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Coluna »

Gente da Capital

Zuleika de Souza - Publicação:27/02/2015 19:04Atualização:02/03/2015 10:54

 (Zuleika de Souza )
A paixão como guia

Deise Lima é uma brasiliense encantada pela capital e pelo estilo de vida que ela proporciona. Jornalista por formação, ela seguiu seu lema “paixão é o que me guia” e tomou outros rumos. Ao escolher os móveis de sua casa, encantou-se pelo design e montou a loja chamada Contemporânea. Uma das primeiras do Casa Park, vendia os trabalhos de nomes como os Irmãos Campanas. Depois, ao fazer aulas de gastronomia com a chef Alice Mesquita, foi conduzida ao mundo do vinho. Com o ex-marido, Fernando Rodrigues, trouxe a Grand Cru para Brasília. “A minha paixão pela arte é como um fio condutor em tudo o que faço”, justifica. Nas paredes da Grand Cru, quadros de Ralph Ghere e louças da Célia Estrela. Para o segundo endereço da Grand Cru, convidou Pedro Sangeon para pintar um mural de Gurulinos, personagem conhecido da capital. “Acho o movimento de street art uma das formas mais generosas de arte. Assim, posso compartilhar esse amor, não só com quem frequenta as lojas, mas com que passa pela quadra, de carro ou a pé.”

 

 

Um jeito brasiliense de ser

Por 20 anos, Heloisa Rocha trabalhou no mercado publicitário em grandes agências nacionais. Entusiasta da web, resolveu estudar a rede e suas possibilidades. Saiu da publicidade e tem trabalhado com mídias sociais.

 (Zuleika de Souza )
Uma paixão antiga também é a fotografia e, quando o Instagram foi lançado, logo viu que um novo mundo se abriria pela telinha do celular. Formou o grupo Igersbsb, ligado ao Igers mundial. Hoje, milhares de fotos rodam o mundo com a  hashtg #igersbsb mostrando a cidade para o planeta. Agora, o seu xodó é a Lamb Lamb, empresa que idealizou para imprimir fotos postadas no Instagram, que faz sucesso em festas e eventos. Com a habilidade de agregar pessoas, Helô está com um novo projeto, com Julia Hormann, do Picnik, e Victor Parucker, da Endossa. Na 306 Sul, estão reformando o subsolo e a sobreloja da Endossa para montar a Co-piloto, um espaço de coworking, para abrigar profissionais da economia criativa, e um local multiuso, para festas, cursos e feiras. O novo empreendimento está sendo feito com financiamento coletivo e ainda existem cotas para quem quiser investir.

 

 (Zuleika de Souza )
Em tempo integral

Gilvan Alves é um dos dermatologistas mais reconhecidos do Brasil. Chegou a Brasília em 1991 para fazer residência médica no HRAN e só saiu do Planalto para fazer mais uma residência e o mestrado em dermatologia em Londres. De volta à capital, montou sua clínica e hoje comanda quase 30 médicos de várias especialidades. Já presidiu a Sociedade Brasiliense de Dermatologia e, no ano passado, esteve à frente do congresso nacional realizado aqui. Ele diz que em 2015 vai se dedicar mais ao consultório. Está encantado com as novas possibilidades do robô que implanta cabelos e tem novidades para mulheres, como os novos tratamentos para esculpir corpos.

 

 (Zuleika de Souza )
Rumo a Praga

A artista plástica brasiliense Sônia Paiva sempre se definiu como multiartista e se expressa por meio de várias técnicas, que vão do artesanato à tecnologia, passando pela pintura. Sua trajetória multidisciplinar já a levou a trabalhar na Globo como assistente de cena no Núcleo Walter Avancini na década de 1980, a fazer exposições em várias galerias do país e do mundo e a ser professora da Universidade de Brasília, há 15 anos, nas disciplinas ligadas a encenação, cenografia, iluminação e figurino. Tem mestrado em artes e tecnologia e está cursando o doutorado de pesquisa Processos Composicionais para Cenografia, na UnB. Como parte do doutorado, montou na universidade o laboratório transdisciplinar, que integra várias áreas como a engenharia, arquitetura, música, design e artes. Agora em fevereiro, Sônia organizou em Brasília a mostra seletiva nacional de projetos dos alunos do desenho de cena para a Quadrienal de Praga, a mais importante do mundo, que acontece em junho. Sem verba para realizar o evento, montou uma vaquinha eletrônica: “O financiamento coletivo é um jeito inovador de financiar projetos culturais que passam longe das agendas oficiais por não terem impacto político”. Com tantas atribuições, ela ainda consegue um tempo para dar aulas em seu ateliê, no alto do Urubu, com uma linda vista da cidade.

 

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017