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Educação | Tecnologia »

Uma mãozinha no ensino

Conheça escolas de línguas estrangeiras que trocaram métodos tradicionais por práticas inovadoras na hora de transmitir conhecimento

Alessandra Curado - Redação Publicação:27/03/2015 15:31Atualização:27/03/2015 15:47

Na Thomas Jefferson, alunos como David Montu de Melo são estimulados a frequentar a programação cultural da casa e se dedicar à concentração da biblioteca informatizada (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
Na Thomas Jefferson, alunos como David Montu de
Melo são estimulados a frequentar a programação
cultural da casa e se dedicar à concentração da
biblioteca informatizada
Conhecer um novo idioma está nos planos de quem deseja ampliar fronteiras, acumular conhecimento ou se destacar no mercado de trabalho. A tecnologia, sem dúvidas, ampliou o processo de globalização e vem estreitando dia após dia as fronteiras geográficas. Há quem defenda que a globalização trará algum dia uma unificação da linguagem, ou seja, todo mundo falando a mesma língua, um só dialeto. Mas será possível regressarmos ao tempo da Torre de Babel? Mesmo que essa discussão possa ficar para os linguistas, o importante é que, no entendimento geral, aprender uma nova língua hoje está na lista de prioridade de grande parte das pessoas – razão que fez multiplicar escolas de idiomas com diferentes propostas e inovadores métodos de ensino para atender a todos os públicos. Afinal, uma nova realidade exige novos processos.


As tradicionais metodologias no ensino de idiomas estão cada vez mais distantes das escolas. Aquela relação, antes inseparável, entre professor, quadro -negro e o giz já não é mais uma regra na formação. As escolas estão visivelmente mais modernas e o ensino de uma língua estrangeira está a cada dia mais desafiador – principalmente para o professor, que precisa estar preparado para enfrentar na sala de aula (seja ela física ou on-line) um aluno smart e instantâneo, com mais autonomia.


“Inovações educacionais sempre trazem benefícios para todos. Aprendemos a pensar diferente, quebrar paradigmas, usar novas ferramentas, e isso estimula nosso cérebro e nos torna aprendizes para uma vida inteira”, analisa a superintendente acadêmica da Casa Thomas Jefferson, Isabela Villas Boas.
De olho nessa transformação social, as escolas de idiomas têm investido em ferramentas de conectividade para aproximar a tecnologia, presente na rotina dos alunos, da prática pedagógica. Como exemplos, há a criação de aplicativos para smartphones, aulas on-line e dispositivos eletrônicos que se somam aos materiais impressos.


'Enriquecemos nossas aulas com aplicativos que passam pela realidade aumentada, animação, gravação de voz e vídeo e videoconferência', detalha Giselle Santos, coordenadora acadêmica da Cultura Inglesa no DF  (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
"Enriquecemos nossas aulas com aplicativos que passam pela realidade aumentada, animação, gravação de voz e vídeo e videoconferência", detalha Giselle Santos, coordenadora acadêmica da Cultura Inglesa no DF
Especializada no ensino da língua inglesa no Distrito Federal há 52 anos, a Casa Thomas Jefferson acompanhou de perto essa evolução tecnológica na capital – foi uma das primeiras escolas de idiomas a lançar curso on-line. “Oferecemos cursos que levam o aluno do básico ao avançado, bem como cursos para fins específicos, como inglês jurídico e formação continuada de professores. Eles são oferecidos em plataformas modernas e de fácil navegação, com o apoio constante dos nossos professores, para o aluno não se sentir sozinho no ambiente virtual. O aluno tem total autonomia para agendar, em horário conveniente, encontros virtuais com o professor para o auxílio nas dúvidas”, destaca a diretora executiva, Lucia Santos.  


A Thomas oferece ainda uma programação cultural aberta ao público, com shows musicais, exposições e espaço para pesquisa e estudo na biblioteca informatizada na unidade da Asa Sul. Atualmente, a escola atende cerca de 17 mil alunos, entre crianças, adolescentes e adultos, e possui um corpo técnico formado por 250 educadores.


'Aprendemos a quebrar paradigmas, usar novas ferramentas, e isso nos torna apren-dizes 
para uma vida inteira', diz a super-intendente acadêmica da Thomas Jefferson, 
Isabela Villas Boa (dir.), ao lado da diretora executiva, Lucia Santos (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
"Aprendemos a quebrar paradigmas, usar
novas ferramentas, e isso nos torna apren-
dizes para uma vida inteira", diz a super-
intendente acadêmica da Thomas Jefferson,
Isabela Villas Boa (dir.), ao lado da diretora
executiva, Lucia Santos

A Cultura Inglesa é outra escola que se mostra atenta aos movimentos de inovação na educação e domínio das ferramentas tecnológicas. Com mais de 50 unidades no Brasil, seis no Distrito Federal, a rede possibilita o acesso do aluno a ferramentas como o uso de tablets, desafios on-line e quadros interativos. “Não podemos ficar de fora das inovações. Com o avanço em todos os setores, a sociedade volta os olhos para ambientes de aprendizagem e daí surge a necessidade de trazer para o mundo escolar os mecanismos que oferecem conexão, acesso à informação, possibilidade de compartilhamento e a diminuição das fronteiras geográficas. Desta forma, enriquecemos nossas aulas  com aplicativos que passam pela realidade aumentada, animação, gravação de voz e videoconferência, por exemplo”, explica a coordenadora acadêmica da Cultura Inglesa no Distrito Federal, Giselle Santos. Para ela, a incorporação das inovações tecnológicas só tem sentido se contribuir pedagogicamente para o ensino e a aprendizagem. E, pelo relato de alunos, tal objetivo está sendo alcançado: “As aulas com tablet são interessantes para interagir com os meus amigos. E são divertidas porque têm um conteúdo ilimitado”, diz Leonardo Galvão, de 11 anos, que estuda na Cultura há seis  meses.


A Wise Up é especializada em atender o público adulto: metodologia 
e material didá-tico inéditos para chegar ao 'inglês inteligente' (Bruno Pimentel / Encontro / DA Press)
A Wise Up é especializada em atender o
público adulto: metodologia e material didá-
tico inéditos para chegar ao "inglês inteligente"


Não se pode ignorar, no entanto, que a globalização também traz desafios. Por exemplo, ao mesmo tempo que amplia redes de relacionamento, ela “reduz” nossa noção de espaço e tempo. Por essa razão, é preciso se adaptar a essa nova realidade e oferecer flexibilidade na hora de ensinar idiomas.


A Wise Up, com uma proposta inovadora do “inglês inteligente”, que garante o domínio da língua inglesa em 18 meses, é especializada em atender o público adulto. O diretor da rede de ensino em Brasília, Arthur Queiroz, explica como a escola associa a tecnologia, o tempo e a metodologia. “Utilizamos o recorte linguístico vocabular, ou seja, o aluno aprende o inglês falado no dia a dia, as expressões e as regras gramaticais que realmente são utilizadas no processo comunicativo. Nossa metodologia e material didático são exclusivos”, explica.


O grande destaque, de acordo com Arthur Queiroz, é o seriado desenvolvido pela própria Wise Up. O aluno acompanha os episódios como se estivesse assistindo a uma série da TV americana e, a partir de cada capítulo, resolve exercícios e compreende o diálogo. “Se o aluno perder a aula presencial não tem problema. Ele estará equipado com o material didático, e as aulas, disponíveis em nosso site na plataforma on-line. Ou seja, o aluno pode estudar onde estiver e quando quiser”, conclui.

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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017