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COLUNA »

Gente da capital: Edição 40

Zuleika de Souza - Publicação:30/03/2016 11:44Atualização:30/03/2016 12:13
A vida fora dos palcos

No grupo brasiliense Os Melhores do Mundo, que há mais de 20 anos faz o Brasil rir, tem um casal real: Adriano Siri e Adriana Nunes. Mesmo com os muitos trabalhos da companhia, os atores tentam levar uma vida normal de uma família com três filhos, aproveitam o que a cidade tem de melhor. Moradores da Unidade de Vizinhança, eles são sempre vistos por lá. O ano de 2016 começou agitado para eles, a atriz acaba de abrir, no Instituto Claude Debussy, a E.T.C... – Escola de Teatro e Comédia Adriana Nunes, e voltou a estudar, agora no curso artes plásticas, da UnB. Já Siri está se dedicando a montar uma rádio web, voltada para a família. Juntos realizam o projeto De Grão em Grão, que leva literatura, humor e ternura a crianças internadas em hospitais. E, ainda, estão trabalhando atualmente em uma série de livros infantis.
 
 (Zuleika de Souza/CB/DA Press)
 
 
 
 (Zuleika Souza/CB/DA Press)
Paixão reacesa

Ele se encantou com a fotografia na adolescência e fez muitos cliques até os 22 anos. Depois disso, o arquiteto José Roberto Bassul, que chegou a participar de exposições, resolveu dedicar-se à arquitetura e ao urbanismo trabalhando como autônomo e em instituições públicas. Foi presidente do IAB-DF, da Terracap e participou diretamente da elaboração do Estatuto da Cidade, lei sobre a qual publicou um livro. Há seis anos, a paixão fotográfica ora adormecida voltou. E olha que ele ficou quase 30 anos sem fotografar nem mesmo suas viagens. Agora, aposentado como consultor legislativo do Senado Federal, está sempre pelas ruas com sua câmera. As obras de Lucio Costa e Oscar Niemeyer são o grande tema. A qualidade e consistência do trabalho têm sido reconhecidas – em 2015, ele foi considerado Top-rated no Lens Culture Exposure Awards. Agora ficou entre os 50 finalistas no Sony World Photography Awards 2016 e terá como prêmio sua foto do Museu Nacional exposta em Londres.

 
 (Zuleika Souza/CB/DA Press)
A lei do amor

Daniella Cronemberger, jornalista, acaba finalizar o documentário Em Defesa da Família. Ela conta que estava muito desiludida com o momento político e social que o país vive, de tentativa de retrocesso em alguns direitos e de uso do preconceito e do ódio como plataforma política. “A ideia era fazer um filme que mostrasse a absurda diferença entre o discurso homofóbico e a vida real. Precisamos focar o olhar nas pessoas. Isso é mais importante. E acredito que o amor pode esclarecer mais do que um discurso”, diz. Mais de 300 pessoas doaram um total de 38.460 reais na vaquinha virtual. Uma feirinha, com artistas e empresários da cidade, no Mercado Cobogó, ajudou a finalizar o filme. O teste de audiêncialotou o Cine Brasília. Agora, o filme vai correr o mundo pelos festivais: já foi aceito para o Short Film Corner em Cannes e um grande festival de filmes LGBT na Grécia. Que o amor prevaleça!
 
 
 
 (Zuleika Souza/CB/DA Press)
Com ganho de causa

O artista plástico Lucas Gehre participa ativamente da cena brasileira de quadrinhos. Todos os dias, publica na sua página LTG uma nova tirinha. Recentemente, ele lançou no catarse.me/quadradinhas o projeto de crowdfunding para fazer o livro das Quadradinhas. Também é um dos editores da revista Samba, dedicada aos quadrinhos. Trabalha em uma casa/coletivo na W3 Sul, a Nova, que é herdeira da Laje, onde despontaram vários artistas da cidade. Além de ateliê de criadores é um espaço para exposições e feiras. Lucas também ajuda a produzir a feira Dente, que vai acontecer em junho, juntamente com um prêmio para artistas de quadrinhos de todo o país. Ele diz que, mesmo com a força da internet, as publicações independentes e séries limitadas de revistas atraem um público fiel que faz questão do papel e coleciona como obra de arte, que são.

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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017