..
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

COLUNA »

Na Mesa

Jéssica Germano - Redação Publicação:20/05/2016 10:30Atualização:20/05/2016 11:37
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
O bom filho à casa torna
 
Depois de 21 anos fora da capital federal, tendo comandado diferentes operações em Salvador e São Paulo, André Castro se mostra seguro na escolha de Brasília como sede de seu novo negócio. Sócio do advogado Eduardo Moreth, responsável pela primeira cachaça premium do país de método home distilling, o chef vai comandar a casa que recebe a mesma patente da aguardente: Authoral. Na cozinha, porém, as coincidências somem. A comida não terá etnia definida, porque pretende caminhar pelas fusões que conquistaram o cozinheiro, desde a culinária tailandesa até a brasileira. Com previsão de abertura para fim de junho, o restaurante em fase final de reforma na 302 Sul se prepara para assumir identidade voltada para o artesanal e, como o nome entrega, o autoral: das cerâmicas exclusivas onde serão servidas as receitas aos pães, massas e sorvetes produzidos na casa. "Foco nos produtos e na técnica, ao preço mais justo que o mercado permitir", resume André o conceito.
 
Robalo, vatapá e salada de feijão de corda feito pelo chef André Castro (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Robalo, vatapá e salada de feijão de corda feito pelo chef André Castro
 
Maio o ano inteiro
 
Ariane Reis já perdeu as contas de quantos clientes entraram pelas portas da Doce Maison, na 213 Sul, segurando nas mãos forminhas de doces, que ela e sua equipe haviam produzido para casamentos. O local, que a partir do fim do mês ganha nova filial - dessa vez um quiosque no térreo do shopping Conjunto Nacional -, virou uma espécie de ponto de encontro para as clássicas receitas servidas em festas. Lá, durante todo o ano, encontram-se os tradicionais bombons camafeu de nozes, abacaxi com coco e morango coberto com chocolate belga (3,50 reais a unidade). Apesar de não funcionar como retirada de encomendas, o novo endereço será uma opção aos clientes que se sentem órfãos do café nos sábados à tarde e nos domingos. "Um bom produto e um bom atendimento sempre têm espaço", aposta a doceira, que toca a sociedade ao lado da irmã Alessandra e está lançando também um e-commerce. Na plataforma, o público poderá encontrar linha de presentes.
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 
 
A quatro mãos
 
Apesar da pouca idade, Camila Figueiredo (esq.) se mostra bem firme em suas convicções. O respeito aos funcionários com quem trabalha, em especial, aparece entre os principais tópicos, logo de cara. À frente do Occitano desde agosto do ano passado, a chef de 26 anos, formada pela Le Cordon Bleu, em Paris, faz refletir o pensamento no salão intimista de apenas 22 lugares, que antes deu lugar ao Babel. O exemplo mais forte surge no cardápio feito a quatro mãos com a sous chef da casa, Marinete Gomes (e que passou pelo aval de toda a brigada). Atualizado a cada três meses, o último menu foi dividido quase igualmente entre as duas. É de autoria da cozinheira ajudante a receita incorporada recentemente mais pedida pelos clientes: vieiras salteadas com massa fresca ao molho branco e de limão (47 reais). "Eu tenho muito orgulho deles", declara a chef sobre a equipe também enxuta de cinco pessoas. 
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
 
 
 (Raimundo Sampaio/Encontro/DA Press)
Ponto de equilíbrio
 
Ela se tornou uma das fitchefs brasilienses mais conhecidas do país, dando cursos sobre receitas saudáveis, mas não parou por aí. Há um ano e meio, Rosana Brum inaugurou o misto de café e bistrô localizado na 315 Norte e enxergou a oportunidade de explorar mais o conceito que sempre buscou na cozinha: "Saudável, sim. Sem graça, nunca." É com um cardápio vasto, que vai de pizzas funcionais a refeições com clássicos reformulados, como arroz-carreteiro com grão integral, que a cozinheira, confeiteira e estudante de nutrição se firmou. E cresceu. A partir do último fim de semana de maio o La Brum ganha novo endereço, na vizinha 314 Norte, com algumas criações que pregam bem a identidade de nada de restrições exageradas. A torta pâte sucrée, feita com quinoa, amaranto, aveia, buttercream e coulis de frutas vermelhas, funciona como exemplo e será servida na loja maior, que terá ainda cozinha gourmet para sediar as aulas que Rosana continua dando, inclusive fora de Brasília.
 
 
 
 
 (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
Das arábias
 
Foi no início de março que veio o convite: a chef Lídia Nasser queria reformular a carta de drinques dos dois Empório Árabe e para isso recrutou o barman Leandro Rodrigues. Responsável por criar combinações que remetessem à identidade gastronômica da marca, o profissional lançou três novos drinques que vêm fazendo sucesso entre a clientela dos salões temáticos. Em taça de Martini, o Uarad (27,90 reais) é feito com a tradicional bebida libanesa Arak, à base de uva e anis, acrescido de sweet and sour de tamarindo, limão e cereja. A sugestão é que ele acompanhe a torre de texturas, entrada exclusiva da 215 Sul, que combina kibe cru, coalhada e tabule. Entre as novidades surgem ainda o Lepton Tennesse (29,90 reais), com Jack Daniels, chá preto, xarope de tangerina e suco de limão; e o Prelúdio (24,90 reais), também com Arak, aliado a um fio de creme de cassis, Granadini e vodca. "A aceitação tem sido muito boa", comemora o bartender ao perceber o espaço para a coquetelaria com pegada estrangeira na cidade.
 
 (Vinícius Santa Rosa/Esp. Encontro/DA Press)
 
 
COMENTÁRIOS
Os comentários estão sob a responsabilidade do autor.

EDIÇÃO 55 | Julho de 2017