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COLUNA »

Gente da capital

Zuleika de Souza - Publicação:29/06/2016 15:24Atualização:30/06/2016 15:25

Ele não para

 

O artista plástico Samuel Pinheiro Guimarães fez, em 2010, uma exposição no Jardim Botânico de Brasília. Daí nasceu o convite para assumir a diretoria adjunta do parque. Desde então, ele, que também é arquiteto, tem tocado projetos criativos ao lado do diretor Jeanitto Gentilini. O maior deles é o Cerratenses Centro de Excelência do Cerrado, em homenagem ao nosso bioma - o belo prédio tem uma vista magnífica para a reserva e vai abrigar Biblioteca Digital do Cerrado. Outra novidade é a Trilha Indígena Krahô, projeto de educação ambiental no qual o visitante caminha pela mata que tem totens criados por vários artistas. Um novo parquinho para as crianças na área de piquenique está na fila para ser executado. Samuel, que é homônimo do pai embaixador, está dividindo ateliê com Matias Mesquita e promete novidades para breve. Nas horas vagas, ele corre para tatame e pratica Jíu-jitsu. 

 (Zuleika Souza/Esp. Encontro/DA Press)
 

 (Zuleika Souza/Esp. Encontro/DA Press)

Esmorecer? Jamais!

 

Quem desligou o som? Gabriela Tunes sabe bem. A flautista, que é também bióloga com mestrado em gestão ambiental, trabalha como consultora concursada da Câmara Legislativa do DF. Agora sua luta, junto a outros músicos da capital, é para mudar a Lei do Silêncio, que está fechando todos os espaços para os artistas. Ela toca no Época de Hoje e em uma roda chamada de Choro da Resistência, sempre com o filho Tiago Tunes, que foi o responsável por levá-la para o mundo da música. O nome da roda surgiu porque alguns bares onde eles tocavam foram fechados, como os lendários Tartaruga e Balaio. Depois do último impedimento, ela desabafou: "Nossa roda de choro, acústica, vinha acontecendo de uma forma muito sofrida, porque não conseguíamos nem nos ouvir tocando, mas alguns vizinhos de privilegiados ouvidos, lá das casas deles, conseguiam. Vejam que inveja devemos sentir dessas pessoas!" Gabriela não esmorece: "Não desistiremos, porque ,enquanto houver vida, haverá música, seja como for."

 
 
 
 
 

Ritmo frenético, por enquanto

 

As Olimpíadas estão chegando e Hugo Parisi é o nosso único representante que nasceu, cresceu e sempre morou na capital. Atleta de saltos ornamentais, ele é especialista na plataforma de 10 metros. Em 25 anos de saltos, tem quatro títulos de campeão sul-americano, carrega 223 medalhas e esta será sua quarta olimpíada.  Hugo é atleta da Marinha, treina no Colégio Mackenzi, como patrocinado, e na UnB, completando seis horas diárias de puxados treinos. Ainda conta com apoio dos Correios, Cartão BRB e Cooplem Idiomas. Ele revela que o Rio deve ser a despedida das Olimpíadas, mesmo sem querer parar: é que na próxima ele já estará com 36 anos e quer diminuir o ritmo. Um novo caminho pode ser o mundo da moda, já que ele acaba de ser a estrela de campanha do perfume francês Allure Homme, da icônica Chanel. O filme e as fotos, de tirar o fôlego, foram feitas durante três dias em um penhasco onde saltava para o mar, na África do Sul.

 

 (Zuleika Souza/Esp. Encontro/DA Press)

 

 

 

 (Zuleika Souza/Esp. Encontro/DA Press)
Sobre pertencimento

A candanga Gabriela Goulart Mora é jornalista e foi para Londres fazer mestrado em antropologia e desenvolvimento social. Os estudos a levaram a uma temporada na Índia, trabalhando em organismos internacionais. De longe, escrevia crônicas sobre o estranhamento das culturas. De volta ao Planalto Central, ela reencontrou amigos que também moraram fora. "Brasília é a cidade dos encontros. Muita gente veio de outros lugares e teve a sensação de estranhamento quando chegou aqui", conta ela.  Para ela, as histórias de quem não pertence são muito pessoais e, por isso, tão fortes que deveriam se materializar em livros. "Para ter controle total da forma e conteúdo desse material, investimos na autopublicação. Essa escolha tem nos colocado em contato com outros escritores e editoras alternativas. Outros viajantes", diz a autora de Depois das Monções. E assim nasceu o selo Longe. Os amigos aos quais ela se refere são Carolina Nogueira, Daniel Cariello, Yury Hermuche e Mariana Carpanezzi.  Gabriela acaba de bater asas mais uma vez e atualmente está em Nova York, para passar dois meses em um intercâmbio do Unicef, onde está trabalhando produzindo conteúdo sobre os direitos das crianças e dos adolescentes.

 

 

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EDIÇÃO 57 | Setembro de 2017