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COLUNA »

Gente da capital: Edição 39

Zuleika de Souza - Publicação:01/03/2016 11:20Atualização:02/03/2016 07:55
Explodiu!

 (Zuleika de Souza/Encontro/D.A Press)
O palco é o lugar onde Adolfo Neto, músico e publicitário, se sente mais feliz. Toca baixo e canta nas bandas The Egoraptors e Lista de Lily. Também está com dois projetos musicais. Um é o Vai Tomar No Cover, palco itinerante que usa os espaços públicos da cidade para fazer shows. O outro é o Sofar Sounds, intimista e misterioso, no qual o público compra o ingresso e só sabe quem vai tocar e onde vai ser o show um dia antes – e muita gente topa a surpresa. Foi nesse carnaval que Adolfo realizou o sonho de tocar e colocar um bloco na rua. Com Aloizio Michael, Samyr Aissami e Thiago Delimacruz, formou a banda/bloco Divinas Tetas, que foi a grande novidade momesca da cidade. O bloco fez tremer o Setor Bancário Sul, com 7 mil pessoas dançando. Adolfo é só felicidade depois das 4h30 de apresentação que tropicalizou o carnaval candango. O músico, que se divide entre a música e o trabalho de diretor de arte na agência Heads, promete fazer shows com as Divinas Tetas a partir de março, para saciar o gostinho de quero mais que ficou na cidade: “Não tem como segurar esse movimento criativo que a cidade está vivendo”, acredita ele.
 


 (Zuleika de Souza/Encontro/D.A Press)
Voar, voar...

Manoel Damasceno quer fazer Brasília voar. O engenheiro civil conta que gostaria de ter sido piloto e acabou se encontrando no paraquedismo, chegando a ser duas vezes campeão brasileiro de salto em grupo. Treinando nos Estados Unidos, ele conheceu os túneis de vento e em 2006 ajudou a montar o primeiro modelo parecido no Brasil (para treino dos paraquedistas do Exército). Com o paulista Fabio Diniz, Manoel se associou à iFLY e acaba de inaugurar no Lago Sul o primeiro túnel para entretenimento na América do Sul. Depois de muitos estudos de viabilidade econômica e investimento de 10 milhões de dólares, o brasiliense fez questão de que o primeiro empreendimento do tipo fosse no Planalto Central, o segundo em fase de acabamento está em São Paulo. Nos próximos dois anos, ele implantará outro em São Paulo e mais três na América do Sul.
 
 
Flores por todos os lados

A brasiliense Renata Vignoli é engenheira florestal e tem paixão pelas pequenas e delicadas flores. Trabalhou no serviço público por alguns anos, saiu depois que os filhos nasceram e decidiu fazer cursos para dedicar-se à arte floral. Em abril do ano passado, criou a sua marca e começou a comercializar buquês e arranjos. Trabalha em casa sozinha e ela mesma faz as entregas, o que lhe dar o prazer de ver a emoção de quem recebe as flores de forma tão despojada e criativa. Em maio vai para a Inglaterra fazer mais um curso e na volta quer ampliar o negócio montando um estúdio, mas sem perder o toque artesanal e personalizado.
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/D.A Press)
 
Sopro de arte

Patrícia Bagniewski faz parte da geração de artistas plásticos que faz questão de ocupar a cidade com arte. Nascida no Hospital de Base, ela graduou-se em artes na UnB e tem paixão por vidro, material que a levou a aprofundar seus conhecimentos na Inglaterra, Japão e Itália. Seu novo projeto translúcido é inspirado nas caliandras, flor símbolo do cerrado que encanta pela delicadeza e por seu vermelho. Ela sonha com um projeto que possa reciclar as toneladas de vidro que se acumulam nos lixões, por isso procura dar um destino artístico a garrafas que iriam para o lixo. Patrícia está montando com o artista Felipe Carvalho o primeiro ateliê de vidro do DF. Inquieta, faz parte do Coletivo Transverso, que espalha poesia pelas paredes e calçadas da capital. E ainda está compartilhando seus conhecimentos com moradores de rua em um projeto de ressocialização do Centro de Atendimento População de Rua. No meio do ano, ela pretende voltar a Veneza e fazer uma segunda residência artística na Fondazione Berengo, com os maiores mestres vidreiros.
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/D.A Press)
 
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EDIÇÃO 58 | outubro de 2017