para pessoas competitivas como eu, ajuda muito.”


Marcos Honorato de Oliveira gosta   de estudar inglês no celular: 'Toda hora   que tenho uma folguinha eu abro    aplicativos como o Duolingo ou o Lingua.Ly' (Raimundo Sampaio / Encontro / DA Press)
Marcos Honorato de Oliveira gosta
de estudar inglês no celular: "Toda hora
que tenho uma folguinha eu abro
aplicativos como o Duolingo ou o Lingua.Ly"


Marcos gosta de ler textos em inglês, assistir a vídeos e treinar o listening com áudios que encontra online, mas não dispensa as aulas presenciais. Para ter no celular, um dicionário indicado na escola em que estuda é o Advancet English Dictionary and Thesaurus, e seus professores são adeptos de programas como FluentU, Rosseta Stone, Memrise e Mindsnacks. Outros aplicativos gratuitos e famosos mundo afora são LinguaLeo, Babbel e Voxy.


Entretanto, seguindo a lógica da autonomia que essa modalidade de estudos oferece, o caminho que cada aluno escolhe é bem individual e personalizado. “Não tem regra, não dá para fazer uma lista com os melhores sites, games ou aplicativos. Cada um vai descobrindo a forma que mais gosta de estudar pelo celular”, explica o professor Niels van Boggelen.

COMENTÁRIOS
Os comentários estão sob a responsabilidade do autor.

EDIÇÃO 55 | Julho de 2017