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CAPA | Empreendedorismo »

Comunicação Promissora

Sob o comando de jovens talentos, empresas brasilienses de publicidade e de design gráfico se destacam cada vez mais no mercado criativo. O desafio deles é se sobressair num cenário de crise e ajudar os clientes a inovar para vencer os problemas econômicos

Jéssica Germano - Redação Publicação:27/08/2015 15:19Atualização:27/08/2015 15:19

Alessandra Cavendish (centro) e Fernanda Mujica (direita), com os estagiários Raquel Câmara(esquerda) e Giovani Mariani (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A. Press)
Alessandra Cavendish (centro) e Fernanda Mujica (direita), com os estagiários Raquel Câmara(esquerda) e Giovani Mariani
A primeira pergunta costuma ser a mesma: “Qual é o seu problema?”. Ela é o motor daqueles que trabalham na busca de soluções inovadoras para as mais diversas necessidades. De uma grande ação de entretenimento a um cardápio cuidadosamente alinhado à proposta da casa. De um projeto de vídeo ao design gráfico. Criatividade é o nome do desafio diário vencido e perseguido por agências, escritórios e estúdios contratados para encurtar o caminho entre empreendedores e seu público ou clientela. No comando desses estabelecimentos, estão brasilienses empreendedores que movimentam a comunicação na capital do Brasil, uma turma jovem que deseja surfar na crise a partir de boas ideias. E eles têm conseguido.

 

A bibliografia sobre o mercado criativo, tanto quanto a expansão do segmento no cenário profissional normal, é relativamente recente. Só no fim da década de 1990, o Reino Unido lançou o primeiro estudo revelando o panorama atingido pela indústria da criação. Em 2001, foi a vez do pesquisador John Howkins falar sobre a visão empresarial por trás da propriedade intelectual, segundo a qual marcas, patentes e direitos autorais aparecem como princípios para transformar a criatividade em produto. No Brasil, a primeira análise só veio em 2008, mas desde então vem sendo acompanhada de perto, refletindo o crescimento significativo do ramo.

 

 (Reprodução)
Segundo dados de um mapeamento nacional liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em 2014, na última década, a chamada indústria criativa evoluiu em todos os estados brasileiros. Dividido em quatros grandes grupos (consumo, cultura, mídias e tecnologia), o setor envolve, basicamente, empresas e profissionais que têm as ideias como insumo principal para geração de valor. São mais de 892 mil formais atuantes. Nesse cenário, a publicidade, o design e a moda aparecem como os segmentos “clássicos” mais lembrados, mas não caminham muito distante da produção audiovisual, da arquitetura e da produção de conteúdo digital.

 

Seguindo a tendência nacional, o Distrito Federal surge em quinto lugar em relação à presença desse público criativo no mercado, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São quase 22 mil trabalhadores especializados em atividades ligadas ao setor na cidade, onde se tem a segunda maior média salarial do país: R$ 6.925.

 

“Nós vimos que Brasília tem um mercado muito grande, além da publicidade.” A constatação do videomaker Mateus Brandão, de 33 anos, veio logo após o convite para montar uma  produtora de vídeos em Brasília, com dois sócios, em 2011. Deixar Belo Horizonte e começar um negócio na capital federal, apostando no nicho do meio digital, acabou se firmando como um movimento do próprio mercado. Foi repensando os formatos tradicionais que surgiu a Manifesto Multimídia, atualmente em funcionamento com produção audiovisual totalmente voltada para plataformas virtuais, que permitem uma mensagem mais direcionada ao público que se pretende atingir.

Giacomo Piero e Mateus Brandão (Vinícius Santa Rosa/Encontro/D.A. Press)
Giacomo Piero e Mateus Brandão

Foi analisando também as caraterísticas dos interessados em gerar conteúdo na cidade que a produtora encontrou o seu per%uFB01l mais comum de clientes: sindicatos e associações. “Um pessoal com grana, que está disposto a fazer uma TV corporativa, um documentário, um programa”, descreve Brandão, citando o grande %uFB01lão que a Manifesto assumiu. Aliando a linguagem rápida e dinâmica do audiovisual com a temática especí%uFB01ca dessas instituições, a produtora acabou se posicionando e ganhando força. “Fazemos um produto diferente”, considera.

 

E a repercussão tem sido positiva. Os vídeos produzidos para uma campanha do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) contribuíram para que a entidade recebesse por dois anos consecutivos o prêmio de melhor ação educativa de combate à pirataria, concedido pelo Ministério da Justiça. A campanha premiada contou com dois longas metragens, em formato de documentário, que, em vez do viés da repressão, apresentava iniciativas culturais originais do país, como o festival de Parintins e o carnaval de Pernambuco. Em outro material, com foco na fragilidade no controle de fronteiras do país, o re%uFB02exo chegou à esfera nacional. “Esse projeto motivou debates e discussões no Congresso Nacional, contribuindo até para aprovação de mudanças”, conta, orgulhoso, o diretor audiovisual da Manifesto.

 

“Enxergamos a demanda e tem também a identi%uFB01cação”, completa Giacomo Piero, de 33 anos, sócio e diretor de criação da produtora. Para ele, esse mercado alternativo serviu, inclusive, para impulsionar a empresa no início, e para mantê-la ativa em tempos mais difíceis. “Em vez de baixar a cabeça e fechar a empresa, por exemplo, nós quisemos nos reinventar e procurar clientes que não fazem parte da crise.”

 

Proprietário da agência de design Boibumbá, Camillo Righini (Raimundo Sampaio/Encontro/D.A. Press)
Proprietário da agência de design Boibumbá,
Camillo Righini
Quando o designer Camillo Righini, de 33 anos, voltou de uma temporada de um ano em Londres, onde estudou fotogra%uFB01a e se dedicou a um curso de criatividade, não teve dúvidas em abrir um estúdio exclusivamente voltado para criação de peças e identidades visuais em Brasília no ano de 2009. Ciente da ampla atuação de agências de publicidade na cidade, oferecer um serviço segmentado, ainda hoje, faz muito sentido para o jovem empresário. “Ainda existe no mercado uma quantidade grande de empresas que precisa repensar sua marca, sua operação de modo geral”, observa. Foi se dedicando especialmente ao design editorial que ele estabilizou o trabalho da Boibumbá, atualmente com seis funcionários, todos com formação especí%uFB01ca no segmento.“Nós nos orgulhamos desse foco e de conseguir viver da nossa atividade”, conta o diretor do estúdio.

 

Apesar de ainda merecer um olhar cuidadoso por parte das empresas contratantes, principalmente quando se fala em planejamento de marca, Righini acredita que, cada vez mais, a praça tem percebido a importância de ter olhares pro%uFB01ssionais sobre o posicionamento de seus produtos. “A proposta do design é esta: melhorar algo que precisa realmente existir”, destaca. Ele con%uFB01rma a procura crescente por esse tipo de serviço na capital. “Os próprios clientes estão percebendo a necessidade de desenvolver projetos nos quais se tem uma etapa de design e de comunicação”, comenta. “Isso é cada vez mais nítido.”

 

Devido à a%uFB01nidade do próprio fundador com o campo da fotogra%uFB01a e ao conhecimento em encadernação manual, o olhar a%uFB01nado sobre as publicações editoriais acabou destacando o negócio. Já no primeiro ano de vida, a Boibumbá ganhou uma licitação do Itamaraty e, desde então, vem produzindo uma série de revistas, catálogos e livros – tudo voltado para o design impresso, viés declarado do estúdio. “Eles gostavam de design e entendiam a necessidade de fazer projetos diferentes dos que existem”, conta, quase seis anos após o início da parceria. “Foi uma oportunidade única para um cliente muito interessante, criativo, e com muita qualidade.”

 

Com um portfólio estampado também por trabalhos para a Inframérica (incluindo a marca da Sala VIP do aeroporto de Brasília, única diferente da América Latina) e dos ministérios da Saúde e da Cultura, a empresa acumulou nove prêmios de design só nos últimos dois anos – dois deles consecutivos como melhor empresa do setor. “O mercado de Brasília vai crescer sem parar”, garante o designer, embasado na busca consciente por esse tipo de serviço. “Está todo mundo falando em crise, e nós estamos contratando.”

 

Heloísa Rocha, empresária (Vinícius Santa Rosa/Encontro/D.A. Press)
Heloísa Rocha, empresária
Para a publicitária Heloísa Rocha, de 49 anos, que inaugurou um espaço de coworking voltado para receber pro%uFB01ssionais ligados à economia criativa, não há dúvidas de que a cidade vive um momento de efervescência em relação à produção. “Em qualquer segmento está acontecendo isso”, constata, levando em consideração a cena de eventos abertos que envolvem os mais diversos pequenos empresários, da moda à música. “É tudo: é a parte cultural, mas é a publicidade também, são as formas e os meios de divulgação”, ressalta.

 

Entusiasta da web, área pela qual abandonou, após 20 anos de atuação, o espaço tradicional das agências publicitárias, ela acredita que a geração atual tem se destacado, principalmente, por romper com antigos modelos e investir em novos formatos. “Temos de olhar de outro jeito”, sugere. Não à toa os principais nomes por trás das ideias empreendedoras que têm tomado o quadradinho são de jovens talentos. “Brasília é uma ponta de lança mesmo nessa coisa de economia criativa”, assegura Heloísa. “As pessoas estão vendo que têm uma possibilidade de trabalho, de se realizar pro%uFB01ssionalmente trabalhando com aquilo de que gostam e de estar com pessoas que têm a ver com elas.” Um espírito totalmente compatível com as iniciativas em conjunto, segundo ela.

 

À frente de projetos como a Lamb Lamb, máquina que revela em tempo real fotos postadas no Instagram com determinada hashtag ou geolocalização, com o Co-piloto, Heloísa espera criar um local propício à produção colaborativa. “Aqui também podem surgir produtos”, frisa, já no espaço físico, na sobreloja da Endossa, na 306 Sul, e tem 12 estações individuais, seis salas e um lounge de convivência, para que pro%uFB01ssionais das mais diferentes áreas aluguem e desen- volvam seus projetos. “Para mim, a criatividade é o grande motor de tudo. E, de alguma forma, por mérito da internet, os meios de produção %uFB01caram mais fáceis para todo mundo, mais acessíveis”, lembra sobre as ferramentas cada vez mais disponíveis.

 

Há 14 anos na cena de Brasília, a Radiola percebeu as mudanças do mercado e optou por caminhar junto às novidades – sem deixar de lado a estrutura que a estabilizou, quando os seus fundadores, com pouco mais de 21 anos, apostaram em mesclar as metodologias da publicidade com o conhecimento técnico de design. “Isso acabou virando um pouco o nosso DNA”, re%uFB02ete Gilson Leal, de 35 anos, que, ao lado de André Vasquez, de 35 anos, e Peter Sola, de 36, comanda hoje um time de 24 funcionários e responde por criações que vão de planejamento de marca à atuação nas redes sociais, passando por eventos, criação de sites e peças publicitárias.

Gilson Leal, Peter Sola e André Vasquez (Vinícius Santa Rosa/Encontro/D.A. Press)
Gilson Leal, Peter Sola e André Vasquez

“Nós acabamos fazendo da Radiola uma conexão de agências que não existem mais, que é o mundo pré-digital, com uma estrutura onde não tem muita regra”, explica Vasquez, responsável pela parte comercial, referindo-se à atuação off-line e on-line. “Eu acho que as demandas vão cada vez mais caber nas agências que têm as duas coisas”, sustenta, citando o termo “no-lines”.

 

Apostar nos mais diferentes per%uFB01s de cliente também é um dos pilares para a a%uFB01rmação da agência, acreditam os sócios. Os três publicitários orgulham-se de atenderem do Marvin ao Sebrae nacional. Do ramo imobiliário ao de funerárias. “Muito da nossa realização pro%uFB01ssional vem de termos acreditado que podíamos criar, aos 20 anos, uma agência e podíamos trabalhar não só para contas grandes, mas para outras pelas quais pudéssemos nos interessar criativamente”, acredita Leal. Em razão dessa característica, eles conseguem manter, pelo menos, 20 contas regulares na carteira. “Nós conseguimos isso porque temos autonomia. Podemos escolher, de um jeito ou de outro, com quem vamos trabalhar”, comenta Sola. Além disso, ele acrescenta outro fator de sucesso: a agência tem, naturalmente, uma linguagem jovem e se comunica facilmente com todas as esferas de produção.

 

Na Flap!, empresa focada em comunicação por meio de pontos de contato ao vivo com o consumidor, a especialização em um produto único foi o grande eixo de virada para o negócio fundado há 10 anos. “Para ser agência, tem de se trabalhar com um cliente, uma verba e um problema”, resume o publicitário Bruno Barra, de 32 anos. Tendo isso em mente, ele, ao lado do amigo de colégio e sócio Ivan Hauer, de 32, enxergou um espaço para crescer. Foi por meio de um núcleo de projetos próprios que a empresa de live marketing brasiliense, hoje com 38 pro%uFB01ssionais, assumiu um vetor de crescimento a partir de 2008. “Em vez de criar sob medida, nós começamos a criar projetos e vender para os shoppings”, destaca Barra, citando um de seus mais assíduos per%uFB01s de cliente. “Como agência, o cliente me compra como necessidade. Com um projeto próprio, eu não preciso esperar por ele para oferecer um produto novo”, sugere.

Ivan Hauer e Bruno Barra (Vinícius Santa Rosa/ Encontro/D.A. Press)
Ivan Hauer e Bruno Barra

Por meio do serviço segmentado, a Flap! tem conseguido contratos exclusivos e de abrangência nacional, caso da Galinha Pintadinha. Durante 18 meses, a empresa atuou sozinha levando o personagem infantil em grandes estruturas recreativas para praças de shoppings, por exemplo. No segundo semestre, será a vez da NBA atuar com a empresa, com um projeto de entretenimento indoor. Uma exposição de fotos, que lembra uma quadra de basquete, junto a atividades interativas, rodará o país para contar a história da liga norte-americana do esporte.

 

A Caixa Econômica Federal é outro cliente que tem usufruído das ideias dos dois sócios amigos. Há dois anos, eles têm ganhado a licitação para fazer o Natal do prédio localizado no Setor Bancário Sul, ação que envolve toda a iluminação da estrutura física, além de atividades infantis, como a fábrica de doces do Papai Noel, criada especialmente para o evento. “Saímos de 5 mil pessoas para 12 mil de público”, comemora o diretor de negócios e operação.

 

“Tínhamos a opção de trabalhar em agência, muitos amigos tinham escritórios também, mas discordávamos de muitas coisas do mercado”, relata Francisco Bronze, de 30 anos, remetendo ao início do Grande Circular, há quatro anos e meio. Acompanhado de quatro amigos, todos contemporâneos da faculdade de design da Universidade de Brasília, ele decidiu apostar no potencial de um escritório totalmente voltado para o ramo da formação que tiveram. “Queríamos entregar um trabalho de qualidade, e não %uFB01car só preocupado em entregar algo para pegar um trabalho novo”, sustenta Mateus Zanon, de 28 anos, acrescentando uma das premissas que sustenta a empresa localizada na 215 Norte.

 

Foi cuidando de todas as etapas criativas de um job – do nascimento da marca grá%uFB01ca ao seu uso nas redes sociais – que o escritório grá%uFB01co, com identidade brasiliense não só no nome, começou a crescer na cena criativa da cidade. “A maioria do nosso portfólio está ligada a empresas, pessoas que têm o sonho parecido com o nosso, de ter um negócio próprio e trabalhar como nós”, observa Bronze, mencionando que 90% dos clientes são empresários locais. Entre esses, estão o Ernesto Cafés Especiais, que teve suas paredes, cardápio mais recente e todo o desenvolvimento de embalagens fei- tos pelos cinco sócios.

 

O conhecimento especí%uFB01co em tipogra%uFB01a também ajuda na hora dos contratos. Por dois dos pro%uFB01ssionais da empresa terem desenvolvidos projetos %uFB01nais na universidade voltados para o design de letras, eles conseguem criar e oferecer logotipos totalmente personalizados e alinhados ao forte processo de pesquisa que o escritório faz, para desenvolver, assim, uma identidade compatível com o conceito do cliente. Segundo eles, cerca de três semanas, um terço do tempo que pedem para entregar um trabalho, é direcionado para entender o mercado no qual a empresa contratante atua, aonde ela quer chegar e o que pretende oferecer ao público. “O que diferencia uma empresa hoje é como ela se comunica com o cliente”, lembra Zanon, contextualizando a boa movimentação em torno da economia criativa.

Gabriel Braga, Francisco Bronze, Bernardo Prates, Victor Papaleo, Rafael Lemos e Mateus Zanon (Vinícius Santa Rosa/Encontro/D.A. Press)
Gabriel Braga, Francisco Bronze, Bernardo Prates, Victor Papaleo, Rafael Lemos e Mateus Zanon

Com a equipe formada por quatro brasilienses e apenas um cadango (Victor Papaleo veio para Brasília aos 4 anos de idade), o grupo se orgulha por entender bem a cidade. Talvez por isso tenham participado tanto de projetos que falam sobre os eixos do Plano Piloto e das cidades-satélites, como o Retrato Brasília, projeto do Correio Braziliense e do CCBB, e o Experimenta Brasília. Para o primeiro cliente, desenvolveram uma caneca ilustrada por ícones “do lado B da cidade, que não são clichês”, como de%uFB01ne Bronze. O relógio da Praça de Taguatinga, o Catetinho, o escorrega do Parque Ana Lídia, o Gurulino e a Praça dos Cristais estão entre os desenhos que re%uFB02etem a vertente de desenvolvimento de produtos, também assumida pelo escritório.

 

Foi com um ideal de fazer algo diferente do que já existia relacionado à comunicação visual na capital que surgiu o Avocado. Idealizado pelas colegas Fernanda Mujica, de 26 anos, e Alessandra Cavendish, de 25, o estúdio de branding (criação da identidade completa de uma marca) busca desenvolver e executar peças com forte base de conceituação. O projeto surgiu há dois anos e meio, após Fernanda voltar de Madri, onde se especializou em design estratégico, e a sócia desejar atuar com planejamento estratégico de comunicação, área que estudou durante uma temporada em São Francisco, nos Estados Unidos.

 

“O planejamento vem durante todo o processo”, explica Alessandra, para citar os dois per%uFB01s mais comuns que costumam procurar os serviços da em- presa, que abrangem desde a logomarca ao cartão de visita, passando por criação de site. “Ou o cliente chega cru, simples- mente com uma ideia no ar, e nós ajudamos a pensar que tipo de roupa ele quer vender, para qual cliente. Ou já chega com o negócio funcionando, mas sem uma marca pro%uFB01ssional”, descreve, sugerindo o trabalho de ativação de marca, no qual costumam se envolver.

 

Atuando com contas de advogados e também de lojas de roupas, as duas sócias se orgulham da característica de start-up que ainda hoje, mesmo com clientes como o restaurante francês L’Entrecôte de Paris, mantêm. “Independente do nosso tamanho, a Avocado está sempre mudando de acordo com a realidade do mercado”, comenta Alessandra. Por se dedicarem a um serviço bastante exclusivo, ela conta que constantemente buscam se adequar às demandas, para assim apresentar o melhor produto. Projeto pro%uFB01ssional que dialoga bastante com a vida que buscam levar junto à capital. “É muito uma iniciativa social para a cidade também. Nós nos preocupamos em sermos relevantes”, completa ao lado da sócia.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017