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COLUNA »

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:28/04/2016 11:15Atualização:05/05/2016 09:55
Desenhando

A jornalista Carolina Nogueira conta que, quando criança, vivia com um lápis na mão e não imaginava ser outra coisa se não desenhista. Com esse intuito, foi para UnB cursar comunicação. Queria ser diretora de arte. No meio do caminho, apaixonou-se pelo jornalismo e deixou os lápis guardados. Quando foi para Paris acompanhando o marido, Alberto Lima, estava com um par de bebês gêmeos nos braços, mas ainda conseguiu tempo para fazer um mestrado em literatura. De volta ao Brasil, reassumiu seu trabalho na TV da Câmara Federal e, com amigos, fundou a editora Selo, pela qual lançou o seu primeiro livro, todo ilustrado com desenhos seus, dedicado às crianças. O segundo livro, que ela não sabe definir se é para criança ou para os pais, conta da sua dificuldade de ver os filhos criando asas. Com Dani Cronemberger, faz o blog Quadrado Brasília, queridinho da cidade. O terceiro livro já está em gestação e por enquanto Carol só conta que quer dedicar mais tempo aos desenhos.

 (Zuleika de Souza/Encontro/ DA Press)

Comemoração


Brasília está fazendo 56 anos, o mesmo tempo que Antônio Wanderlei Amorim chegou, ainda menino, à capital. Para comemorar a data, o artista plástico está com uma nova exposição no Museu Vivo da Memória Candanga (único conjunto de casas e prédios de madeira que sobrou da época da construção). A mostra Delei & Paulino Aversa reúne diferentes fases da criação de dois artistas candangos sobre temas brasilienses, em diversos formatos e técnicas. Wanderlei é arte-educador com mestrado e doutorado no México, ajudou a formar várias gerações de artistas brasilienses. O pintor assina “Delei” em seus imensos murais espalhados pela cidade. Na 106 Sul tem um megabuquê que o artista oferece aos que caminham pela Asa Sul.

 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)

 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
Na superquadra

A historiadora Juliana Pedro escreveu sua dissertação de mestrado em história da Amazônia em cafés de São Paulo. Depois de vários anos estudando na capital paulista, voltou para Brasília e viu que a cidade ainda não tinha embarcado na onda dos cafés. Então retornou a Sampa para fazer o curso de barista. Confiante na força do seguimento, abriu o Ernesto Cafés Especiais. Ela conta que não foi fácil, chegou a ter motivos para chorar sobre as sacas de café, mas com o tempo a cidade se apaixonou pelo projeto. Desde o início de tudo, o que ela pediu aos profissionais da Bloco Arquitetos foi “um lugar que o brasiliense se reconhecesse”. E conseguiu! Virado para a 115 Sul, ela hoje aproveita para fazer eventos culturais no gramado, como a Feira do Livro Independente, que deve ter mais três edições ainda neste ano. Na parte de cima da loja, uma livraria especializada em autores brasilienses chama a atenção. Outro destaque é que Juliana aprendeu recentemente a fazer pães com fermentação natural e montou uma padaria dentro do café. A doce Ju só reclama de sobrar pouco tempo para ler.
 
 
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
Refazendo o caminho

O engenheiro marroquino Benjamin Sucsú estudou e foi criado em São Paulo e chegou à capital na década de 1980. Na época, era ligado às causas ambientais e adorava remar no lago Paranoá, foi um dos pioneiros do caiaque. Nesses mais de 30 anos na cidade, casou-se com a jornalista e curadora Graça Ramos, teve dois filhos, trabalhou para o governo local e federal, empreendeu na área ambiental, esteve na iniciativa privada em empresas de tecnologia. Ele teve uma das primeiras produtoras de vídeo da cidade, foi consultor de campanhas políticas e nos últimos anos é o vice-presidente de novos negócios para América Latina da Samsung. Agora está de volta às origens ambientais como o novo presidente da Fundação Amazônia Sustentável, substituindo o empresário Luiz Furlan. Benjamin está animado com a nova empreitada, que tem projetos muito bons para os povos da floresta, agora só falta voltar a remar.
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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017