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COLUNA »

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:23/05/2016 07:55Atualização:01/06/2016 15:10
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
Ela inova mais uma vez
 
Além de ter chegado à capital nos primeiros anos de cidade, Betty Bettiol foi também pioneira no uso da informática em seus trabalhos artísticos. Gravadora e desenhista, ela vive em uma galeria de arte: a sua casa, projetada por Zanine Caldas. A coleção construída ao longo de mais de 50 anos, ao lado do marido, o advogado Luiz Carlos Bettiol, já passa das 1.500 peças de importantes artistas, designers e artesãos brasileiros. Atualmente, ela está entusiasmada com dois projetos. Um está quase pronto para sair do seu ateliê e ganhar o mundo. São gravuras com as folhas do seu jardim, que devem virar também diferentes leques e gravatas. O segundo projeto envolve toda a família, especialmente o filho Renato, que vai comandar o B Hotel, projetado pelo badalado e talentoso Isay Weinfeld, que fez os hotéis Fasano. Segundo a artista, a ansiedade da cidade em conhecer o prédio em frente à Torre de TV vai acabar no começo do segundo semestre. Ela diz que vai ser um hotel bem diferente, tanto que nas suas andanças pelo mundo ela nunca viu nada igual. Certamente terá muita arte, e não poderia ser diferente. 
 
 
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
 
De Brasília mesmo!
 
Dani Dumolin morou até os 20 anos na Asa Sul, agora está no Cruzeiro. "Meu trabalho é sobre essa Brasília que vivi e vivo", diz a jovem que fez artes plásticas no Dulcina. A capital de Dani tem muita fofura em cartões, quadros, ilustrações, fotografias... Os caderninhos, quadrinhos e bandeirinhas (inspiradas no mestre Athos Bulcão) estão sempre nas feirinhas bacanas da cidade e fazem parte dos itens mais procurados da Banca da Conceição, na 308 Sul, que  virou o point dos que amam a cidade e dos que gostam de consumir o que é produzido no Quadradim com o nosso DNA. 
 
 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
 
 
 
 
Técnicas milenares
 
A artista Luciana Passos tinha uma necessidade pessoal de usar roupas feitas por ela mesma, que fossem parecidas com o seu modo de ver a vida. A partir disso, começou a cortar, pintar tecidos e usar suas criações, que chamaram atenção de amigos e colegas. Ela então resolveu mostrar seus experimentos em forma de coleção de vestidos, túnicas e estolas sem costura e pintadas em técnicas milenares. Uma peça pode ser usada em várias versões com amarrações e pequenos ganchos. Para apresentar as roupas à cidade, Luciana encontrou abrigo no Sensorial Café Galeria & Piano, projeto interessante de Leandro Giordano, que está num centro de reabilitação e tem espaços multiuso para a cultura brasiliense.
 
 

 (Zuleika de Souza/Encontro/DA Press)
Refletindo a vida
 
"Caminhar para recuperar a capacidade de respirar bem foi um dos melhores remédios que me receitaram após dois tumores, duas grandes cirurgias", diz o reconhecido fotógrafo Nick Elmoor, que passou muitos anos fotografando para publicidade dentro de estúdios. Ele continua: "Na primeira manhã que consegui chegar à Esplanada dos Ministérios caminhando, fiquei maravilhado em rever os conhecidos prédios. Poças de água da chuva refletiam o céu cheio de desenhos das nuvens e o ato de praticamente mergulhar meu telefone nas poças me trouxe novos e deslumbrantes reflexos". Essas fotos feitas com celular, em preto e branco,  ficarão eternizadas em um livro que está fazendo com sua companheira de vida, Cláudia Elmoor. Além da Linha é o primeiro projeto de fotografia da editora C de Coisa, que pretende fazer uma série de fotolivros. A imagem do autor (que ilustra esta página) foi feita pelo filho do fotógrafo, companheiro de algumas caminhadas. Arthur tem apenas 11 anos e já pensa em seguir o pai - não só pelas calçadas - no amor pelas lentes. 
 


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EDIÇÃO 55 | Julho de 2017