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COLUNA »

Na Mesa

Jéssica Germano - Redação Publicação:28/06/2016 12:37Atualização:28/06/2016 13:16

Delícia de mês

 

Difícil encontrar um mês tão disputado para concorrer em termos de sabores como junho. Em meio às tradicionais festas juninas, receitas típicas nunca deixam de fazer sucesso enquanto outras inventivas convidam ao paladar. É o caso da novidade da doceira Maria Amélia para este ano: um brigadeiro de churros envolto em pé de moleque (3,50 reais a unidade). "Um está na moda, o outro tem tudo a ver com festa junina. Eu pensei que, se juntasse os dois, ficaria perfeito", conta a confeiteira que deu nome à marca. A combinação funcionou tão bem que desde o início do mês entrou de vez para o cardápio de encomendas e, até o fim de junho, fica disponível para venda nas vitrines das lojas próprias, em diferentes regiões da cidade. O doce já tem potencial para virar um clássico da criadora, como os disputados bolo de pamonha e brigadeiro de paçoca.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

 (Raimundo Sampaio/ Esp. Encontro/DA Press)
 

Rede gastronômica

 

Não é de hoje que a cozinha do Diamantina faz sucesso. Com receitas tradicionais da família de Juscelino Kubistchek, a operação do hotel que leva o sobrenome do antigo presidente explora o melhor da culinária mineira. Caso da picanha suína com favas (foto 1) e do pudim de leite, já memorável na cidade. No mesmo caminho, o Manhatan, unidade mais business da Rede Plaza, é movimentado com um bufê de feijoada (foto 2) todas as quartas, que inclui acarajé, batidas e mesa de sobremesas (58 reais por pessoa). Já no hotel histórico da capital, o Oscar recai sobre a culinária italiana mais refinada, a exemplo da sobremesa sformatino de fromaggio (foto 3) com calda de frutas vermelhas, servida na ambientação do Brasília Palace. E a veia gastrô não cessa. O econômico St. Paul tem menu executivo (foto 4) de comida mais caseira com entrada, prato principal e sobremesa (50 reais), fato que deve inspirar em breve um festival gastronômico formal pelas quatro casas.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

Brinde despojado

 

Depois de 14 anos vividos na Califórnia, de ter gerenciado sete restaurantes e rodado 51 países em um ano - época em que conheceu de vinícolas a destilarias de rum e tequila -, o sommelier Eduardo Nobre é uma caixa de surpresas. Uma delas é o IVV SwineBar, o primeiro voltado para carne suína na cidade. Na 314 Norte, o local combina o clube e loja de vinhos homônimos a um ambiente superdescolado com comidinhas bem executadas e bom custo-benefício. "Eu estava cansado de tomar vinho em mesa com toalha branca, sendo servido por garçom engravatado", diz, em tom descontraído. Indo além da tábua de queijos e embutidos, curados na casa, o cardápio assinado também pelo brasiliense tem sugestões criativas de aperitivos e panelinhas ao forno, a exemplo das tâmaras recheadas com gorgonzola, envoltas em guanciale (bacon não defumado). Drinques clássicos e cervejas variadas servem de opção para quem não escolher o carro-chefe da marca. Para esses, o serviço é pessoal com o sommelier, que aboliu carta, e sugere de acordo com o gosto do cliente o rótulo ideal, a partir de 55 reais.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

 (Raimundo Sampaio/ Esp. Encontro/DA Press)
 

Italiano intimista

 

Após dois anos na Quituart, o Il Basílico expandiu a operação liderada pelo romano Gustavo Blasetti. Em parceria com um novo sócio, o empresário Kleber Campos, a marca ganhou veia de bistrô, com 36 lugares dispostos de forma aconchegante, e desde abril funciona também próxima ao Casa Park. "O Park Sul cresceu muito e a demanda também", observa o investidor, que já possuía o ponto. Com a base do primeiro endereço, o cardápio traz novidades como quatro sanduíches paninis e duas novas massas típicas da região de Lazio, como o rigatone cozze e pecorino, mas continua a beber na tradição italiana pela qual ficou conhecido no Lago Norte. "Eu sou um artesão da cozinha", comenta Blasetti, rejeitando o título de chef. "Na Itália é assim e aqui é igual", garante, sobre pratos carros-chefes como os clássicos carbonara e caccio pepe, agora servidos em ambientação de restô.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

França modernizada

 

Há 21 anos com residência no Brasil, o francês Serge Segura passou por alguns projetos antes de inaugurar o próprio, com a autonomia que queria. À frente do L’Amour du Pain, misto de boulangerie, pâtisserie e café localizado na 115 Sul, o padeiro exerce os 14 anos de gerência que acumulou com Daniel Briand, ao mesmo tempo que ousa combinações de sabores e levain. "Eu sou um apaixonado pelo pão", declara, deixando evidente a área de atuação que lidera. Sem aditivos químicos e com farinha francesa, ele cria clássicos, mas em receitas ainda não vistas por aqui. Caso do brioche folhado, do croque mounsieur frito e do ruban, tira de massa de croissant salgada com complementos. Para a parte doce, o boulanger recrutou um também jovem confeiteiro francês. É Remi Champion quem concretiza a linha de éclairs que o idealizador sonhou. Sem estacionar na tradição, bombas de figo fresco com creme de pistache e de manga com violeta estão entre as criações que chamam a atenção na vitrine colorida.

 (Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/DA Press)
 

 (Raimundo Sampaio/ Esp. Encontro/DA Press)
 

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EDIÇÃO 59 | novembro de 2017