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COLUNA »

Na mesa

Jéssica Germano - Redação Publicação:27/04/2016 13:28Atualização:05/05/2016 09:54
Filha de peixe...
 
Não seria exagero dizer que Larissa Mantovani foi radicada dentro da cozinha. Filha de Emerson Mantovani, chef responsável pelo Trio Gastronomia, desde pequena a adolescente se habituou a observar pontos de preparo e rigor técnico com receitas. Adicione uma paixão declarada pela confeitaria e o resultado não poderia ser outro: aos 14 anos, a estudante decidiu montar uma lojinha de doces on-line, após fazer sucesso com venda de brownies na escola. Com perfil nas redes sociais, a La Dolce Vita estreou em fevereiro e desde então vem crescendo em invenções. Naked cakes, como o com massa de chocolate preto, calda de brigadeiro branco e amoras (49 reais o quilo), somam-se às opções que ganham versão criativa nas mãos da jovem doceira. “Chocolate com pimenta, caramelo salgado, amêndoas”, cita rapidamente os sabores de brigadeiros que devem vir por aí.
 

 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 
Cozinha compartilhada
 
A feirinha gastronômica e cultural que aconteceu no início de abril no Brasil 21 foi apenas um aperitivo do que há por vir. Idealizado pelos chefs Myriam Carvalho e Ville Della Penna, o evento foi uma ação piloto que pretende movimentar a área com bancos e mesas compartilhadas em frente ao bloco C, com vista para a Torre de TV. Com preços acessíveis, de até 25 reais, a dupla de curadores pretende convidar um cozinheiro da cidade a cada fim de semana para apresentar sua cozinha. Um espaço colaborativo em torno da boa mesa que tem tudo para somar aos pontos turísticos que o cercam. Tonico Lichtsztejn (400quatrocentos) e Rodrigo Almeida (Pinella e rede Dudu Camargo) já foram convidados para participar da ocupação gastronômica do Complexo, que deve receber mais novidades em breve. “É um projeto de muitos para todos”, define Myriam.
 
 (Bruno Pimentel/Esp. Encontro/DA Press)
 (Bruno Pimentel/Esp. Encontro/DA Press)
 
Sem trabalho pra elas
 
O segundo domingo de maio merece ser sempre comemorado. Acostumadas a liderar a cozinha, a ideia é que as homenageadas do dia apenas celebrem. Foi visando à praticidade e conforto das mães que o Lá em Casa Cuisine D’amis lançou cardápio completo a ser levado para casa. Ao melhor estilo traiteur – estabelecimento típico francês onde se compra preparos para serem consumidos em outro lugar –, a empresária Fernanda Arbex disponibiliza para encomendas, até 4 de maio, menu de três etapas: salada de couscus cítrico com frango para entrada, boeuf bourguignon e batatas rústicas, como principal, e riz au lait (espécie de arroz-doce com coulis de frutas vermelhas), de sobremesa. “São pratos clássicos de família franceses”, avisa a sócia, antecipando o clima afetivo sem mão de obra ou filas.
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)

Ponto dinâmico
 
Com estreia prevista para a segunda quinzena de maio, o novo empreendimento da 202 Sul não foge ao modelo bufê de almoço, popular na quadra, mas vai além. Parceria dos sócios de festas Henrique Lima, Pedro Caetano e Ronnie Moura (eles são donos também da Funn Entretenimento), o Mercadito Restaurante e Café pretende reunir cardápio de lanches elaborados, mercado de produtos e espaço para co-working, gratuito. Criações como folheados, empanadas e hambúrgueres artesanais estão entre as receitas assinadas por Henrique, que, além de publicitário, é formado em gastronomia. Com decoração interna predominantemente industrial, de ferro aparente, concreto e cobogó, o local terá ainda parte externa, virada para a quadra, cercada por área verde e móveis rústicos. “Vamos vender um conceito plural”, avisa Pedro. 
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 
Com gosto de fazenda
 
A doçaria goiana entrou na vida de Adriana Lira pela família. Foi decidida a resgatar as receitas que as avós e tias faziam que a empresária criou o conceito do ateliê Dona Doceira, há seis anos em Goiânia e desde março com loja física em São Paulo. Certa em seguir pela confeitaria, mas não a tradicional, ela investiu em quesitos que fazem a diferença. Fora do pote, com menos açúcar e matéria-prima preferencialmente orgânica, a confeiteira produz clássicos como os limõezinhos recheados e as delicadas flores de mamão ou de coco, tingidas naturalmente pela cor da fruta que lhes dá sabor (a partir de 6,50 reais). E Brasília tem tudo a ver com isso, já com previsão para receber a segunda loja. “Representa 40% das nossas vendas”, revela a doceira, referindo-se ao sistema de comércio que entrega encomendas em carro refrigerado a um custo entre 60 e 80 reais. Contato: (62) 9252-4447.
 
 (Lucas Terribili/Divulgação)
 (Lucas Terribili/Divulgação)
 (Lucas Terribili/Divulgação)
 
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017